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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 26 de Abril 2019
Por Maria Helena


A(nota)mentos - Barreiro
Beijo nos lábios vermelhos de Abril
– o sabor da palavra Liberdade


Rosto da Semana – Barreiro
Manuel Fernandes – o rosto de uma festa feita de presente e futuro


Por dentro dos dias – Barreiro
Do navegar é preciso…ao sobreviver é preciso!


Inferências
O tema central não é a Quinta do Braamcamp, é o PDM é a estratégia para o concelho.


ROSTOS DO ANO 2018
Reconhecimento aos que contribuíram para valorizar o concelho do Barreiro
. ROSTO DO ANO António Cordeiro


COLUNISTAS
Igualdade
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


Falam, falam, falam e não fazem nada…
Por Nuno Miguel Fialho Cavaco
Moita


Quadro Comunitário de Apoio para o período 2021-2027
Por José Caria
Montijo


O dianho do «crowdfunding»
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


Até amanhã Sr. Alexandre. Bom Natal
Por Jorge Fagundes
Barreiro


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


BASTIDORES
Seixal - Com os votos contra do PSD e a abstenção do PS
Parlamento chumba medidas propostas pelo PCP para reduzir a poluição em Paio Pires


Sesimbra - Comemoração do 45º Aniversário do 25 de Abril
Homenagem a Manuel Alfredo Tito de Morais.


Bloco de Esquerda defende ligação Barreiro - Lisboa
Terceira Travessia do Tejo em modo ferroviário.


MOITA - VEREADORES DO PS VOTAM CONTRA O RELATÓRIO E CONTAS DE 2018
Precisamos de outras opções que certamente resultarão noutras contas


Aquisição de duas viaturas para o Programa Escola Segura no Barreiro
Bruno Vitorino considera necessário que CMB adquira face à incapacidade do Es


ENTREVISTA
Barreiro - TCB pode alargar serviço a concelhos limítrofes
Colaborar na mobilidade de Sesimbra, Palmela e Seixal para além da Moita
. Novos au


Desconstruir aquela ideia do Barreiro coitadinho
Projecto «Start XXI» uma aposta no desenvolvimento económico


AS EMPRESAS
Nos concelhos de Almada, Barreiro e Seixal
Embaixador do Qatar e Empresários Brasileiros visitam territórios Lisbon South Bay


DESPORTO
Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto 420
Clube de Vela do Barreiro coloca duas tripulações nos 5 primeiros lugares do Nacional


Moita - 26º Grande Prémio de Atletismo da Fonte da Prata
No âmbito do AtletisMoita vai ter lugar a 4 de maio


Campeonatos Nacionais de Jovens Clássicas de Xadrez em Portimão
Hugo Ferreira Sub 20 e Ferroviários do Barreiro conquistam 2º lugar


Barreiro - Raquel Augusto atleta de Ginástica Ritmica
Campeã Distrital em Movimentos Livres e Vice Campeã em Bola e Fita
. Apurada par


PERSONALIDADES
associação informal VULTOS DA NOSSA TERRA
HOMENGEM A JORGE TEIXEIRA
. APELO


AS ESCOLAS
Barreiro - Escola Secundária de Casquilhos na Lituânia
Erasmus+ - Projeto DE.CO.DE


Barreiro - Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita
Presente na Polónia no encontro Erasmus «Um homem são num ambiente são»


Barreiro - Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita
Participou na 17ª Edição do Prémio Internacional Marco & Alberto Ippolito na Roménia


REPORTAGEM
Barreiro – Rute Pio Lopes abre Encontros «O autor e os livros»
Fotografia foi sempre uma grande paixão da minha vida
. Sintonia é unir palavra


Rui Braga, responsável pela comunicação da Câmara Municipal do Barreiro
Alerta que «notícias falsas» não acontecem por acaso>
. «Perfis falsos


Barreiro - Escola de Música do Penalvense
Onde se aprende música fazendo música


Barreiro – Constituída «Plataforma contra a Venda da Quinta do Braamcamp»
Lançada a proposta de promover o DIA B – Braamcamp
. Constru


