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Ministra do Mar salienta que «Navegabilidade do Tejo»
Permite integração do Terminal do Barreiro e consolida Porto de Lisboa como porto multimodal

Ministra do Mar salienta que «Navegabilidade do Tejo»<br />
Permite integração do Terminal do Barreiro e consolida Porto de Lisboa como porto multimodal<br />
Hoje, no decorrer da apresentação do Estudo sobre a Navegabilidade do Tejo, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, salientou que – “a concretização deste projeto vem permitir a integração dos terminais situados na margem Sul, os atuais e o futuro Terminal do Barreiro, consolidando o Porto de Lisboa como um porto multimodal, desenvolvido nas duas margens do rio”.

Ana Paula Vitorino, referiu que o «Estudo sobre a Navegabilidade do Tejo» é “um projeto essencial para garantir o desenvolvimento sustentável do Porto de Lisboa.”
Recordou que o Estudo estava previsto como um dos projetos integrados na Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente - Horizonte 2026.

Promover a modernização dos portos

“Garantir o desenvolvimento do transporte por via marítima, promover a modernização dos portos, aumentar a sua eficiência logística associada à sustentabilidade ambiental é o desafio incontornável num mundo em que a globalização tomou conta do processo produtivo e é irreversível”, sublinho a Ministra do Mar, na sua intervenção.

Evitar a entrada de carga pesada no tecido urbano

“O estudo da navegabilidade fluvial do Rio Tejo – do corredor fluvial da cala das Barcas até ao limite montante da área de jurisdição do Porto de Lisboa – em articulação com a sua extensão natural até à plataforma logística de Castanheira do Ribatejo, é fundamental para retomar a movimentação de mercadorias no Rio Tejo, incluindo a carga contentorizada dos terminais situados na margem Norte, promovendo o crescimento do porto e evitando a entrada de carga pesada no tecido urbano”, disse.

Porto multimodal nas duas margens do rio

“Ao mesmo tempo, a concretização deste projeto vem permitir a integração dos terminais situados na margem Sul, os atuais e o futuro Terminal do Barreiro, consolidando o Porto de Lisboa como um porto multimodal, desenvolvido nas duas margens do rio”, salientou a Ministra do Mar.

Retirando da estrada 80 a 100 camiões

“A transferência modal a concretizar com este projeto (rodoviária para fluvial), vai permitir uma redução significativa da emissão de gases com efeito de estufa, e vai reforçar a ligação do porto às plataformas logísticas da zona norte do Porto de Lisboa, tornando-o mais eficiente e mais eficaz na capacidade de distribuição e escoamento da carga.
É importante sublinhar que uma barcaça transporta, em média, entre 80 e 100 contentores, retirando da estrada um número equivalente de camiões”, afirmou.

Redução de 17% do consumo de energia

“O descongestionamento das redes viárias e a redução do tráfego de camiões têm como consequência a descarbonização das cadeias logísticas associadas ao Porto de Lisboa, estimando-se que no período de consolidação da implementação do projeto venha a significar uma redução de GEE em cerca de 50%.
De facto, estima-se que o consumo de energia por ton/km das mercadorias transportadas por via fluvial, venha a traduzir-se numa redução de 17% do consumo de energia, se comparado com o consumo por via rodoviária”, referiu Ana Paula Vitorino.

Transportes marítimos desempenham papel fundamental

“Num mundo de desafios e em constante mudança, num mundo em que os transportes marítimos e os portos desempenham um papel fundamental na vida e no bem estar das pessoas, é essencial que a logística associada ao transporte marítimo passe a incluir o transporte fluvial como uma componente essencial do seu circuito.
E os portos, que têm vindo a reequacionar o seu perfil nesse mundo de mudança constante, não só ao nível das infraestruturas como também da Info-estrutura, terão de incluir também esta componente que passará a ser parte do processo de digitalização de toda a cadeia logística como já está previsto no desenvolvimento do projeto.”, disse.

Preservação do ambiente

“Hoje, a defesa do ambiente e a defesa dos oceanos leva-nos a procurar novos caminhos que garantam a modernização, a eficiência operacional, o desenvolvimento económico, mas também a preservação do ambiente e a defesa do planeta”, sublinhou a Ministra do Mar..

Nos 15 terminais movimenta mais de 12 milhões de toneladas

“O Porto de Lisboa está situado na Grande Região de Polarização de Lisboa, com mais de 4 milões de residentes, com mais de 40% das empresas instaladas no país, representando 43% do emprego do e 50% da riqueza gerada.
Nos seus 15 terminais movimenta mais de 12 milhões de toneladas, essencialmente graneis sólidos e carga contentorizada”, salientou.

Desafios associados à dinâmica territorial

“O Porto de Lisboa tinha e continua a ter grandes desafios associados à dinâmica territorial e económica do seu hinterland e a sua afirmação vai depender da sua capacidade de criar novas oportunidades de ligação ao meio envolvente, da sua capacidade de modernização e aposta multimodalidade, bem como no recurso às novas tecnologias.
Só desta forma o Porto de Lisboa se poderá reafirmar como um grande Porto de entrada e saída de mercadorias, integrado nas Cadeias Logísticas internacionais, potenciando e beneficiando o tecido empresarial e de serviços em que está inserido.
Mas terá também de se afirmar como um grande centro potenciador de novas atividades, um ecossistema de inovação que promova a ciência, a tecnologia e o desenvolvimento. Conto com todos para concretizar este desígnio do Porto de Lisboa e do país”, referiu a Ministra do Mar.

02.08.2019 - 20:01

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