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CUIDADOS DE SAÚDE NA PENÍNSULA DE SETÚBAL
Concentração de serviços é incompreensível, inqualificável, inaceitável e cobarde.
- salienta PCP

CUIDADOS DE SAÚDE NA PENÍNSULA DE SETÚBAL<br />
Concentração de serviços é incompreensível, inqualificável, inaceitável e cobarde.<br />
- salienta PCP As declarações, na Assembleia da República, em sede de audição na Comissão Parlamentar de Saúde, da Ministra da Saúde do Governo PSD/CDS representam uma grave evolução no ataque continuado de que o SNS tem vindo a ser alvo.

O anúncio da concentração das Urgências de Obstectrícia no Hospital Garcia de Orta em Almada, tendo como pretexto próximo o encerramento, no passado fim de semana de todas as urgências de Obstectrícia, deixando a região sem atendimento, poucas semanas depois do Primeiro Ministro ter anunciado que os problemas estavam resolvidos e da própria Ministra ter informado que a solução estava encontrada com a contratação de uma equipa permanente para o Hospital Garcia de Orta, é incompreensível, inqualificável, inaceitável e além do mais cobarde.

Incompreensível, porque, como a própria Ministra admitiu na audição, o Hospital Garcia de Orta não tem capacidade para assegurar o serviço de urgências de toda a região e a solução de ter o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal a receber casos referenciados pelo SNS 24 e pelo INEM levará a uma desvalorização do serviço que vai fazer os médicos do Hospital de Setúbal e do Hospital do Barreiro procurarem outras colocações, não garantindo por isso solução para os problemas que hoje estão colocados.

Incompreensível ainda, porque a solução apresentada para esta dificuldade é a construção de um Centro Materno-Infantil, no perímetro do Hospital Garcia de Orta, obra que ainda nem está projectada e que a Ministra reconhece poder vir a demorar 2 ou 3 anos, ou mais a entrar em funcionamento.
Um anúncio inqualificável, pois o que prevê é deixar as grávidas exactamente na mesma situação, sem garantia de serviço, com a agravante de, expressamente a Ministra ter insistido na opção de não contratar mais médicos, querendo fazer mais serviço com os médicos que hoje já não chegam para as encomendas.
Inqualificável, porque assume expressamente que as grávidas do Litoral Alentejano vão ter como única maternidade de referência a situada no Pragal, concelho de Almada, distando algumas mais de uma hora de caminho, se não houver dificuldades no acesso da A2 a Almada.
Um anúncio cobarde, porque não assume com clareza a intenção de encerrar serviços, no Hospital do Barreiro, no imediato e no de Setúbal a prazo, como é, verdadeiramente a sua intenção. O PCP não pode deixar de responsabilizar o PS, os seus governos e os Presidentes de Câmara pelo seu silêncio cúmplice face aos encerramentos intermitentes de serviços no Hospital do Barreiro que apenas serviram para preparar este caminho.
Um anúncio, por todas estas razões, inaceitável.
O PCP, que sabe que agora é o Serviço de Obstectrícia no Barreiro e em Setúbal e amanhã serão outros, como antes foram outros no Hospital do Montijo, opor-se-á firmemente a tal caminho e desde já responsabiliza o Governo PSD pelas consequências que estas medidas venham a ter. O PCP apela às populações para que façam ouvir a sua voz contra mais esta machadada no seu direito à Saúde.

O Executivo da DORS do PCP

18.09.2025 - 12:03

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