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Dia 26 de Abril 2019
Por Maria Helena


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Beijo nos lábios vermelhos de Abril
– o sabor da palavra Liberdade


Rosto da Semana – Barreiro
Manuel Fernandes – o rosto de uma festa feita de presente e futuro


Por dentro dos dias – Barreiro
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O tema central não é a Quinta do Braamcamp, é o PDM é a estratégia para o concelho.


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Reconhecimento aos que contribuíram para valorizar o concelho do Barreiro
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O Barreiro está um pouco mais pobre!
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Sesimbra - Comemoração do 45º Aniversário do 25 de Abril
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Bloco de Esquerda defende ligação Barreiro - Lisboa
Terceira Travessia do Tejo em modo ferroviário.


MOITA - VEREADORES DO PS VOTAM CONTRA O RELATÓRIO E CONTAS DE 2018
Precisamos de outras opções que certamente resultarão noutras contas


Aquisição de duas viaturas para o Programa Escola Segura no Barreiro
Bruno Vitorino considera necessário que CMB adquira face à incapacidade do Es


ENTREVISTA
Barreiro - TCB pode alargar serviço a concelhos limítrofes
Colaborar na mobilidade de Sesimbra, Palmela e Seixal para além da Moita
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Projecto «Start XXI» uma aposta no desenvolvimento económico


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Nos concelhos de Almada, Barreiro e Seixal
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Dulce Reis, líder da CDU na Assembleia Municipal do Barreiro
«Consideramos que esta gestão tem sido muito fogo e pouca palha»

Dulce Reis, líder da CDU na Assembleia Municipal do Barreiro<br />
«Consideramos que esta gestão tem sido muito fogo e pouca palha». Achamos que há um excesso de despesismo

. CDU tem feito uma oposição construtiva

“Nós, quanto a Quinta do Braamcamp, não abdicamos do nosso ponto de vista, que, aquilo não deve ser um território objecto de especulação imobiliária.”, sublinhou Dulce Reis.

Dulce Reis, advogada, líder da CDU do Grupo de Deputados da Assembleia Municipal do Barreiro, conversou com o jornal «Rostos» sobre um ano de mandato, após as últimas eleições autárquicas.

O povo é soberano

No começo da nossa conversa, perguntámos qual a análise que a CDU fez da sua perda eleitoral.
“É uma inevitabilidade. O povo é soberano. Escolheu outro programa eleitoral, apoiaram uma mudança de poder, nós não conseguimos transmitir a nossa mensagem de forma eficaz, não chegámos ao eleitorado, o eleitorado entendeu ser esta a força politica que lhe merecia confiança, nessa medida, nós assumimos que o voto é soberano, é a expressão mais democrática que existe, pelo menos, que na nossa sociedade de vive, portanto, aceitamos o resultado das eleições.”

Apostar seriamente na questão da mobilidade.

Recordemos as linhas de força da campanha eleitoral da CDU.
“A CDU defendia, como defende, projectos estruturantes que permitissem que o Barreiro saísse, de certa forma, no futuro próximo, desta espécie de gueto em que se encontra, apostando seriamente na questão da mobilidade.
Nós estávamos, desde 2011, com fortes expectativas com a construção da Terceira Travessia do Tejo, a construção do Novo Aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro em Alcochete, e, até, o Terminal de Contentores, que seriam elementos estruturantes, para o futuro do concelho.
A melhoria da mobilidade, também, com a construção da ponte Barreiro – Seixal, digamos, que estes eram um conjunto de projectos estruturantes, que estavam negociados, previstos e estudados, no âmbito do Arco Ribeirinho Sul, que poderiam, efectivamente, impulsionar não só o Barreiro, mas serem estratégicos, para a região e para o país.
A nossa aposta sempre foi tentar manter, aqui, as Oficinas da CP, como forma de proporcionar a continuidade e, até, a melhoria do transporte de passageiros por comboio.”

Projectos estruturantes para atrair investimento

“Nós estamos, numa região, muito pertinho de Lisboa, e, tínhamos como objectivo defender os investimentos em acessos e mobilidade, de forma que se pudesse construir um núcleo empresarial, que fosse capaz de criar emprego, para, de certa forma, garantir alguma da história do Barreiro, e, não nos votar ao abandono.
Estes projectos estruturantes, na nossa perspectiva, era o que defendíamos, que o Barreiro tinha potencialidades para atrair investimento, nomeadamente em indústrias não poluentes, novas indústrias, indústrias criativas, foi esta, sempre a perspectiva que a CDU tinha para o Barreiro, era esta, de projectos estruturantes, que ficam fora do alcance de investimento de uma autarquia, mas, que são perfeitamente aceitáveis, por parte do Poder Central, dotando o concelho de acessibilidades e mobilidade, de forma que o Barreiro, pudesse atrair investimento e empresas e gerar emprego”.