António Costa entregou a chave do primeiro dos 60 novos autocarros a gás dos TCB
Investimento total superior a 18 milhões de euros


Gilberto Gomes no Rotary
Barreiro não conseguiu recuperar os milhares de postos de trabalho que perdeu na CUF e nos ferroviários


MOLDURA
Comissão de Proteção de Crianças da Moita
«Laço Humano» chama atenção para prevenção dos maus tratos na infância


Moita - Comemorações do 45º aniversário do 25 de Abril
Concerto com Ana Moura adiado para 30 de abril


Barreiro - Conhecido o vencedor da Bolsa de Criação OUT.RA 2019
Produção e edição do novo disco do músico Van Ayres dão corpo ao projecto sele


Em Junho o 1º Festival de Jazz do Barreiro
JAZZ NO PARQUE 2019


Barreiro -Encontro «Alburrica/Quinta do Braamcamp em Debate»
«Estuário do Tejo e suas áreas ribeirinhas: estratégia para a sustentabilidade e d


No Salão dos Bombeiros Voluntários do Barreiro
Almoço comemorativo do 45.º aniversário de 25 de Abril
. Dia 28 de Abril, 13 horas


Arrancou no Município do Barreiro
Amarsul promove ações de sensibilização junto a ilhas ecológicas


Barreiro – Reserva o Sábado
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AUTARQUIAS
Uma das grandes obras de Abril é a afirmação do Poder Local Democrático
Em Setúbal quer cumprir um dos principais desígnios da Revolução o dese


Assembleia Municipal do Barreiro
Sessão Solene Evocativa do 25 de Abril
. Momento musical pela Escola de Jazz do Barreiro



Barreiro - António Couceiro Machado, ex-professor universitário
Contou como aconteceu a Revolução do 25 de Abril aos alunos do 4º ano


Barreiro uma cidade amiga das famílias e das crianças
Bruno Vitorino quer equipar instalações municipais com fraldários


Rui Garcia, Presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal
«Portugal é hoje mais dependente, menos soberano»


Associação de Municípios da Região de Setúbal
Seminário «Educação – Autonomia? Transferência de Encargos ou Descentralização»


Moita - Centro de Saúde da Baixa da Banheira
Aprovado contrato-programa para construção


OPINIÃO
«A QUINTA BRANCAAMP É DE TODOS!»[3]
Por Armando Sousa Teixeira
Barreiro


CDU impede aumento de preço em viagens dos TCB
Por Rui Lopo
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O Dia B – Movimente esta ideia
Por Sofia Martins e Mónica Duarte
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Autarquia Em Modo Off
Por Alexandra Serra
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«isto ainda vem do seu tempo, não é?»
Por Rui Lopo
Barreiro


BARREIRO E BRAAMCAMP: UM EXERCÍCIO DE MEMÓRIA
Por André Carapinha
Barreiro


Pela constituição urgente da Polícia Municipal no Barreiro
Ana Beatriz Santos
Barreiro


O Provedor do Preconceito
Por Tiago Coluna
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ASSOCIATIVISMO
Agrupamento 690 CNE Barreiro
Limpeza de Praia - Cidadania Ambiental
. Uma onda gigante de azul.


Festas de Constância em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem
Clube Naval Barreirense presente em representação do Município do Barreiro


Intercâmbio cultural Moita - Redondo
I Intercâmbio de Grupos Corais e Instrumentais Séniores


Moita - Grupo Recreativo Familiar no Bairro Gouveia
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LIVROS
Dia Mundial do Livro em Grândola
Apresentação do livro «José Saramago: rota de vida — uma biografia»


POSTAIS
Içar solene das Bandeiras nos Paços do Concelho do Barreiro
Assinala os 45 anos do 25 de Abril


Barreiro - Em Coina reviver Abril no coração
«25 de Abril, sempre!» gritaram numa só voz


Barreiro - Equipamento queimado em Alburrica
Actos de vandalismo destroem equipamentos desportivos


Moita – Centenário da «Catraia de Lisboa»
«Apesar de ter 100 anos continua a ser uma catraia»


Barreiro -Um documentário dedicado ao DIA B
O Pulsar da Cidade


ArteViva - Companhia de Teatro do Barreiro
«O Animador» - onde começa o mundo real e acaba a ficção?


