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CDU Barreiro acusa PS de manter opções políticas
Penalizadoras dos trabalhadores do Município e da população do concelho

CDU Barreiro acusa PS de manter opções políticas <br />
Penalizadoras dos trabalhadores do Município e da população do concelho A CDU – Coligação Democrática Unitária votou contra o Orçamento e Grandes Opções do Plano, bem como o Mapa de Pessoal dos Serviços Municipalizados dos Transportes Colectivos do Barreiro, por considerar que os documentos, apresentados pelo executivo do PS, traduzem opções políticas penalizadoras dos trabalhadores do Município e da população do concelho do Barreiro.

No decorrer da discussão dos documentos, na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, segundo uma nota da CDU, a vereadora Jéssica Pereira, sublinhou que «este é um orçamento construído à porta fechada, sem qualquer processo sério de participação pública e sem procurar integrar, de forma efetivamente democrática, as forças políticas eleitas para este órgão».

O executivo governa sozinho e comunica

A CDU, refere que neste processo, não foram ouvidas as populações, nem as organizações representativas dos trabalhadores, nem o movimento associativo, nem as AUGI, e, não foram promovidas reuniões de trabalho com todos os vereadores para a construção do orçamento, reduzindo o direito de oposição a um mero cumprimento formal e legal, esvaziado de conteúdo político.
«O executivo governa sozinho e comunica depois, quando comunica», salienta a Vereadora da CDU, Jéssica Pereira.

Uma opção estrutural e continuada pela contratação externa de serviços

Segundo a nota de imprensa da CDU, «os documentos em análise foram enviados para a os seus eleitos depois do tempo e de forma faseada, condicionando a análise, o escrutínio e a intervenção das forças políticas eleitas.»
«Os documentos apresentados confirmam uma opção estrutural e continuada pela contratação externa de serviços, em detrimento do reforço da capacidade própria do Município. A despesa com aquisição de serviços assume um peso cada vez mais relevante no orçamento e é projetada de forma consistente no Orçamento Plurianual, evidenciando que não se trata de uma resposta excecional, mas de uma opção política assumida pelo PS», afirma a vereadora da CDU, dando como exemplo concreto a privatização da recolha de resíduos.

Ausência de estratégia e de reivindicação relativamente a projetos estruturantes

A CDU acusa a executivo PS, de «ausência de estratégia e de reivindicação relativamente a projetos estruturantes para o desenvolvimento do concelho». Nomeadamente pelo «facto deste executivo não exigir a concretização de projetos como a continuação do Metro Sul do Tejo ou a Terceira Travessia do Tejo, e manter o silêncio perante a degradação dos serviços públicos centrais, nomeadamente na saúde, a política de transferência de competências sem a correspondente transferência de verbas, a articulação com uma resposta nacional no que respeita à habitação.
«Esta ausência de estratégia reflete-se na degradação do espaço público: não existe um plano anual de substituição da rede de saneamento e de abastecimento de água; não existe um mapeamento claro das necessidades e prioridades; não existe um plano estruturado e regular de repavimentação e asfaltamento das vias municipais. A degradação dos arruamentos, passeios e infraestruturas é visível e sentida pelas populações», salienta Jéssica Pereira.

Previsão de 49 postos de trabalho com contrato a termo resolutivo certo

Sobre o Mapa de Pessoal, a CDU afirma que «a previsão de 49 postos de trabalho com contrato a termo resolutivo certo para 2026 levanta sérias preocupações, visto que não é demonstrado que estes vínculos se destinem a suprir necessidades temporárias, antes parecendo corresponder a necessidades permanentes do serviço».
Por outro lado, lamenta «que não seja assumida a luta pela reposição da carreira de agente único, uma reivindicação antiga e justa dos trabalhadores; que continuem a não ser apresentadas medidas concretas de proteção e segurança dos trabalhadores; e mantém-se a opção pela não aplicação do subsídio de penosidade e insalubridade a estes trabalhadores, quando é evidente o carácter penoso das funções que exercem diariamente.

Não é possível servir melhor as populações enfraquecendo o Município

«Face a estas insuficiências e opções políticas, que desvalorizam os trabalhadores e não garantem um reforço estruturado, coerente e sustentável do serviço público de transportes, a CDU vota contra este ponto», refere Jéssica Pereira.
Na sua nota de imprensa a CDU afirma «que não é possível servir melhor as populações enfraquecendo o Município, substituindo trabalhadores por externalizações, aceitando a degradação dos serviços públicos, abdicando da luta por investimentos estruturantes e esvaziando o exercício democrático do poder local».

31.01.2026 - 12:55

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