Não existe uma estratégia para o Turismo

Um ano depois, como avalia a CDU a gestão autárquica pelo Partido Socialista?
“ A CDU vê a gestão do Partido Socialista sobre uma perspectiva, de certa forma, que nos cria algum alarme, nomeadamente, por exemplo, não existe uma estratégia para o Turismo.
O Partido Socialista sempre disse isto, em campanha, e, fora dela, que o Barreiro pode ser um polo de atracção turística, dada a sua localização na Área Metropolitana de Lisboa, mas, nós não vimos nada que potencie o turismo. O Turismo não é só, dizer ao investidor privado, que, neste momento de maior especulação imobiliária, está a virar-se para a margem sul do Tejo, por causa dos preços especulativos, em Lisboa.
Esse tipo de investimento, sem substracto, sem conteúdo, acabam por esvaziar, porque, não é o facto de irmos ter um Hotel, ou um Hostel, na Rua Miguel Pais, um Hostel, no antigo dormitório da CP, mais um alojamento local, que já existe, na nossa perspectiva, a implantação da hotelaria, que era necessária, fazia falta, e, é bem vinda, como é óbvio, isto, só, não potencia o Turismo.”

Temos património industrial

“Todas as cidades que se querem tornar um polo turístico, têm que ter motivos de atracação. Nós não temos castelos, como dizia, um camarada meu, pois não, mas temos património industrial, podíamos ter um polo museológico ferroviário, dada a importância que o sector ferroviário, sempre teve no concelho.
Podíamos ter muitas questões que tornassem a cidade um polo atractivo para o Turismo, é verdade, podíamos, mas, nós não vimos, nesta gestão do PS, um investimento a este nível, vimos uma tendência para fazer coisas, através de sistemas, que a Câmara perde o controle, nomeadamente, o investimento no Armazém de Víveres da CP, que é, claramente, uma forma de endividamento, que não trará benefícios para a cidade.
Não se vês, nós, no grupo municipal da CDU, não conseguimos visualizar qualquer acto, algo de concreto que se diga, a Câmara vai investir nisto, claro que um ano é pouco, como é evidente, nós, não temos conhecimento, pelos muitos meios de comunicação da Câmara, se tem, ou não, feito contactos com potenciais investidores, e, em que áreas, não sabemos, para além desta da hotelaria”.

Há um excesso de despesismo

“Agora, nós achamos que há um excesso de despesismo. Foi difícil, esta batalha de atingir o equilíbrio das contas da autarquia nos últimos anos, foi difícil, sacrificou-se muitas coisas, durante quatro anos, no período de intervenção da troika, o país parou, em o Barreiro não saiu ileso dessa paragem. Foi extremamente difícil equilibrar as contas da autarquia, foi preciso recorrer ao PAEL, embora não fosse em absoluto necessário, mas, foi uma decisão da Assembleia Municipal, tomada por unanimidade, se não estou em erro, que permitiu, com algumas medidas tomadas, algumas até desagradaram à população, como é óbvio, porque houve necessidade de reduzir pessoal, houve necessidade de reduzir chefias, houve a reestruturação de pessoal, imposta por lei, em 2013.
Saímos de quatro anos com o país paralisado, e, os quatro anos seguintes a Câmara esteve a projectar obra para a cidade, as pavimentações, a reparação das redes de águas, a compra de Alburrica, da Quinta do Braamcamp, a classificação do sitio de Alburrica, a construção da Escola da Rua 20 de Abril, todo um trabalho que só começou a ser feito, após este período de intervenção do FMI em Portugal.”

Esta gestão tem sido muito fogo e pouca palha

“Nesses quatro anos, para além da preparação dos dossier’s, que referi, foi feito um enorme esforço, no sentido do equilíbrio financeiro, ultimamente, a Câmara atingiu esse grau de equilíbrio financeiro, e, de certa forma, é complicado imaginar, tanto compromisso do executivo actual, com empréstimos, com compromissos para o futuro, que nós não sabemos, não podemos saber, ainda, se a Câmara vai manter este equilíbrio financeiro, que foi conseguido, com duras penas. Cá estaremos para ver e dar a nossa opinião.
Nós, pondo de lado princípios ideológicos, nós consideramos que esta gestão tem sido muito fogo e pouca palha, utilizando uma expressão do nosso povo.
Tem apostado mais na imagem, do que em trabalho de fundo, consideramos que, basicamente, o trabalho mais de fundo que tem sido feito, mais substancial, tem sido o concretizar dos projectos que estavam em curso, nomeadamente a compra dos 60 autocarros para os TCB, e todas as obras que estão em curso.
Não me lembro de nenhuma que tenha sido, totalmente, da autoria deste executivo. Foi pegar no que estava a ser preparado, a ser programado, a ser construído, e começar a fazer, um ano é muito pouco tempo, mas, não dou uma nota alta a esta gestão.”