Barreiro - Grupo Recreativo União Penalvense
Um ponto de encontro de gerações
. Polo de animação da Penalva


ARTES
Companhia de Dança contemporânea no Barreiro
«O Quorum Ballet» subordinado ao tema «A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA Made in China»


EUROPA
Comissão Europeia regista a iniciativa
«Europe CARES — Uma educação inclusiva de qualidade para crianças com deficiência»


Opinião pública em Portugal relativamente à União Europeia
Eurobarómetro 90: Portugueses mais confiantes na economia e no emprego


entrevista rostos.pt - o seu diário digital

Rui Lopo, vereador da CMB do Partido Ecologista «Os Verdes»
«Do ponto de vista prático este ano de mandato não passou de comunicação»

Rui Lopo, vereador da CMB do Partido Ecologista «Os Verdes»<br />
«Do ponto de vista prático este ano de mandato não passou de comunicação». Uma terra que tem quase 7000 fogos devolutos devia apostar na reabilitação

. Barreiro tem que ganhar com o Terminal de Contentores

. Frederico Rosa tem condições excepcionais para desenvolvimento da actividade autárquica

“As sessões de Câmara nem servem para dar informações aos vereadores, quanto mais para decidir e discutir aspectos estratégicos”, Rui Lopo, vereador eleito pela CDU, do Partido Ecologista «Os Verdes».

Rui Lopo, vereador eleito pela CDU, do Partido Ecologista «Os Verdes», após um ano de mandato, em entrevista ao jornal «Rostos», comenta diversos aspectos da vida local e dá-nos a sua «visão de cidade».

Todos os meses há investidores a bater à porta

Refere que o Barreiro é uma cidade que está “confrontada com desafios muito grandes”, enquadrada na Área Metropolitana de Lisboa, à beira do Rio Tejo, “sendo claramente uma centralidade metropolitana”, no eixo da Península de Setúbal, “todos os dias tem oportunidades que lhe batem à porta, todos os meses há investidores a bater à porta, há circunstancias da vida que podem tornar isso, mais exequível, ou menos exequível, as que eu testemunhei nos últimos anos foram extraordinariamente difíceis, não havia as condições económicas para concretizar, algumas dessas oportunidades. Algumas fomos criando, trouxemos cá muitos investidores”.

Um aumento de processos urbanísticos.

Sublinha Rui Lopo, que pela experiência que viveu o aumento de investidores, estava a crescer, não sendo, portanto, um mero acaso, que, no último ano, esteja a registar-se um aumento de processos urbanísticos.
Sublinha que para além de projectos que já existiam, quando ainda exercia a função de vereador responsável pela área de planeamento, na gestão CDU, agora há muitos processos novos- “isso exige que sejamos mais criteriosos sobre aquilo que se nos depara, porque circunstancias diferentes, obrigam necessariamente a reflexões diferentes”.
Salientou que aquilo que podia ser uma oportunidade há seis anos atrás, em plena crise, em plena troika, não pode ser avaliada nos mesmo moldes nos dias de hoje, porque as características são diferentes.

Um dos grandes problemas é o problema da mobilidade

Rui Lopo, salienta que a sua visão estratégica para o concelho, que só o vincula a ele próprio, recebeu influências de tudo o que estudou, que consultou, de mandatos anteriores, incluindo a gestão do Partido Socialista.
“Um dos grandes problemas do concelho do Barreiro é o problema da mobilidade”, disse
Esta é uma questão a resolver, no âmbito da revisão do PDM, com termos de referência aprovados no mandato de Emídio de Xavier.
Podemos pensar um padrão do concelho que pedonaliza muitas artérias, nos vários “centros de cidade”, do Alto do Seixalinho à Vila Chã.
Temos que “des-semaforizar” muitos sítios, de forma a tornar a cidade mais funcional.

