Conta Loios

bastidores

Direcção Regional de Setúbal do PCP
É grave a situação da educação pública na península de Setúbal

Direcção Regional de Setúbal do PCP<br />
É grave a situação da educação pública na península de Setúbal . A península de Setúbal é aquela onde existe maior falta de professores, logo a seguir a Lisboa.

. A falta de auxiliares de auxiliares de educação compromete o funcionamento das escolas.

"A situação da Educação pública é grave por falta de investimento dos sucessivos governos de PS, PSD e CDS agravados pela pandemia. Apesar do Governo andar a apregoar medidas de reforço para a Educação a proposta de Orçamento de Estado para 2022 não prevê a resolução de problemas tão urgentes como aqueles que aqui colocamos.", refere um nota do Executivo da DORS do PCP.

A situação da educação pública na península de Setúbal

A situação da Educação pública é grave por falta de investimento dos sucessivos governos de PS, PSD e CDS agravados pela pandemia. Apesar do Governo andar a apregoar medidas de reforço para a Educação a proposta de Orçamento de Estado para 2022 não prevê a resolução de problemas tão urgentes como aqueles que aqui colocamos.

A península de Setúbal é aquela onde existe maior falta de professores, logo a seguir a Lisboa. Dos muitos exemplos que podiam ser dados deixamos aqui três. A Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, onde há turmas sem aulas de Matemática; o Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde, onde falta um professor de TIC para turmas do 7º e 9º ano; e a Escola Básica Barbosa du Bocage, em Setúbal, onde as disciplinas de Inglês, Português e Fisico-Química ainda são uma miragem.

No caso da Escola Básica Barbosa du Bocage a situação ainda é mais grave porque, devido à falta de professores, a escola está a ser obrigada a recorrer a profissionais de “habilitação própria”ou seja, pessoas que têm formação em diversas áreas mas não são professores, não têm habilitações para leccionar.

A falta de auxiliares de auxiliares de educação compromete o funcionamento das escolas. A criação dos mega-agrupamentos, os rácios desadequados e o caminho de desresponsabilização do Governo para as Autarquias, assim como a situação precária de muitos destes trabalhadores leva a que as escolas não funcionem normalmente. O Governo permite situações em que “falta um funcionário”, fecha-se a biblioteca ou fecha-se a reprografia, ou o ATL. Esta situação é insustentável e os casos em que o ATL deixa de funcionar a situação agrava-se porque as pessoas não têm onde deixar as crianças enquanto trabalham. Face a esta situação, por uma lado, cresce o negócio dos ATL privados, por outro, as associações de pais vão cumprindo o papel do Estado, assegurando elas próprias as actividades das crianças.

Neste contexto, e tendo presente a discussão do Orçamento de Estado para 2022, o PCP reafirma que é urgente direccionar meios e recursos financeiros para uma política que garanta:

• a contratação, com vínculo efectivo, de todos os trabalhadores necessários para responder às necessidades permanentes das escolas - auxiliares de acção educativa; educadores; professores; técnicos administrativos; técnicos especializados; técnicos superiores;

• a alteração dos rácios dos auxiliares de acção educativa, para respeitar as reais necessidades das escolas;

• o fim das AEC e substituição destas por um Plano Nacional de Ocupação de Tempos Livres;

• os direitos parentais aos trabalhadores do sector público e privado. Mães e pais que devem ter boas condições de trabalho (um salário digno, um vínculo de trabalho efectivo e 35 horas de trabalho sem redução de salário) para o companhamento necessário ao crescimento saudável dos filhos;

• a criação de uma rede pública de creches gratuitas;

• que todas as crianças, a partir dos 3 anos, têm vaga na rede pública pré-escolar.

21/10/2021
O Executivo da DORS do PCP

24.10.2021 - 19:37

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2021 Todos os direitos reservados.