bastidores
Deputados do Partido Socialista de Setúbal
Querem garantias que reorganização do INEM não reduz resposta de emergência no distrito
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal pediram esclarecimentos à Ministra da Saúde sobre o impacto da reorganização do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) no distrito de Setúbal e querem garantias de que este processo não irá provocar uma redução da resposta de emergência.
A iniciativa dos deputados socialistas surge na sequência da aprovação da nova Lei Orgânica do INEM e das notícias e declarações públicas que apontam para alterações significativas na organização dos meios de emergência pré-hospitalar, incluindo a reafetação de ambulâncias e a eventual conversão de Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) em viaturas ligeiras.
Recorde-se que o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar alertou para a possibilidade de retirada de mais de uma centena de ambulâncias do SIEM, identificando como potencialmente afetados vários concelhos do distrito de Setúbal, entre os quais Alcácer do Sal, Almada, Seixal e Setúbal.
“Perante estas informações, é indispensável que o Governo esclareça, de forma transparente, quais as alterações previstas para os treze concelhos do distrito e quais os critérios técnicos que sustentam essas decisões”, refere Eurídice Pereira.
Na pergunta dirigida à Ministra da Saúde, os deputados pretendem saber que mudanças estão previstas nos meios de emergência pré-hospitalar, se o Governo pode garantir que a reorganização não implicará qualquer redução da capacidade de resposta, dos meios disponíveis ou dos tempos de resposta às populações, e que mecanismos de monitorização serão implementados para avaliar o impacto destas alterações.
Os parlamentares defendem que qualquer processo de reorganização do SIEM deve ter como prioridade absoluta a proteção da vida e da saúde dos cidadãos, assegurando que nenhuma população fica com menor acesso a cuidados de emergência pré-hospitalar.
“A resposta rápida e eficaz em situações de emergência constitui um pilar essencial do Serviço Nacional de Saúde e não pode ser colocada em causa por alterações organizativas cuja fundamentação e consequências permanecem por esclarecer”, conclui Eurídice Pereira.
05.08.2026 - 15:07
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