O que perderíamos se não tivéssemos os TCB

“Nós passamos muito tempo a ouvir que os TCB são um problema, dizia-se se não tivéssemos TCB, tínhamos piscinas. Isto sempre me interrogou.
O que interroguei era sobre o que perderíamos se não tivéssemos os TCB. Fizemos um estudo, que demonstrar as externalidades positivas por termos optado há 60 anos por gerir transportes próprios.
Elas são imensas, do ponto de vista da população, do ponto de vista da saúde pública, dos acidentes rodoviários, dos custos de manutenção das rodovias, o efeito sócio-económico, tudo isto, está comprovado com o estudo técnico”, salientou Rui Lopo.

As centralidades da própria cidade

Numa nota, Rui Lopo, referiu o projecto que estava previsto para a “Rua Brás” e “Bairro Alves Redol» que visava o alargamento dos passeios da «Rua Brás, a demolição de algumas das habitações de carácter social no Bairro Alves Redol, colocando as pessoas em fogos que estão devolutos nas imediações, com melhores condições de habitabilidade para as pessoas.
O conceito para aquela zona é, esse, de criar uma cidade onde exista uma “estrutura polinucleada”, as “centralidades da própria cidade”, permitindo vivências e rotinas pedonais e saudáveis.
Isto é dar vida à cidade, porque as pessoas saem para os espaços, circulam, com pessoas nas ruas aumenta da segurança e desenvolve-se actividade económica no comércio local – “esta é abordagem que temos que ter da polis, eram os conceitos que estávamos a desenvolver”.
“É isto que está a acontecer na obra de ligação do largo do Moinho Pequeno ao parque Catarina Eufémia, obra desenhada e aprovada por nós, agora em execução. Esse é um caminho dessa pedonalização”, referiu.

Ponte pedonal Barreiro – Seixal

A ponte pedonal Barreiro – Seixal, nasce no contexto de uma discussão metropolitana, fomentada por nós, de criação de uma rede de ciclovias ribeirinhas, que una cidades e una territórios.
“Nós fomos charneira neste processo. Isto não são ideias soltas. Nós não pensamos o Barreiro isolado, em si, porque o Barreiro, isoladamente, sem conectividade com outros territórios, relacional, pedonal, num enquadramento metropolitana, para que nós possamos fazer parte de um todo”, refere
“Temos que dar escala às nossas necessidades”, disse.

Dimensão porreira para concretizar projectos

“O Barreiro tem várias vantagens. Uma das vantagens é que o Barreiro não é muito grande, nem é muito pequeno. O Barreiro tem o mérito de ser um território, quase de laboratório, quase de experimentação, de nós podermos fazer coisas que em cidades muito grandes, se tornam incomportáveis pela dimensão do investimento que é necessário, e, em cidades muito pequeninas, não têm massa critica, é difícil arranjar parceiros.
O Barreiro tem uma dimensão relativa boa, na casa dos quase 80 mil habitantes, uma dimensão porreira, para concretizar projectos do ponto de vista da mobilidade”, salientou.

Construção da Terceira Travessia do Tejo

Recorda os efeitos da construção da Ponte Lisboa – Montijo e a travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, que colocou o Barreiro a uma maior distância da deslocação para Lisboa.
Estas situações, recorda, foram criticas para o desenvolvimento do Barreiro, por isso, salienta que é imprescindível continuar a trabalhar na melhoria das condições de acessibilidades, no contexto do Arco Ribeirinho Sul e, particularmente, a Lisboa – “não numa lógica apenas da dependência de Lisboa, mas na lógica que isso é importante para trazer pessoas para o Barreiro”.
Rui Lopo, defendeu a construção da Terceira Travessia do Tejo, fundamental para o fecho do anel ferroviário da cintura de Lisboa – “é indispensável acontecer”, assim como disse, é necessário – “o reforço da travessia fluvial”, não esquecendo o Metro Sul do Tejo.