CDU tem feito uma oposição construtiva

Qual foi a acção politica da CDU neste ano? – perguntámos
“A CDU tem visitado os pequenos e médios comerciantes, tem mantido diálogo com o Movimento Associativo, e, tem, sobretudo, apresentado propostas na Câmara, como a isenção do passe até aos 12 anos, para os estudantes do concelho.
A CDU tem feito uma oposição construtiva, ao contrário do que se possa pensar, a CDU tem votado favoravelmente, muitas coisas e projectos, nas reuniões de Câmara. Nós não fazemos a politica de terra queimada. Perdemos as eleições, temos quatro vereadores sem pelouro, mas continuamos a defender aquilo, que sempre defendemos, que é a qualidade de vida da população e um projecto de cidade para o futuro.
Parafraseando o meu camarada Carlos Humberto, queremos construir – “uma cidade polinucleada”. Nós continuamos a defender um projecto de cidade que tenha em conta as necessidades das pessoas, e, sobretudo um projecto de cidade a longo prazo, que não fique pelo tapar do buraco à porta da casa das pessoas, é importante, evidentemente para o conforto e da qualidade de vida, mas, mais importante que isto, é projectar uma cidade que, em termos de acessibilidade, de mobilidade, de capacidade de atracção de emprego, consiga atrair, e, paralelamente contribua para mexer o tecido económico e social, dar vida ao comércio local.”

Devolver aquele território para usufruto da cidade

Sobre a Quinta do Braamcamp, Dulce Reis, recordou que foi adquirida, por aprovação unânime, quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal, com um objectivo devolver aquele território para usufruto da cidade, para os barreirenses.
Sublinha que previa-se a hipótese de iniciativa privada, nós apesar de tudo o que dizem, nós não somos contra a iniciativa privada, nem muito menos contra o facto de haver actividades comerciais no espaço da Braamcamp.
O que nós defendemos é que, o território é nosso, e, vamos todos discuti-lo, ver qual é a melhor solução para ali, nós temos princípios, um é fundamental e defendemos, até à exaustão, é, a nossa batalha, evitar que a Quinta de Braamcamp seja alvo de uma operação urbanística, que inverta totalmente o objectivo porque foi adquirida.
Sabemos, que a Quinta do Braamcamp e o sitio classificado de Alburrica, são muito apetecíveis em termos de especulação imobiliária.
A Quinta foi adquirida com outro fim, todas as forças politicas concordaram com esse fim, está na apresentação das propostas do anterior executivo. Estão lá definidos os objectivos da Quinta, na negociação com o banco foi utilizada essa argumentação.
Não vai ser para construir prédios, não vai servir para por mais betão na cidade, vai ser para usufruto, é óbvio, que nunca se descartou a hipótese de ter actividades económicas, que possam ser compaginadas com o uso, por parte da população, com actividades desportivas, de lazer, de cultura.”

Não deve ser um território objecto de especulação imobiliária

“A Quinta é um território singular, dos melhores territórios da margem sul do Tejo, pode ter uma vertente comercial e ter uma vertente de usufruto por parte da população, não são incompatíveis, são incompatíveis se quisermos construir ali torres, tipo das Amoreiras, passe o exagero. Isso é incompatível.
Isto, nós não concordamos. Não podemos concordar e deve ser dada a palavra à população.
Na Campanha eleitoral o PS, que depois veio dizer que era uma visão, o que apresentava era uma roda gigante e uma piscina de ondas, para aquele território imenso. É uma promessa eleitoral e não passa disso, tem a força que tem, mas, também, não foi nisso que cativou o eleitorado, até o próprio eleitorado do PS não acredita muito, na possibilidade, ou na justeza de se construir ali uma roda gigante.
Por outro lado, mesmo admitindo que tinha a roda gigante e a piscina de ondas, jamais seria um polo de atracção turística, dadas as características do concelho.
Nós, quanto a Quinta do Braamcamp, não abdicamos do nosso ponto de vista, que, aquilo não deve ser um território objecto de especulação imobiliária.”

