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Hélder Leal Rodrigues, Candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Barreiro
O maior problema é o mercado de habitação absolutamente inflacionado

Hélder Leal Rodrigues, Candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Barreiro<br />
O maior problema é o mercado de habitação absolutamente inflacionado . Política de transportes públicos demonstrou ser possível encontrar políticas públicas comuns

“A criação de maior interligação entre transportes públicos dos vários concelhos, como especial destaque para o transporte entre as duas margens do Tejo, bem como uma melhoria das acessibilidades, através de uma estratégia regional Seixal-Barreiro-Montijo, por via de pontes ferroviárias, mas também pedonais, que permitirão uma redução substancial da emissão de CO2, são viáveis”, salienta Hélder Leal Rodrigues, Candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

O jornal «Rostos» convidou um conjunto de personalidades da vida local para colocarem perguntas aos candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro nas próximas eleições autárquicas, que vão realizar-se no próximo dia 26 de Setembro.
Iniciamos hoje a publicação das respostas que vamos recebendo dos candidatos.

A Gestão Metropolitana e o Barreiro

A primeira pergunta, que são um conjunto de perguntas sobre a temática – Barreiro e a Área Metropolitana de Lisboa – foi colocada por Sofia Cabral, ex- vereadora da Câmara Municipal do Barreiro e ex-deputada da Assembleia da República, eleita pelo Partido Socialista.
Eis a pergunta de Sofia Cabral:

As cidades têm vindo a transformar-se, surgem novos e sérios desafios, os tempos mudam. Só não muda o modelo de gestão.
Considera que uma Gestão metropolitana compartilhada poderá ser um caminho a seguir na Área Metropolitana de Lisboa ?
É um novo desafio para a cidade do Barreiro?
Qual deverá ser o posicionamento do município sobre essa assunção de competências de gestão metropolitana ?
Que políticas públicas considera que deveriam ser de Gestão partilhada metropolitana?
Hélder Leal Rodrigues, Candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, responde uma a uma às perguntas colocadas por Sofia Cabral.

Barreiro não pode ter um comportamento de ilha ou de mera subserviência ao poder central.

Considera que uma Gestão metropolitana compartilhada poderá ser um caminho a seguir na Área Metropolitana de Lisboa?
“Sim. Num mundo global, apenas uma visão integrada, que permita ganhos comuns entre concelhos vizinhos, poderá levar a um crescimento sustentado. O Barreiro não pode ter um comportamento de ilha ou de mera subserviência ao poder central. Deve juntar a sua voz aos dos seus vizinhos com interesses comuns e planear e concretizar em conjunto. A política de transportes comum veio demonstrar que juntos, pelo bem comum, é possível encontrar soluções que sirvam os interesses de todos. Hoje algum concelho sente que ficou prejudicado com essa estratégia comum? Matérias como as acessibilidades, o desenvolvimento económico, o ambiente, o turismo e as políticas de habitação não são apenas problemas do Barreiro, são desafios comuns a todos e, por isso, juntos, podemos encontrar novas soluções.”, refere Hélder Leal Rodrigues.

Melhoria nas acessibilidades numa visão Seixal-Barreiro-Montijo

É um novo desafio para a cidade do Barreiro?
“É um desafio que chega tarde. Se muitos dos problemas do Barreiro não são os de Lisboa, Cascais ou Sintra, são certamente os mesmos de Almada, Seixal ou Moita. E só com essa estratégica comum, com uma visão global de desenvolvimento, para todos e não apenas para alguns, é possível recuperar verdadeiramente o potencial do Barreiro como vetor fundamental de desenvolvimento económico e como terra com potencial turístico, para que os turistas não se fiquem pelo Terreiro do Paço. Tal como não podemos ficar à espera de projetos de índole nacional para que projetos fundamentais para a região se concretizem. Se todos exigimos uma melhoria nas acessibilidades, numa visão Seixal-Barreiro-Montijo, através de pontes de curta dimensão, mas que permitiriam uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos, bem como uma diminuição do impacto ambiental com a redução de distâncias, não podemos ficar à espera de uma estratégia nacional que, por milagre, permita inserir esses desígnios regionais num grande projeto” salienta Candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Barreiro .

Assegurar que a margem sul não é tratada como o parente pobre da AML

Qual deverá ser o posicionamento do município sobre essa assunção de competências de gestão metropolitana?
“Em primeiro lugar, o Barreiro deve assegurar que a margem sul não é tratada como o parente pobre da AML. Se assumimos uma gestão compartilhada, uma estratégia comum, ela deve beneficiar todos e não apenas Lisboa. Só com essa garantia o Barreiro deverá aceitar essa gestão integrada. Além disso, é fundamental garantir que isso não trará nem mais custos, quer para os municípios, quer para os cidadãos, nem mais burocracias e organismos que em nada beneficiam as pessoas. Só com essas garantias, o Barreiro poderá posicionar-se, não apenas como favorável a essa gestão compartilhada, mas como parte liderante e proactiva nesse processo. Não queremos ser apenas mais um concelho, queremos ser um concelho que sirva de exemplo”, afirma Hélder Leal Rodrigues.

Uma estratégia regional Seixal-Barreiro-Montijo por via de pontes ferroviárias e pedonais

Que políticas públicas considera que deveriam ser de Gestão partilhada metropolitana?
“Como referi, a política de transportes públicos demonstrou ser possível encontrar políticas públicas comuns para benefício de todos. Desafios como política de sustentabilidade, seja através de objetivos comuns em prol do ambiente, a criação de maior interligação entre transportes públicos dos vários concelhos, como especial destaque para o transporte entre as duas margens do Tejo, bem como uma melhoria das acessibilidades, através de uma estratégia regional Seixal-Barreiro-Montijo, por via de pontes ferroviárias, mas também pedonais, que permitirão uma redução substancial da emissão de CO2, são viáveis, não implicam a necessidade de mais organismos públicos, e é viável numa área tão ampla como a AML mas cujas necessidades nesta matéria são, essencialmente, idênticas ou, no limite, complementares. Também na área do turismo é possível criar uma visão integrada. Os turistas que chegam a Portugal não têm de ficar apenas por Lisboa. É possível criar políticas comuns de promoção da AML, desde Mafra a Setúbal, passando pelo património cultural, ambiental e industrial do Barreiro. No entanto, aquela que considero a maior urgência e o maior problema deste tempo prende-se com o mercado de habitação absolutamente inflacionado, com génese em Lisboa, mas que tem vindo a alastrar por toda a AML. A AML, como um todo, deve procurar uma estratégia metropolitana que esvazie esta bolha e torne toda a AML atrativa ao investimento imobiliário, mas, também, que permita ao cidadão comum estabelecer-se, comprar ou arrendar a sua casa, sem necessidade de hipotecar todos os outros aspetos da sua vida”, sublinha Hélder Leal Rodrigues, candidato do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Barreiro.

António Sousa Pereira

29.07.2021 - 00:19

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