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entrevista

Matos Joalheiro – uma marca de referência no centro da cidade do Barreiro
Vai criar um «Núcleo Museológico» de ourivesaria no Barreiro

Matos Joalheiro – uma marca de referência no centro da cidade do Barreiro<br>
Vai criar um «Núcleo Museológico» de ourivesaria no Barreiro . Na minha oficina fabrico 90% dos produtos que comercializo

. Tenho uma oficina onde estão à volta de 7000 modelos todos criados por mim

Eugénio Matos, natural de Serpa, barreirense do coração, com o seu trabalho de ourives tem levado com a sua marca «Matos Joalheiro», o nome do Barreiro, por esse país fora e pelo mundo.

Eugénio Matos foi um dos convidados da primeira edição de ROSTOS AO VIVO, cuja experiência piloto realizamos no dia 26 de Março, no Salão do Clube 31 de Janeiro «Os Celtas», numa parceria com a BxB TV e CrisAnima.
Eugénio Matos, o artesão que, com a sua criatividade, é um tecelão de ouro e da prata, criador de peças únicas e de uma grande beleza.

No centro do Barreiro há 38 anos

Na conversa que mantivemos no ROSTOS AO VIVO, Eugénio Matos recordou que começou a sua vida na actividade de ourivesaria no seu tempo de criança, desenvolveu a sua aprendizagem profissional até abrir o seu estabelecimento no centro da cidade do Barreiro, já lá vão cerca de 38 anos – “não me lembro de fazer outra coisa na vida, comecei como aprendiz de ourives”, disse.
Eugénio Matos, abriu a sua loja, uma marca de referência no centro da cidade do Barreiro, e, ali dedicou a sua vida à indústria de ourivesaria – “e a minha paixão, na minha oficina fabrico 90% dos produtos que comercializo, a maioria da população do Barreiro não sabe, mas eu fazia todas as feiras nacionais e cheguei a fazer uma feira internacional a vender produtos que fabricava no Barreiro, uma terra sem história nenhuma na ourivesaria, porque essa história da ourivesaria está basicamente no norte”.

Conquistou prémios nacionais de ourivesaria

Eugénio Matos, na sua actividãde de ourives conquistou quatro segundos lugares e três terceiros lugares em concursos nacionais de ourivesaria.
“Tentei vender os meus produtos ao nível nacional, mantenho a ourivesaria”, sublinha, acrescentando que também procurou manter uma ligação à comunidade barreirense.
“Penso que o trabalho tem sido positivo e a minha loja é uma loja de referência”, salienta e recorda que a Oficina não está aos olhos das pessoas, mas está instalada, ali, no centro da cidade do Barreiro, na Rua Miguel Bombarda.

O comércio é o que dá vida aos centros das cidades

“O comércio é o que dá vida aos centros das cidades”, refere Eugénio Matos, e defende que na estratégia de afirmação do comércio local passa por manter a actualização das lojas, no mante uma boa decoração, ter bons produtos, ter montras apelativas, ter produtos que as pessoas gostem é, na sua opinião, a base fundamental para o sucesso do comércio.
“Claro, se tivermos uma rua limpa, bem arrumada, que infelizmente não é o caso, as coisas tornam-se mais fáceis. Se tivermos uma rua com uma boa iluminação, que, agora, parece-me que andam a mudar, é mais agradável, se tivermos as lojas todas abertas e a funcionar é tudo mais agradável e mais fácil, agora há muitas lojas fechadas, como todos nós sabemos o poder de compra das pessoas caiu consideravelmente”, sublinha Eugénio Matos.

Comércio tradicional é um comércio com rostos

Recordou que o comércio do Barreiro há 40 anos atrás, não tinha nada a ver com o que se passa nos dias de hoje – “o comércio, hoje em dia tem poucas referências, no Barreiro e em todas as cidades, são lojas com um nome que ninguém sabe quem é o dono daquilo, no comércio tradicional toda a gente conhece o dono, é um comércio com rostos, e, este é um comércio muito mais saudável do que o comércio sem rostos. Toda a gente de lembra do Tininho, do Luís, do César, do Sérgio, do Mário, toda a gente se lembra, mas daqui a 30 anos, ninguém se lembrará dessas pessoas, que fizeram um trabalho muito útil em prol da cidade”, disse.

Comércio está a viver dias muitos complicados

“O comércio está a viver dias muitos complicados, e, claro quem não se consegue adaptar mais dificuldades ainda terá, portanto, nós temos que nos adaptar às conjunturas actuais, aquilo que as pessoas agora consomem, há falta de poder de compra que as pessoas têm, tentando sobreviver arranjando soluções, ir inovando e arranjar outros ponto de venda”, sublinhou Eugénio Matos, referindo que está em estudo avançar com uma plataforma de vendas on line.

7000 modelos todos criados por mim

Sublinha, Eugénio Matos, que aquilo que há venda na sua loja, num raio de 50 km , não existem há venda em lado nenhum – “só eu é tenho para vender peças únicas, fabricadas por nós”.
“Na minha oficina nasce desde a criação do original, até ao resultado final, seja em prata, seja em ouro, fabrica tudo, tenho uma oficina onde estão à volta de 7000 modelos todos criados por mim, tenho 7000 moldes armazenados na minha oficina.
Eugénio Matos distinguiu na sua actividade duas vertentes a sua actividade comercial e a sua actividade industrial – “são duas empresas completamente diferentes”.

Vou abrir na cidade do Barreiro um Museu sobre ourivesaria

“Vou abrir na cidade do Barreiro um Museu sobre ourivesaria”, revelou Eugénio Matos, em primeira mão, este seu projecto que esta a construir na sua loja, dando o seu contributo para que o Barreiro tenha uma memória de indústria de ourivesaria – “deixada por um alentejano”.
Será um Museu privado, não estará aberto ao público, mas irá proporcionar visitas agendadas, nomeadamente para alunos das escolas, de forma a que possam conhecer as técnicas da indústria de ourivesaria e a sua evolução ao longo de décadas.
“Consumam localmente e consumam produtos nacionais”, foi a mensagem de Eugénio Matos, no encerrar a nossa conversa no Rostos ao Vivo.

António Sousa Pereira

ROSTOS AO VIVO - Pode ver AQUI

https://www.youtube.com/watch?v=5i3i5Zb1zrk

29.03.2022 - 14:30

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