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Construção da Terceira Travessia do Tejo para o Barreiro e para a Moita
Será a solução para muitos problemas que temos

Construção da Terceira Travessia do Tejo para o Barreiro e para a Moita<br />
Será a solução para muitos problemas que temos“Há um plano de desenvolvimento regional, que foi desenhado por muitas pessoas, empresas e entidades, de vários partidos, um plano que está feito, que seria importante dinamizar para dar uma dinâmica de desenvolvimento à nossa região. Isto não está a ser cumprido”, refere Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesia da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, refere que –“este mandato tem sido de muito trabalho, e, aquilo com que nos comprometemos tem vindo a ser cumprido.”

Faltam investimentos regionais

“Achamos que há coisas, por mais que se faça, seja na Baixa da Banheira, no Vale da Amoreira, no concelho da Moita, ou, no concelho do Barreiro, ao longo dos anos há coisas que condicionam o trabalho autárquico, refiro-me, concretamente à inexistência de grandes investimentos regionais.
Por exemplo, acho que, nos dias de hoje, não estarmos a discutir construção da Terceira Travessia do Tejo, quer para o concelho do Barreiro, quer para o concelho da Moita, e, sobre este assunto, não estarmos todos juntos, do mesmo lado a forçar o governo, dizendo que isto será a solução para muitas coisas na região e para a resolução de muitos problemas que temos. Isto, digo, considero que é um erro tremendo não se discutir.
Do lado do concelho da Moita, até vamos fazendo alguma coisa, mas sinto que perdemos muito gás, porque não há nada da parte do Barreiro. Não há reivindicações ao governo, não há nada.”

Mobilidade afecta pessoas e empresas

“Nós, nesta fase na comunidade sentimos que existem grandes problemas ao nível de transportes, que afectam o dia a dia das pessoas, isto, tem a ver com os problemas da SOFLUSA, com os problemas dos TST. Não tem nada a ver com os passes, nem com o alargamento da rede de transportes públicos. Isso são benefícios. O que existe é falta de vontade politica para encontrar soluções, atempadamente que contribuam para resolver os problemas das pessoas, que afectam a sua qualidade de vida.
Mas, para além da vida das pessoas, também são problemas afectam as empresas e a fixação de empresas.
Por muito que os autarcas vão trabalhando, depois, tudo esbarra na condição de ‘margem’ que tem esta pequena região que envolve Barreiro, Lavradio e Baixa da Banheira. A nossa posição é estarmos no final da linha do comboio e no final da autoestrada, só vem cá quem tem que cá vir, nem somos um sitio de passagem.”, sublinha Nuno Cavaco.

Importante dinamizar um plano regional

“Por mais trabalho que os autarcas façam, aqui ou no Barreiro, e reconheço, todos temos imenso trabalho, mas, na prática, nós temos que nos esforçar mais para que outras pessoas possam vir até cá e para cá, é por isso que considero falar em turismo, em valorização económica, sem referir a necessidade da Terceira Travessia do Tejo e os problemas de mobilidade que afectam as pessoas no dia a dia, é não ter visão politica, e, é não estar ao lado das pessoas.
A ponte é importante. O Terminal de Contentores é importante, um processo que tem sido muito mal gerido, e, não se resolve com barcaças. A questão do aeroporto, afinal, quem é a favor do aeroporto no Montijo, está contra a construção da ponte, a construção da Plataforma Logistica, no Poceirão, o avanço do TGV.
Isto para dizer que, há um plano de desenvolvimento regional, que foi desenhado por muitas pessoas, empresas e entidades, de vários partidos, um plano que está feito, que seria importante dinamizar para dar uma dinâmica de desenvolvimento à nossa região. Isto não está a ser cumprido. Isto tem um enquadramento nacional.”, refere.

Moita reivindica. Barreiro não toma posição

“Portanto, por muito trabalho que os autarcas façam e vão desenvolvendo coisas, a falta deste planeamento de espinha dorsal, de âmbito regional, que não é feito, e, de facto, é urgente que seja dinamizado.
Os autarcas da Moita reivindicam, os autarcas do Barreiro, neste momento, não o fazem, não conhecemos as suas posições e, isto, é dramático para a região. Nisto, considero que há uma grande responsabilidade do Partido Socialista, que tem dois pesos e duas medidas. Quando era oposição ao governo reivindicavam isto tudo, quando são governo deixam cair tudo, e com isto, lá vamos atrasando o desenvolvimento da região.”, sublinha o autarca.

