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entrevista

«A minha vida foi feita a fazer aquilo que gosto» afirma António Calvário
«O primeiro cachet que ganhei foi aqui no Barreiro»

«A  minha vida foi feita a fazer aquilo que gosto» afirma António Calvário<br />
«O primeiro cachet que ganhei foi aqui no Barreiro»  <br />
. Não sou saudosista, porque nunca interrompi a minha carreira, continuei sempre a cantar.

Hoje à tarde no final da revista à portuguesa «Volta a Portugal em Revista», que esteve em palco na SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, António Calvário, em breve diálogo com o jornal «Rostos» revelou que, aqui, no Barreiro ganhou 50 escudos, naquele que foi o primeiro cachet da sua vida.

António Calvário foi, no ano de 1964, o protagonista da primeira participação de Portugal no Festival da Eurovisão, com a canção «Oração».
Nos anos 60 e anos 70, António Calvário, foi uma figura dá rádio, da televisão, do teatro e do cinema. Um dos seus grandes sucesso foi a célebre canção «Chorona».
Editou trabalhos em parceria com a barreirense Maria de Lurdes Resende e também com Simone de Oliveira.

Uma carreira com mais de 60 anos

António Calvário, nasceu em Moçambique, no dia 17 de Outubro de 1938. Tinha 8 anos quando saiu de Maputo, rumo a Portimão e depois para Lisboa.
É, sem dúvida, uma das personalidades miticas da música e do teatro. Hoje com os seus 81 anos continua a percorrer o país e o mundo – “fazendo o que gosta”, como disse ao jornal «Rostos», dando continuidade a uma carreira com mais de 60 anos.

Gostei de ter cantado aqui

Hoje à tarde na SFAL - Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense subiu ao palco o espectáculo de revista à portuguesa «Volta a Portugal em revista», que contou com actuação de António Calvário
“Foi um prazer muito grande ter estado aqui, nesta sala de espectáculos, a sala de uma colectividade tão antiga que é, de facto, um marco na localidade. Gostei de ter cantado aqui, foi muito agradável”, disse António Calvário ao jornal «Rostos», após, mais uma vez, receber caloroso aplauso do público que marcou presença na SFAL.

Barreiro faz parte da sua vida

O cantor recorda que o Barreiro faz parte da sua vida. É uma recordaçao que partilha numa viagem pelas suas memórias.
“O primeiro cachet que eu ganhei, o primeiro dinheiro que eu ganhei, foi precisamente aqui no Barreiro. Havia aqueles programas rádio publicitários – As Vozes de Portugal – foi num deles que eu vim cantar a uma colectividade aqui no Barreiro. Talvez tenha sido n«Os Franceses», pode tere sido noutra, mas n«Os Franceses» cantei lá.”, sublinha António Calvário.

Primeiro dinheiro que ganhou foram 50 escudos

“Sei que, esse, foi o primeiro dinheiro que eu ganhei a cantar, nesse programa «Vozes de Portugal», aqui no Barreiro, na altura, ganhei 50 escudos. Para mim era uma maravilha. Era muito bom. Os 50 escudos naquela época eram muito dinheiro”, sublinha.

Não sou saudosista

António Calvário, é uma figura de referência na música portuguesa dos anos 60 e 70. Perguntámos se tem saudades desse tempo.
“Não sou saudosista. Não sou saudosista, porque nunca interrompi a minha carreira, continuei sempre a cantar.
Eu com a minha profissão corri praticamente o mundo inteiro, fui por todos os continentes. Isso absorve-me, completamente. É uma experiência muitíssimo grande. É uma experiência que me permite dizer, gosto do passado, sim, gosto do passado e da suas coisas boas, mas não sou tão saudosista que esteja amarrado ao passado”, salienta.

Amo mesmo muito a minha profissão

“A vida continua. Eu continuo a exercer a minha profissão. Isso enche-me totalmente. Amo muito, amo mesmo muito a minha profissão”, refere António Calvário.

Um curso será uma mais valia

Que mensagem deixa aos jovens que hoje começam a sua carreira? - perguntámos.
“Aos jovens de hoje, aqueles que, normalmente gostariam de abraçar uma carreira artistica, o que aconselho é que o façam, sim. Mas, digo-lhes que nunca deixem de procurar uma outra profissão, de concluir um curso. Só então, tendo um curso, avancem, porque um curso será uma mais valia para puderem, continuar a sua vida, e, ao mesmo tempo, depois, podem fazer aquilo que gostam, ser actores ou ser cantores”, refere.

Sou muito feliz

António Calvário é um rosto que atravessou diversas gerações,para fechar este nosso breve diálogo perguntámos - É feliz?
“A minha vida foi feita a fazer aquilo que gosto. Foi assim toda minha vida. Sou muito feliz. Sou uma pessoa saudável, isso, permite-me acima de tudo poder continuar a exercer a minha profissão. Isso faz-me feliz.”

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24.11.2019 - 21:17

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