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BLOCO DE ESQUERDA NO CONCELHO DA MOITA
APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA AUTÁRQUICA

BLOCO DE ESQUERDA NO CONCELHO DA MOITA<br />
APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA AUTÁRQUICA Joaquim Raminhos, cabeça de lista à Câmara Municipal da Moita, frisou que o Bloco defenderá “um programa que exija mais democracia e mais cidadania, apelando a uma maior participação dos munícipes na vida do poder local”.

Catarina Martins apontou que “a pandemia tem sido desculpa para tantos atropelos e mostra as cicatrizes de uma sociedade profundamente desigual”.

No dia 27 de junho, domingo, o Bloco apresentou a sua candidatura autárquica no Concelho da Moita.

A iniciativa teve lugar no Parque das Salinas, em Alhos Vedros, e contou com a presença de Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Diana Silva, mandatária da juventude, José Beiramar, mandatário da campanha, António Chora, candidato à Assembleia Municipal, e Joaquim Raminhos, candidato à Câmara Municipal.

Joaquim Raminhos, cabeça de lista à Câmara Municipal da Moita, frisou que o Bloco defenderá “um programa que exija mais democracia e mais cidadania, apelando a uma maior participação dos munícipes na vida do poder local”.
“Combateremos todas as inércias que se foram instalando ao longo de décadas, apostando na requalificação urbana dos núcleos urbanos mais envelhecidos, onde proliferam dezenas e dezenas de habitações em ruínas e encerradas, quando existem famílias que não têm casa para murar”, garantiu. O candidato defendeu que “é urgente um plano estratégico local para a habitação social no concelho da Moita”.

O Bloco continuará a dizer não ao previsto aeroporto do Montijo e dará continuidade ao projeto das hortas urbanas, que “constituem um incentivo a uma outra relação com a Natureza e a nossa qualidade de vida”.
Conforme sublinhou Joaquim Raminhos, a candidatura do Bloco na Moita empenhará todos os esforços para que a revisão do Plano Diretor Municipal se concretize no próximo mandato, “promovendo um processo amplamente participativo, mobilizando e esclarecendo a população”.

“A nossa candidatura defenderá a preservação das zonas de sapal, onde predominam ecossistemas que renovam a vida do ‘nosso’ Tejo, criando observatórios da Natureza, valorizando toda vida ali existente, caraterizada pela diversidade da fauna e flora que habita no estuário” afirmou o candidato.
Joaquim Raminhos adiantou ainda que o Bloco continuará na sua linha de intervenção, “a defender o bem-estar animal, trabalhando em conjunto com as associações existentes na nossa área”.

“A preservação do património histórico, a cultura e o desporto”, também fazem parte do compromisso desta candidatura, “garantindo aos jovens, mais espaços de intervenção, com propostas construtivas, que permitam levar o concelho da Moita, para os caminhos do desenvolvimento e da modernidade”.

António Chora, candidato à Assembleia Municipal da Moita, lembrou que, exatamente naquele local, o Parque das Salinas existem dois esgotos a céu aberto. “Quarenta e seis anos depois do 25 de Abril, é esta a situação nesta freguesia”, lamentou.

A freguesia de Alhos Vedros é liderada pela CDU desde 1976, sempre com maioria absoluta, à exceção do último mandato em que, para fazer uma maioria absoluta no executivo, a CDU aliou-se ao PSD, “oferecendo-lhe um lugar a tempo inteiro”.
António Chora denunciou a incapacidade de gestão da autarquia da Moita e a ausência de habitação social municipal e afirmou que é preciso dar mais capacidade de intervenção ao Bloco de Esquerda.
“É com a candidatura do Bloco que tenho a certeza que ninguém fica para trás”

José Beiramar, mandatário da candidatura do Bloco na Moita, enfatizou que “o respeito pela diferença tem de ser o fundamento da nossa relação comunitária”, e que temos de “saber lutar” contra o discurso de ódio da extrema-direita.
“Temos de viver numa sociedade em que nos respeitemos e numa sociedade que seja capaz de trabalhar para o desenvolvimento. O nosso município precisa disso”, vincou.

Diana Silva, mandatária da Juventude, vive agora “a segunda grande crise” da sua vida: “Se na primeira fui obrigada a conviver com o impacto brutal de uma intervenção externa e com um governo mais troikista do que a própria troika, hoje vejo-me na iminência de enfrentar uma crise sem precedentes, com uma origem inusitada, e que tem de merecer uma resposta que não pode ser fraca”.
Enquanto jovem que é, é com a candidatura do Bloco que olha “para o futuro do concelho da Moita com esperança e entusiasmo”. “É com a candidatura do Bloco que tenho a certeza que ninguém fica para trás”, frisou.
“Substituir a raiva por luta: é assim que se constrói um país mais justo”

Catarina Martins apontou que “a pandemia tem sido desculpa para tantos atropelos e mostra as cicatrizes de uma sociedade profundamente desigual”.

Neste contexto, “a esquerda não pode ficar paralisada. A esquerda não pode ser negacionista, não pode fazer de conta que não há um problema de saúde. Mas, reconhecendo o problema, tem de apresentar soluções e lutar por quem vive do seu trabalho em Portugal. Lutar por uma resposta justa à crise. E é isso que fazemos todos os dias”, afirmou a coordenadora do Bloco.
Catarina Martins realçou a importância do trabalho autárquico, referindo que “o poder local é o que está mais próximo das pessoas e é o que primeiro que tem responsabilidade de garantir que ninguém fica para trás”.

A dirigente bloquista vincou que o poder local não pode reproduzir “a desigualdade territorial e a desigualdade social do país”.
“A esquerda tem de ser exigente. A proclamação não responde à vida das pessoas e nunca vai combater a política do ódio”, disse Catarina Martins.
“É preciso substituir a raiva por luta: é assim que se constrói um país mais justo”, rematou a coordenadora do Bloco.

Fonte - BE

28.06.2021 - 23:59

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