Ligação Barreiro Montijo

Referiu a importância da ligação Barreiro – Seixal, e, sobre a ligação Barreiro – Montijo, disse – “a sua lógica do ponto de vista de mobilidade rodoviária, não é uma coisa infundada, podemos interpretar como uma circular, na ligação ao Barreiro- Seixal, que devíamos reivindicar como uma circular interna do Arco Ribeirinho Sul”.
“O problema é o racional que está por trás da ligação Barreiro – Montijo. Se o conceito é desviar tráfego da ponte 25 de Abril para a Vasco da Gama, é um argumento forçado, que não cola, porque não tem capacidade. Hoje, já há períodos de espera. E, muito menos, se for para justificar uma contrapartida do aeroporto do Montijo”, disse.

Aeroporto no Montijo é meia solução

“Não tenho dogma à partida, se o aeroporto é feito no Montijo, ou se é feito no Campo de Tiro de Alcochete. Objectivamente, e, na minha condição de ecologista que estuda aves há muitos anos. Conheço o Campo de Tiro de Alcochete que tem valores naturais, per si, interessantes.
Estou disponível para ouvir falar sobre o aeroporto no Montijo, como algo que podia fazer algum sentido, surpreende-me, e até já questionei o Primeiro – Ministro, numa conversa informal, sobre os argumentos financeiros, técnicos, territoriais, estratégicas aero-portuários, o que me surpreende é que não vejo nenhum argumento, o único argumento que vamos assistindo, é só um, e, como português sinto-me enganado, que temos que construir no Montijo, já, porque o aeroporto da Portela está esgotado. Recordo que a decisão do aeroporto em Alcochete é de 2009. Se o país tem feito essa opção, hoje a Portela não estava esgotada, e, não estávamos pressionados com base numa premissa errada.
Aponta-se para a construção de um aeroporto no Montijo que é curto, e, o país vai gastar dinheiro, numa meia solução.
Referiu, igualmente, o facto das populações do Barreiro, Moita e até do Samouco serem prejudicadas com esta solução.

Barreiro tem que ganhar com o Terminal de Contentores

Sobre o Terminal de Contentores do Barreiro, Rui Lopo, sublinhou que este equipamento não deve ser visto como um fim em si mesmo – “nunca o que colocamos assim do ponto de vista politico, nunca”.
O Terminal de Contentores do Barreiro, temos que ser honestos politicam ente, foi “rebocado” por Carlos Humberto, pela CDU.
O Terminal estava previsto para a Trafaria. Em conversas com o Secretario de Estado, sublinhou-se que o território do Barreiro, tem uma componente portuária, nos territórios da antiga CUF – “desde a primeira hora dissemos que o Terminal tem que se inserir na estratégia de cidade e não a estratégia no Terminal. Era a estratégia de renovação urbana associada ao território da Quimiparque ”.
Juntaram-se muitas entidades, da Baía do Tejo à REFER, APL, Estradas de Portugal.
O Terminal, recordou, sempre defendemos ligado a uma plataforma logística industrial e tecnológica, chegou a ser abordada a criação de uma zona franca.
Isso é determinante. E, sempre colocámos em cima da mesa, refere, que o território do Barreiro não pode ser apenas um sítio onde chega o Terminal de Contentores – “o município do Barreiro tem que ser acionista do Terminal de Contentores, o município do Barreiro tem que gerir o Terminal, o município do Barreiro tem que ganhar com o Terminal de Contentores. Por isso fomos a Barcelona, fomos a Roterdão. fomos ver como aquelas cidades gerem os seus Terminais de Contentores”.
“O Terminal de Contentores, enquanto nós acompanhamos o processo, era catalisador dos efeitos de mobilidade, preponderantes para o desenvolvimento da cidade”, salientou
Referiu a reafectação da rede ferroviária, garantindo a linha ferroviária própria do Terminal, sem alargar a rede no concelho.
Projectamos, a criação de instalações das Oficinas da EMEF, no território da Quimiparque, porque o Terminal de Contentores irá aumentar a actividade ferroviária no concelho, necessitando de mais manutenção.

