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entrevista

Durval Salema, PAN – Pessoas – Animais – Natureza
Desenvolver o conceito «Barreiro – uma cidade amiga das crianças»

Durval Salema, PAN – Pessoas – Animais – Natureza<br>
Desenvolver o conceito «Barreiro – uma cidade amiga das crianças» <br>
. Quinta do MIÃO devia ser gerida só pelo Barreiro

. Proposta de criação de Ambulância veterinária disponível 24 horas/dia

Durval Salema, deputado da Assembleia Municipal do Barreiro, a nossa ideia é transformar o Barreiro numa cidade que fosse conhecida pela sustentabilidade ambiental e energética

Durval Salema, Comissário da Assembleia Plurimunicipal de Almada-Seixal-Barreiro, deputado da Assembleia Municipal do Barreiro, fez história nas últimas eleições autárquicas, sendo o primeiro rosto do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, a ser leito no concelho do Barreiro.

Cidade conhecida pela sustentabilidade ambiental e energética

Na conversa com Durval Salema, começámos por abordar as ideias centrais que marcaram a candidatura do PAN, nas últimas autárquicas.
“Eu sou do Barreiro, a minha mãe trabalhou no Barreiro, o meu pai trabalhou no Barreiro, nasceram no Barreiro, os meus avós vieram do Alentejo e do Algarve para o Barreiro.
Sempre se associou o Barreiro aquela potência industrial, um polo industrial, único no país. Todos nos lembramos da história dos gases, da grande poluição que havia no Barreiro.
Acontece é que, fechou isso tudo, mas, na verdade, quando falamos com pessoas que são de outros concelhos – de Almada, do Seixal, de Setúbal – essas, até uma noção que o Barreiro já não é bem aquilo que era, mas as pessoas da zona norte, de Lisboa, Torres Vedras, Loures, para eles o Barreiro continua a ser a cidade da poluição.
Eu gostava de dizer que a nossa ideia de Barreiro, é transformar o Barreiro, no oposto, numa cidade que fosse conhecida pela sustentabilidade ambiental e energética, no fundo que fosse uma cidade associada às energias limpas, quer em termos de utilização, quer em termos de indústrias. O Barreiro tem muito a ganhar com isto em termos de atractividade.
Essa é a nossa grande ideia para o Barreiro e ver o Barreiro realmente, que está ao lado de Lisboa, e, nós não somos a capital do país, mas temos que aproveitar as potencialidades de estarmos ao lado da capital do país”.

Câmara dá-nos alguns ouvidos

Neste ano como têm concretizado as vossas ideias?
“Nós temos noção que não temos ninguém na Câmara Municipal, temos noção que estamos na Assembleia Municipal, temos noção, ali, somos uma pessoa, entre 27 e mais 4 que não são eleitos.
A nossa actividade politica concreta resume-se, obviamente, às questões das recomendações, e, nas reuniões que vamos tendo com o executivo, e tem existido alguma abertura para isso, potencialmente é através das recomendações na Assembleia Municipal, procurando intervir nas três grandes causas do partido – pessoas, animais e natureza.
Sabendo que a Câmara não é obrigada e não faz nada com elas, mas, não é a ideia que tenho. A Câmara apesar da nossa expressão mínima na Assembleia dá-nos alguns ouvidos, porque até em algumas questões as posições são comuns.
No Orçamento iremos apresentar propostas que reflectem a nossa ideia de sustentabilidade para o Barreiro.”

Gestão acho que tem sido positiva

Como avaliam a gestão autárquica neste seu primeiro ano de mandato?
“Nós em termos de participação não temos comparação com anos anteriores, porque uma coisa é ver de fora, outra é estar mais dentro, e, por isso avaliamos de forma diferente.
Sinceramente, acho que tem sido positiva, tema dado alguma abertura. O primeiro ano, também não é o ano que se consiga chegar e fazer alguma coisa, se formos para a rua e virmos o Barreiro, se calhara não notamos uma grande diferença, mas num ano, se víssemos é que era muito estranho. Vamos esperar, acho que tempos tempo.
Da nossa parte e das ideias que apresentamos temos tido alguma receptividade, e vamos esperar, porque como diz o presidente da Câmara, no segundo ano do mandato vamos colher frutos do que foi feito no primeiro. Esperemos.