Mais um elefante branco para a nossa região

Acerca do aeroporto de Lisboa na Base Área do Montijo, Dulce Reis, referiu que a posição da CDU, tem sido a mesma, de principio, o Portela + 1, neste caso a ser construído, na BA6 no Montijo, é um projecto onde se vai gastar dinheiro, onde vão ser feitas construções com um nível técnico elevado, não serve nem a região, nem ao país, e causa transtorno às populações que vão ficar a viver com os aviões por cima, transtornos muitos graves ao nível da saúde, por outro lado, está numa zona de protecção do estuário do Tejo, que vai ser bastante afectado, num sitio onde existem muitos aves, é um perigo para a aviação, portanto, vai afectar as populações e ao nível ambiental.
Referiu que o cone de aproximação à pista passa por cima de industrias, que ainda existem no Barreiro, são industrias químicas pesadas, não podemos esquecer o perigo que isso representa, sobre este assunto, o PCP tem recorrido sempre, ao estudo que o LNEC fez e, também, das posições das associações dos pilotos, porque, são unânimes, em referir os aspectos negativos desta opção, no Montijo.
O que é que o aeroporto na Base aérea do Montijo trás para o Barreiro, trás postos de trabalho, mas, também, no Campo de Tiro de Alcochete também trás, a diferença, no território não é muita, que, também pertence ao concelho do Montijo.
O Portela + 1, no Montijo, é mais um remendo, onde se vai gastar dinheiro, e, vai ser um investimento que vai estar desactualizado dentro de pouco anos. A expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, não é fazer um mini aeroporto, no Montijo.
Isto, ali, é horrível, é pior que na Madeira. Não tem condições técnicas.
O governo do Partido Socialista está a ceder aos interesses da ANA, da Lusoponte. Isto não é estratégico, para a região, nem para o país, não é benéfico para as populações, e, há alternativa.
O novo aeroporto de Lisboa, ainda que fosse na fase um, em Alcochete, que passaria a ser o Portela +1, funcionava como extensão de Lisboa. A distância são 9 km de diferença, em relação à Ponte Vasco da Gama. Este aeroporto não serve ninguém.
O governo PS tomou uma decisão, sem que exista um estudo ambiental a sério, o que foi feito foi chumbado pela APA.
Nós receamos que este aeroporto, na BA6, seja mais um elefante branco para a nossa região, em breve vai ficar desactualizado, e, depois, já não volta para aqui a força aérea”.

Terminal com esta segunda versão é um dossier pacifico

Acerca do Terminal de Contentores do Barreiro, recordou que esta, - “foi uma batalha do anterior executivo, foi um trabalho profundo do nosso ex-presidente, com muita envolvência e muito trabalho. Nós sempre defendemos o Terminal de Contentores, aqui, porque pensamos a cidade como uma forma de atracção de emprego e o Terminal pode ser essa forma de atracção de emprego”.
Em relação ao estudo anterior, com aquela dimensão não aceitamos, porque consideramos que é preciso compatibilizar com o território da Baía do Tejo, compatibilizar com o que já existe, que é uma ampliação da área portuária que já existe, dando-lhe novas valências, inclusive, com armazéns logística, e, torna-lo um polo de atracção para as tais industrias, que podiam gerar emprego no concelho.
O Terminal, com esta segunda versão, mais reduzida, é um dossier pacifico, porque o exagero, da primeira versão, o que mais incomodou foi ver a brutalidade que representava, do impacto, muito dentro o Tejo, em termos de corte da paisagem do nosso ex-libris, que é este rio. Se nós não o protegermos e não o tratarmos, não temos castelos.
Temos que manter o território atractivo para as pessoas, quer para os que residem, quer aos que chegam de fora, com esta correcção tem hipóteses para andar e ser um polo de atracção de emprego, que é, fundamentalmente, aquilo que o Barreiro precisa.”

Lutar por aquilo que nós acreditamos ser o melhor para o Barreiro

Como encara a CDU a sua actividade politica no ano 2019? – perguntámos.
“Com muita vontade de lutar por aquilo que nós acreditamos ser o melhor para o Barreiro.
A Quinta do Braamcamp e o Aeroporto do Montijo serão as nossas prioridades em 2019.
A Quinta do Braamcamp é nossa, é de todos e para todos, deve ser discutida, a população deve ser chamada a discutir, a debater, não só nas redes sociais, mas, cara a cara, perguntando, questionando, informando, tentando perceber a potencialidade do território e a jóia da coroa que, ali, nós temos, como colectivo, como sociedade.
O aeroporto é a nossa luta, porque estamos empenhados em combater, esta decisão de construir, ali, o aeroporto. Não é o melhor.
Dulce Reis, salientou que a CDU não faz politica de terra queimada, vota favoravelmente muitas propostas, porque está de acordo, porque são processos que resultam de projectos da gestão CDU.
Sublinhou que a vontade politica da CDU é contribuir para fazer um Barreiro melhor, não estamos contra, porque estamos contra, estamos contra aquilo que não for bom para o Barreiro.

S.P.

01.11.2018 - 14:51
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