Comunicação não tenha correspondência na vida das pessoas

Como avalias um ano de gestão autárquica? – perguntámos
“É uma Câmara que tem apostado muito nas questões de comunicação e imagem, continuam a afirmar e, estão a procurar ir mais longe, na afirmação do Barreiro, através da publicidade e do marketing, associado ao município. Acho que isso é uma virtude.
É, contundo, uma virtude que precisa de ser gerida, porque, o pior que pode haver para o Barreiro, é que esta virtude da comunicação e imagem não funcione, que não tenha correspondência, do ponto de vista prático, na vida das pessoas, que toda esta comunicação, que todo este marketing, seja uma mão cheia de nada, seja apenas uma percepção, seja apenas virtual”, disse.

Uma terra que tem quase 7000 fogos devolutos devi apostar na reabilitação

“O cidadão, não apenas o vereador, o cidadão que vive e mora no Barreiro, está no Barreiro todos os dias, contacta com pessoas todos os dias, vê que do ponto de vista prático este ano de mandato não passou de comunicação. Não passou de marketing, de noticias compradas, e, fazer politica e fazer cidade dessa forma, é fácil. Atirar dinheiro para cima das coisas para que possa parecer que estão feitas, qualquer um sabe fazer.
Ter visão, ter estratégia, ter plano e concretizar, pode
parecer demasiado elaborado, pode parecer, até, pouco prático, mas são esses os desafios das cidades, não são atirar dinheiro para uma noticia de jornal, e, dizer que se faz.
Vejo que, do ponto de vista da estratégia, está perfeitamente abandonada, a estratégia é outra, a estratégia é, em vez de reabilitação, aposta-se na construção de habitação nova, fala-se na possibilidade de construir na Quinta de Braamcamp e noutros sítios, quando o Barreiro, devia estar a apostar na reabilitação urbana, reabilitação urbana. Uma terra que tem quase 7000 fogos devolutos, o que devia apostar é como vamos fazer para que haja menos fogos devolutos.
O problema não é o Barreiro velho, é o Alto do Seixalinho Velho, o Lavradio Velho, Coina velha, Palhais velho, Santo António velho, é a própria Quinta da Lomba. Esse é o verdadeiro problema, o Barreiro velho é o que é, à partida, o problema económico resolverá o Barreiro velho, não há nenhuma Câmara que resolva o Barreiro velho, havendo economia que o resolva, havendo bancos que emprestem dinheiro para as pessoas puderem comprar e reabilitar.
Mas, a politica autárquica para além de não existir, é outra, e não a de reabilitação urbana”

Sessões de Câmara nem servem para dar informações

“Registo, ainda, uma enormíssima inabilidade politica, desde logo, num presidente e num executivo, que tem uma visão na condução da coisa pública, que nem informativa é, as sessões de Câmara nem servem para dar informações aos vereadores, quanto mais para decidir e discutir aspectos estratégicos.
Vejo este ano, com a preocupação evidente que as coisas não estão melhores, aliás, na última reunião de Câmara reconheceu os projectos que herdou, que vinham de trás e isso era natural, e, que os pequenos problemas das pessoas nas freguesias continuam por resolver. Os problemas quotidianos do buraco, da varrição, continua por resolver.
Não há correspondência nem com a vida das pessoas, nem com a questão estratégica”.

Concretizar programa eleitoral do Partido Socialista.