Ambulância veterinária disponível 24 horas/dia

Dê exemplos de propostas vossas que a Câmara tem aceite?
“O ano passado apresentámos uma proposta relativamente à área animal e não foi possível, outra relativamente à criação de uma ambulância veterinária disponível 24 horas/dia, um serviço que será feito em colaboração com os bombeiros e o Centro de Recolha. Há municípios que já têm, é o caso de Cascais, vamos tentar que avance, já que o ano passado não foi possível, vamos ver se este ano será possível, já tivemos uma conversa com o Senhor Presidente, acerca disso, vamos ver. Já temos, mais ou menos, uma ideia da verba para o orçamento. Claro que depende do modelo.”

Quinta do MIÃO não tem capacidade para os dois concelhos

Como analisam o funcionamento da Quinta do MIÃO?
“A Quinta do MIÃO tem sido problemática, tem sido problemática historicamente, mesmo antes de se chamar Quinta do MIÃO.
A Quinta do MIÃO nasce, a nosso ver, como uma necessidade de apresentar aos munícipes do Barreiro e da Moita, perante o país, que têm um Centro de Recolha, oficial e novo, agora, não é possível construir um Centro de Recolha, oficial e novo, quando a dimensão para os dois municípios – Barreiro e Moita – a capacidade é inferior ao número de animais que já existiam, só no Barreiro.
Só o Barreiro tinha mais capacidade que aquela que foi prevista para um Centro que serve dois municípios. Logo aí o processo nasce torto e nasce mal”
Refere que no desenvolvimento do projecto as associações não foram envolvidas.

Quinta do MIÃO devia ser gerida só pelo Barreiro

Durval Salema salienta que a Quinta do MIÃO tem que ter um orçamento próprio – “continuamos sem perceber quem está a pagar as contas da Quinta do MIÃO”.
Sublinha que a Câmara Municipal da Moita faz coisas, individualmente, fora do projecto da Quinta do MIÃO, nomeadamente campanhas de esterilização.
Defende que a gestão da Quinta do MIÃO devia deixar de ser uma gestão conjunta, entre os dois municípios, devia ser só gestão do Barreiro.
Salienta que devia ser construído outro projecto idêntico no concelho da Moita, comparticipado pelos dois municípios, e, esse, seria gerido pelo concelho da Moita.

Fazer pombais contraceptivos

Durval Salema, interrogado sobre o – “os pombos não são um problema. Estão cá”.
Sublinhou que, se há algum problema no mundo é com alguma espécie é a espécie humana – “chega, explora, invade, absorve todos os recursos, e depois queixa-se da fauna, está a invadir os nossos espaços”.
Os pombos não são um problema. Há uma solução – “fazer pombais contraceptivos”, disse.
Por outro lado, salientou o facto de as gaivotas, nos dias de hoje, por falta de alimento, deixarem o rio, entrarem por dentro da cidade.

Não tem aproveitado por deficiência da Quinta do MIÃO

O deputado do PAN, sobre as colónias de gatos que proliferam pelo concelho, defendeu a necessidade de serem desenvolvidas campanhas de esterilização, porque este é um animal que se reproduz bastante.
“Não consigo perceber porque é que o governo tem um programa que distribui 500 mil euros, para campanhas de esterilização, e, até ao final do mês de agosto, nem 10% dessa verba estava aproveitada pelas autarquias”, sublinhou.
O Barreiro não tem aproveitado por deficiência da Quinta do MIÃO, referiu.

