bastidores
PCP reuniu com Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal
Permitiu inteirar-se mais de perto da gravidade dos problemas existentes.
Uma delegação do PCP reuniu ontem com membros da direcção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal. Uma reunião pedida pelo PCP na sequências dos trágicos acontecimentos ocorridos na semana passada na Península de Setúbal, com a morte de dois cidadãos, na sequência de atrasos muito significativos nos meios de socorro.
Um encontro que permitiu ao mesmo tempo à delegação do PCP inteirar-se mais de perto da gravidade dos problemas existentes.
A delegação do PCP Sublinha quatro questões, às quais considera ser urgente dar resposta, e cuja responsabilidade cabem por inteiro ao Governo:
1. Desde logo, a resolução dos atrasos na libertação das macas dos Hospitais, que tem por vezes tempos de espera de várias horas, em que o Hospital de S. Bernardo é um particular exemplo.
2. O reforço dos meios na região protocolados com o INEM, havendo disponibilidade da parte das Associações de Bombeiro para novos protocolos de Postos de Emergência Médica 24h. Uma situação que desmente o Primeiro Ministro que, no debate quinzenal na Assembleia da República afirmou que todos os meios estavam disponíveis.
3. Garantir com regularidade os pagamentos aos corpos de bombeiros, terminando uma situação de demora de 5 ou 6 meses de atraso nos pagamentos de verbas do INEM, a que acrescem atrasos de pagamentos do Ministério da Saúde e da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
4. O reforço de meios nos momentos de picos expectáveis de doenças, como no caso da gripe, que não foi feito este ano.
O PCP, repetidamente, tem vindo a chamar a atenção sobre a degradação do direito das populações à saúde, nas suas diversas vertentes (da medicina preventiva à prestação de socorro e ao atendimento hospitalar) em consequência da política de direita promovida pelos governos do PSD, CDS e PS ao longo de anos.
Desta reunião sobressai, para o PCP, aquilo que salientamos no comunicado emitido a semana passada, de que “a escassez de meios de socorro só não é pior pelo esforço, dedicação e abnegação seja da parte das direcções das Associações Humanitárias de Bombeiros, seja dos próprios bombeiros”.
Como o PCP tem vindo, também, a denunciar, apresentando mesmo um conjunto de propostas concretas para valorizar a actividade dos bombeiros portugueses, a inexistência de condições para o cumprimento das suas missões cria ainda mais dificuldades à concretização plena do direito à saúde tal como está consagrada na Constituição da República.
13/01/2026
O Gabinete Imprensa da DORS do PCP
13.01.2026 - 12:10
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