Rui Lopo, em relação ao território e opções sobre a Quinta de Braamcamp, expressou o mesmo tipo de preocupações, e, mais ainda, pelo facto de considerar que aquele território, per si, tem um carácter estratégico no desenvolvimento do concelho.
Salienta que aquele espaço devia ser pensado do ponto de vista estratégico para a cidade, está, parece, apenas a ser pensado com o objectivo de concretizar o programa eleitoral do Partido Socialista.
Refere que devia ser pensado como um território estruturante, com localização de equipamentos estruturantes na área Metropolitana de Lisboa.
Recordou que estava em andamento a recuperação integral e rigorosa do Moinho da Braamcamp, com criação de condições para actividade económica, a reabilitação de algumas mós, a possibilidade de haver espaços para equipamentos de utilização, no espaço público.
Imaginemos que deixamos uns hectares da Braamcamp sem fazer nada, e, que amanhã, a AML, quer um local para localizar a Ópera Metropolitana. Nós temos que ter opção estratégica para afirmar o Barreiro no seu quadro metropolitano. Isto faz-se de usos e funções metropolitanas.
Nós não nos afirmamos na AML só porque sim, mas, nós só nos afirmaremos na AML, com usos e funções de cidade de carácter metropolitano. Senão, somos apenas uma referência geográfica.
Aquele território tem todo o potencial para assumir valências metropolitanas, associadas á cultura, associadas às artes, sem perder de vista, que tem para a dimensão local o carácter estratégico nas mesmas dimensões.
Mas, que não seja utilizado como habitação para concretizar um programa eleitoral. É inaceitável. Aquele é um espaço de projecção de cidade.

Vejo o futuro com algum optimismo

Rui Lopo, perspectivou a sua disponibilidade par dar todos os contributos, assim o presidente da Câmara, “assim ele nos contacte”.
“O presidente, durante um ano, nunca procurou reunir comigo sobre nenhum assunto que eu estivesse a conduzir, ou sobre qualquer reflexão estrutura da sobre que matéria fosse. Total disponibilidade para contribuir activamente no quadro do eleito, naquilo que o presidente da Câmara entenda que se deve contribuir”, disse.
“Vejo o futuro com algum optimismo, para o concelho, porque a economia nacional, todo o ambiente que se vive, tendencialmente só trará oportunidades positivas”, refere.

Gerar uma alternativa

Rui Lopo, salienta que vai continuar a promover a sua reflexão de forma a gerar uma alternativa ao que o Partido Socialista tem procurado implementar, que é “muito mais imediatista, muito mais de marketing e comunicação, que coisas alterem a vida das pessoas, sobretudo sem uma visão estruturada”.
Não se discute nada sobre a reabilitação dos terrenos da Quimiparque, que podemos fazer, qual a visão estratégica que se quer para a Mata da Machada, do ponto de vista prático saiu da agenda no último ano, disse.

Vejo com preocupação os TCB

Rui Lopo, afirma, “tenho a perfeita consciência que, enquanto tive responsabilidades executivas, tudo fiz para que o Barreiro se desenvolvesse, sobretudo com resolução de problemas e tratar caminhos de futuro, não com visão imediatista, porque as coisas fazem-se de futuro. Actualmente, vejo com preocupação, por exemplo, nos TCB, este executivo não reforçou com nenhum autocarro em segunda mão, para desenrascar, durante este primeiro ano de mandato. optou por não gastar 50 mil euros em autocarros, só para reforçar, porque a frota está antiga, enquanto não chegam os autocarros. Hoje há mais reclamações, os autocarros falham mais, há mais problemas.
Nós procurámos levantar a cabeça do TCB, levantar as emoções e o concreto, porque lançámos as bases para a aquisição dos novos autocarros, alargamos a rede dos TCB. Esta gestão diabolizou a ida para a Moita, mas depois precisou dela, reconheceu que trazia verba, Diabolizou os autocarros, que deviam ser eléctricos, mas já percebeu que está por demonstrar a sua operacionalidade, para uma rede como o Barreiro.
Vejo com preocupação que se não fora as opções da AML, este executivo autárquico, não tem reflexão sobre a matéria dos transportes, o mesmo sobre as AUGIS.”

