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Dois Minutos para os Direitos Humanos - Amnistia Internacional
Israel intensifica campanha brutal para deslocar à força os palestinianos

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Israel intensifica campanha brutal para deslocar à força os palestinianos A Amnistia Internacional, num novo relatório, detalha como as autoridades israelitas estão a acelerar a anexação através de uma campanha estatal de limpeza étnica que visa as comunidades beduínas e pastorícias palestinianas na Área C da Cisjordânia ocupada, enquanto cometem o crime contra a humanidade de transferência forçada.

Dois Minutos para os Direitos Humanos
12 de junho de 2026

PALESTINA
O apoio tácito ou explícito da comunidade internacional aos crimes israelitas ou a sua incapacidade de agir com determinação para os impedir, encorajou as autoridades de Israel a intensificar uma campanha brutal para deslocar à força os palestinianos e expandir o seu controlo sobre as terras na Cisjordânia. A Amnistia Internacional, num novo relatório, detalha como as autoridades israelitas estão a acelerar a anexação através de uma campanha estatal de limpeza étnica que visa as comunidades beduínas e pastorícias palestinianas na Área C da Cisjordânia ocupada, enquanto cometem o crime contra a humanidade de transferência forçada.

CAMBOJA
A repressão do governo cambojano aos complexos de esquemas fraudulentos online não conseguiu desmantelar a grande maioria dos locais no país nem proteger e apoiar milhares de pessoas sujeitas a tráfico de seres humanos, tortura e escravatura, reporta um novo relatório da Amnistia Internacional. “Deixados de lado: a ‘campanha de repressão’ do Camboja contra os complexos de esquemas fraudulentos” documenta como as autoridades falharam, em grande medida, na identificação de vítimas de tráfico ou na responsabilização dos perpetradores.

GLOBAL
Os Estados que participarão nas reuniões sobre o clima, em Bona, na Alemanha, devem aproveitar as negociações para transformar os compromissos climáticos numa agenda concreta e exequível, centrada nos direitos humanos, para a COP31 de novembro. Estas reuniões são uma oportunidade importante para os governos mostrarem que estão prontos para traduzir em ações os compromissos climáticos assumidos na resolução recentemente adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o Parecer Consultivo do TIJ do ano passado, relativo às alterações climáticas, com base nos direitos humanos, na equidade e na justiça.

CHINA
Em resposta às notícias de que as autoridades chinesas impediram as mães dos manifestantes mortos na repressão de Tiananmen, em 1989, de visitarem os túmulos dos seus entes queridos no aniversário da atrocidade, a diretora regional adjunta da Amnistia Internacional, Sarah Brooks, afirmou que “proibir os familiares das pessoas mortas em Tiananmen de visitarem os túmulos dos seus entes queridos é um ato cruel por parte das autoridades chinesas”. É a primeira vez, em mais de 30 anos, que autoridades impedem visitas a túmulos de manifestantes mortos naquela praça chinesa durante a repressão de 1989.

GRÉCIA
A polícia grega recorre frequentemente à força desnecessária ou excessiva contra manifestantes pacíficos e jornalistas, resultando em graves lesões físicas e psicológicas, afirmou a Amnistia Internacional num novo relatório. A organização apelou à proibição do uso de granadas de atordoamento pela polícia em protestos. É urgente a criação de um Tratado de Comércio Sem Tortura nas Nações Unidas, com vista a regulamentar o comércio de equipamento policial.

Amnistia Internacional
Foto © Montecruz Foto

12.06.2026 - 13:07

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