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Aumento da água, saneamento e resíduos sólidos no Barreiro
PSD exige explicações sobre a aplicação de quatro milhões de euros que excedem custos

Aumento da água, saneamento e resíduos sólidos no Barreiro<br />
PSD exige explicações sobre a aplicação de quatro milhões de euros que excedem custos Social-democratas exigem um verdadeiro plano de eficiência e esclarecimentos sobre a aplicação dos quatro milhões de euros que excedem os custos apresentados para o serviço. Os barreirenses estão agora a sentir nas suas carteiras, as consequências da decisão tomada pela maioria socialista da Câmara Municipal do Barreiro, de aumentar o tarifário dos serviços de abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos.

A atualização dos valores foi aprovada na reunião de Câmara de 15 de abril, exclusivamente com os votos favoráveis do Partido Socialista. Em determinados perfis de consumo doméstico, o aumento da fatura ultrapassa os 75%. O PSD votou contra.

Em abril, o PSD alertou para aquilo que o Partido Socialista tentou apresentar como uma simples operação técnica ou administrativa. Hoje, as faturas confirmam que estávamos perante uma decisão política com um impacto muito pesado no orçamento das famílias.

O PSD reconhece a necessidade de garantir a sustentabilidade económica dos serviços e de aproximar as receitas dos custos reais. Mas recuperar custos não significa passar, de forma abrupta e sem explicações suficientes, toda a responsabilidade para os consumidores.

Os números constantes da própria proposta municipal exigem esclarecimentos. Para 2026, a Câmara projetou custos totais de cerca de 17 milhões de euros. Para 2027, já com um ano completo de aplicação do novo tarifário, estima receitas de aproximadamente 21 milhões de euros.

Antes de exigir um esforço tão pesado às famílias, a Câmara tinha a obrigação de explicar que medidas concretas adotou para reduzir as perdas de água, para racionalizar operações, para controlar custos, para melhorar a produtividade e para combater ineficiências. E tinha, sobretudo, de dizer aos barreirenses onde, quando e como pretende aplicar os cerca de quatro milhões de euros de receitas que, anualmente, excedem os custos apresentados para o serviço.

Em vez dessas explicações, a Câmara distribuiu pelas caixas de correio uma carta institucional, sem data e sem assinatura, procurando apresentar o impacto nas famílias como resultado de uma mera “obrigação legal”. A carta não quantifica o aumento, não apresenta simulações de faturas e não assume claramente a responsabilidade política pela decisão.

O PSD-Barreiro exige a divulgação integral do estudo económico-financeiro que fundamentou os preços, simulações claras por diferentes perfis de consumo, um plano público e mensurável de redução de perdas e custos e um programa calendarizado de investimentos.

Uma maioria absoluta não é um cheque em branco. E os barreirenses não podem ser tratados como o multibanco da Câmara sempre que a gestão municipal não consegue controlar os seus custos.

O PSD votou contra este aumento e continuará a defender um serviço sustentável, eficiente, transparente e com preços justos para os barreirenses.

A Comissão Política do PSD-Barreiro

15.07.2026 - 14:54

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