Temos obra feita e obra a ser projectada.

“Nós, vamos trabalhando, na Baixa da Banheira e no Vale da Amoreira, vamos fazendo obra em conjunto com a Câmara Municipal da Moita. Temos obra feita e obra a ser projectada.
A Biblioteca do Vale da Amoreira, está sendo arranjada, as obra de requalificação da Rua 1º de Maio, na Baixa da Banheira.
Vai-se proceder a um grande arranjo da Estrada Nacional, na Avenida 1º de Maio, conseguimos em parceria com outras entidade ter o campo do futebol do União Banheirense, uma projecto que foi feito contra tudo e contra todos, sem apoios do governo, apesar de terem existido promessas. Avançou com apoio do clube, das autarquias e de empresários. Uma verdadeira PPP. Um investimento de cerca de 300 mil euros. Um exemplo que os banheirenses não desistem, um objectivo concretizado com mais de 30 anos.”, salienta.

O projecto regional está em risco

“O Centro de Saúde da Baixa da Banheira que é fruto de uma grande luta da população. O concurso está lançado, estas coisas vão avançando, mas, os problemas essenciais para o desenvolvimento regional, infelizmente continuam por resolver, e, esses não dependem de nós. Para isto é essencial que falemos a uma só voz na região, que já aconteceu, com o PCP, o PS e «os Verdes», até o próprio PSD, já falaram a uma só voz sobre alguns projectos. Não percebo porque agora se mudou de opinião. Isto é grave.
O projecto regional está em risco. Está em risco por questões estratégicas do Partido Socialista, que, na minha opinião não tem interesse em fazer investimento público. E vai atrasando. Por outro lado, os autarcas do PS estão amarrados, e, não têm capacidade reivindicativa, sempre que o PS está no governo, e, deviam saber separar as coisas”, sublinha Nuno Cavaco.

Falta de alojamento limita

“Nós não deixamos de trabalhar, em obras e desenvolver projectos, como o Festival de Blues, que é considerado dos melhores festivais do país, que tem superado todas as nossas expectativas. Mais de metade do público deste festival não é da Baixa da Banheira, nem da margem sul, é um público que vem de vários pontos do país. A maior dificuldade que existe é a falta de alojamento. Não temos capacidade hoteleira que nos limita na organização de eventos.”, refere.

Os efeitos da desindustrialização na região

“Há problemas sociais na freguesia. Há pessoas sem abrigo. Há pessoa com problemas de exclusão, porque lhes falta apoio.
Há um trabalho no terreno muito bom, de diversas instituições.
Vão sendo resolvidos alguns problemas a pessoas, que passam a ter a sua casa e emprego, isto tem a ver com trabalho de parceria, por exemplo da Rede de Empregabilidade. As instituições locais fazem um excelente trabalho.
Nós ainda estamos a sofrer os efeitos da desindustrialização na região. Há portanto, uma urgência de criar emprego. Mas, para tudo isto é fundamental a rede de transportes e a mobilidade.”, afirma.

Área metropolitana tem «meio metro de superfície»

“Há empresários que consideram ser mais barato instalar a sua empresa na Moita, ou no Barreiro, mas depois sublinham que fica mais caro em transportes.
Não podemos ter uma área metropolitana que se limita a ter «meio metro de superfície». Acaba no Seixal.
Isto não é um problema da CDU, nem dos autarcas da CDU, é um problema da região. Todos devemos falar sobre isto, que é essencial ao nosso desenvolvimento”, acrescenta.

Programa está a ser cumprido

“Vamos continuar. Por exemplo, com um plano ao nível de boas práticas no âmbito da poupança energética. Vamos dinamizar acções de formação de apoio a migrantes. Vamos continuara a intervir com a comunidade educativa.
Vamos continuar a nossa intervenção e continuar o nosso programa que está a ser cumprido”, refere a finalizar o presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

S.P.

06.08.2019 - 18:26

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