PAN não pede a demissão das pessoas

Durval Salema, fez questão de salientar, que acerca das queixas que têm existido sobre a Quinta do MIÃO, que se pede o afastamento da Coordenadora – “O PAN, por definição, não pede a demissão das pessoas, pede mudanças de atitudes, que encare os problemas e que se converse e faça protocolos com associações, o que não tem existido até agora”, disse.
“Estamos solidários com associações”, acrescentou.

Conselho Municipal Consultivo da Mata da Machada não reuniu

O Vereador Bruno Vitorino tem feito um bom trabalho na Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, tentando preservar as espécies e combatendo as plantas invasoras.
Alertou para a necessidade de se cuidar da Mata da Machada, porque tem vindo a ser esquartejada, por estradas, por urbanizações, por unidades industriais, em espaços contíguos que são uma protecção à Mata.
Sublinhou o facto de existir um Conselho Municipal Consultivo da Mata da Machada, para o qual foi eleito pela Assembleia Municipal do Barreiro – “até agora não houve qualquer reunião”.
Defende a criação de um Laboratório Astronómico, naquele território, por ser o único local do concelho do Barreiro, onde não há iluminação pública.

Não temos nada contra o Terminal

Sobre o Terminal de Contentores do Barreiro, o deputado do PAN, considera que a actual proposta de localização é “a mais adequada ” a primeira versão apresentada – “é 38% menor do que o projecto um, que era megalómano”.
Referiu que o PAN sobre esta matéria conta nos seus quadros políticos com Paulo Moreira, que, é das pessoas, no Barreiro, que mais sabe sobre actividade portuária.
“Não temos nada contra o Terminal. O problema que nos preocupa são as acessibilidades”, disse.

Aeroporto no Montijo PAN não tem posição oficial

Durval Salema, sobre o aeroporto de Lisboa na Base aérea do Montijo – “o PAN não tem posição oficial”, e, defende a necessidade de existir uma “avaliação estratégica ambiental”, como é defendida por associações ambientais, nomeadamente a ZERO e a QUERCUS.
“Não me agrada, porque vou ter um avião a sobrevoar a minha casa de cinco em cinco minutos. Não é só a minha casa é o concelho do Barreiro,” disse.
Sublinha se fosse construída uma linha de alta velocidade entre Beja e Lisboa, numa hora, os passageiros que aterrassem no aeroporto de Beja, estavam em Lisboa.

Não gostaria de ver construção imobiliária

Sobre a Quinta de Braamcamp, para o PAN é uma preocupação porque tem a ver com a reserva do estuário do Tejo – “é uma zona praticamente única de nidificação».
“Não gostaria de ver construção imobiliária. Deve ser uma zona de lazer”, disse.
É uma zona com condições para apoiar o desenvolvimento da prática do remo.

Barreiro – uma cidade amiga das crianças

Quais as linhas de intervenção do PAN para o ano 2019?
“Iremos na Assembleia Municipal fazer recomendações, concretas, para o Barreiro. Não critico os outros partidos por apresentarem questões nacionais, só que os problemas de âmbito nacional não podem ser resolvidos aqui, nós o que queremos é apresentar propostas que digam respeito ao Barreiro”, disse.
Refere como preocupações realizar campanhas de esterilização, estacionamentos para bicicletas, e, problemas de mobilidade, entre outros.
Refere que uma ideia importante será desenvolver o conceito – “Barreiro – uma cidade amiga das crianças”.

Foi uma oportunidade perdida

A encerra Durval Salema, sublinhou que a importância da defesa da ideia de sustentabilidade energética.
Refere que o Barreiro perdeu uma grande oportunidade quando da aquisição dos autocarros, não ter optado por uma frota eléctrica, expressando a sua discordância pela compra de veículos de gás natural.
“Foi uma oportunidade perdida”, disse.
Defende que se criem condições para que os munícipes possam optar por viaturas eléctricas.

S.P.

07.10.2018 - 21:22

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