bastidores
Organização Regional de Setúbal do PCP promoveu em Almada
Marcha Contra o aumento do custo de vida, contra a guerra e contra o Pacote laboral
O PCP está promover, por todo o País, acções de contacto com os trabalhadores e com as populações, tribunas, buzinões, sessões públicas e marchas, como a realizada esta manhã de sábado, em Almada, que juntou centenas de participantes.
A Marcha terminou na Praça do MFA com intervenções de Daniel Silva, da JCP, Luis Palma, eleito da CDU na C.M.
de Almada e João Frazão, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP.
Nestas acções, tal como em diversas iniciativas legislativas na Assembleia da República, o PCP tem exigido ao Governo Português que defenda a Paz, como prevê e está obrigado pela Constituição da República Portuguesa, e defenda o povo contra o aumento do custo de vida que a guerra criminosa promovida pelo imperialismo norte americano veio aprofundar.
O aumento brutal do preço dos bens essenciais, desde logo a alimentação, do preço dos combustíveis, que acresce "aos preços que já estavam pela hora da morte", "os custos da habitação, que não têm fim à vista e que têm, tal como todos os outros, uma forte componente especulativa", foram problemas levantados por João Frazão, na sua intervenção no final desta Marcha. "Protestamos pelas medidas insuficientes do Governo PSD/CDS, que foi tão lesto a encontrar apoios para o grande capital, mas pouco faz para acudir às famílias.
Protestamos porque não é aceitável que os principais grupos económicos exibam lucros obscenos de milhar de milhões de euros enquanto o povo passa dificuldades. Pingo Doce, Continente, Galp, EDP, Novo Banco, BPI, CGD, engordam à custa da vida desgraçada de quem trabalha e trabalhou uma vida inteira. Protestamos e exigimos medidas ao Governo como o controlo dos preços, pondo os lucros milionários das empresas a contribuir nesta hora de dificuldade." João Frazão, referiu- se, ainda, à proposta de controlo de preços de bens e serviços essenciais apresentada na Assembleia da República pelos deputados do PCP, rejeitada pelo PSD, CH, PS, IL e CDS.
O PCP critíca ainda o Governo, por insistir em "não tomar medidas para melhorar os transportes e deixar a Fertagus fazer o que quer, anunciar carruagens lá para 2028 e a leve possibilidade de aumentar a velocidade de circulação lá para Junho". De entre as medidas já propostas pelo PCP, no âmbito da mobilidade e transporte publico ferroviário, encontra-se a utilização dos meios da CP ligando Coina à linha de Sintra ou de Vila Franca de Xira e a integração da Fertagus na esfera pública.
Na área da saúde, neste quadro de profundas dificuldades na vida das populações, o encerramento definitivo das urgências de Obstetrícia no Hospital do Barreiro decidido pelo Governo e a acontecer na próxima quarta-feira, representa mais uma "enorme machadada" na capacidade resposta do Serviço Nacional de Saúde na Região, criando ainda mais pressão no Hospital Garcia de Orta.
"Exige-se do Governo que retire este Pacote Laboral e aceite discutir o que é preciso. A valorização da Contratação Colectiva, com o fim da caducidade, a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais, sem perda de remuneração, a valorização dos salários e das carreiras."
Nesta Marcha, foi feito o apelo aos trabalhadores e às populações da Região que participem no próximo dia 17 Abril, em Lisboa, na manifestação promovida pela CGTP-IN, nas comemorações populares do 25 Abril, neste ano em que se assinala o 50.º aniversário da Constituição da República Portuguesa, e a jornada de luta do 1.º de Maio.
Fonte - DORS do PCP
12.04.2026 - 12:22
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