Frederico Rosa tem condições excepcionais

Rui Lopo, expressa preocupação sobre diversos dossiers que ficaram em aberto que não avançam, e, sobre esses, considera que o executivo não os faz por uma razão – “não dão notícia de jornal”.
“Pessoalmente, está encerrado o capítulo das comparações, passou um ano de mandato as comparações são o que são, temos que ser objectivos, o presidente Frederico Rosa, tem condições excepcionais de condução dos destinos da Câmara. Uma Câmara que paga a um mês, uma Câmara com 7 milhões de euros de verba para concretização de coisas, de obras e outras actividades, em 2018, deixada pela CDU, ainda 3 milhões de euros de verba transitada em orçamento. Um orçamento equilibrado. Uns TCB equilibrados, com a aquisição de 60 autocarros, com uma taxa de juro de 1%, e com uma amortização, no pior cenário de 12 anos. Uma situação económica do país altamente favorável, com uma taxa de desemprego de 6%. Um governo da mesma cor.
Tem condições excepcionais para o desenvolvimento da actividade autárquica.
A minha reflexão sobre este ano, é que o Presidente Frederico Rosa, optou, apenas e só, por fazer, aquilo que dá para fazer noticia de jornal, ou vídeo para colocar nas redes sociais.
Isso é um erro, não apenas para o presidente, mas para o concelho.

Conflito constante entre CDU e PS

O conflito constante entre CDU e PS nas reuniões de Câmara é bom para a vida politica local? - perguntámos
“Não, não é bom. Mas, isso resulta de um conjunto de circunstancias objectivas. Pensemos porque decidiu fazer reuniões sempre nos Paços do Concelho, porque optou só por reuniões públicas. Será que há alguma correlação com o tal mediatismo que procura dar á discussão politica que se faz no órgão Câmara? Será que esse mediatismo é a melhor opção para a gestão autárquica e para o combate politico que se faz, e, não tem que ser necessariamente partidário, que é ideológico de opções?
Tenho a profunda convicção, que esta opção, quebrando a tradição de fazer nas freguesias, porque comprou, porque adquiriu, no âmbito do orçamento da Câmara, em 2018, recursos tecnológicos para fazer gravações, tipo estúdio de televisão, onde promove comunicação e, vou mais longe, promove e manipula aquilo que é comunicação, que o executivo socialista quer fazer das sessões de Câmara.
Esta opção parta além dos meios, são das pessoas, até, ao ponto de contratar um realizador, para filmar as reuniões de Câmara. Estamos a falar de um nível de calculismo, sobre as questões da comunicação e da imagem que está para além do razoável.
E, tem uma avença com uma agência de comunicação que custa ao erário público, 5000 euros por mês, sem que tenha sido informado quando é que termina.
É verdade, que há um clima de hostilidade acima daquilo que eu próprio gostava que acontecesse, mas temos é que perceber porque existe esse clima de hostilidade. Acontece porque todos os pontos, são discutidos em sessão de câmara, em que as intervenções do Partido Socialista, são feitas para a mediatização, e não para a discussão politica e não para a discussão ideológica, e não para o debate de ideias, e não para a recolha de contributos.
Esta metodologia não abona à boa condução dos trabalhos, nem ao bom ambiente.”

Falta de participação e reflexão das pessoas

A finalizar, Rui Lopo, sublinhou que a sua maior preocupação como eleito e como cidadão, é a falta de participação e reflexão das pessoas.
“Estou preocupado com este conforto excessivo das pessoas com as coisas da sua vida social e com o quotidiano. Não participam. Limitam-se a interpretar o que é fácil, mergulham nas redes sociais e encontrar respostas. É preciso encontrar modelos de reflexão diferentes. É indispensável que não nos resignemos, para construir visão, para construir cidade.
Não podemos deixar que a vida politica nas cidades, no Barreiro, fique encerrada em conjunto de pessoas, com interesses partidários, pessoas ou pressões. Isso é o pior que pode acontecer à cidade do Barreiro. Temo que isso já esteja a acontecer.”, sublinhou.

S.P.

25.10.2018 - 00:22
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