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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 10 de Dezembro 2018
Por Maria Helena


Inferências - «Habemus Terminal»!
«Gostava de ver, no Barreiro, um Porto a sério»


Rosto da Semana Carlos Humberto – porque o Barreiro está primeiro

Barreiro – Sessão Rostos do Ano 2017
Assinala 17 º aniversário do jornal «Rostos»


A(nota) mento - Ligação Pedonal Barreiro – Seixal
O vão de 40, o vão de 60…a prioridade rodoviária, a confusão, vão lá vão!


Por dentro dos dias - Barreiro
Basta um sorriso!


COLUNISTAS
Cinquantenaire
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


MONTIJO - ESCOLA PÚBLICA
Por José Caria


Prevenir ou remediar?
Por Jorge Fagundes
Barreiro


A UBER AGRADECE
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


BASTIDORES
PS Barreiro e Mulheres Socialistas de Setúbal
Desigualdade Salarial em Debate


No âmbito da consulta pública do Terminal de Contentores do Barreiro
JP reconhece importância como motor de desenvolvimento económico


Sesimbra - Secção do Partido Socialista da Quinta do Conde
Organiza um almoço de Natal solidário com associações


Moita - Permuta de terreno torna possível a construção do novo quartel da GNR
Eleitos pelo Partido Socialista fizeram questão de estar presente


Carreiras dos enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo
PCP questiona o Governo


Deputado e presidente da distrital de Setúbal do PSD
Lamenta que intransigência do sindicato afete estivadores e a economia nacional


Barreiro - Situação dos trabalhadores da WashClean Laundries
PCP questionou o Governo


Juventude Popular lamenta que Barreiro não tenha aderido ao Cheque-Veterinário
Projecto Solidário promovido pela Ordem dos Médicos Veterinários


Tiago Sousa Santos Presidente da JSD Barreiro
Candidato à liderança da JSD Distrital de Setúbal


Deputados do PSD do Distrito de Setúbal
Querem saber se OE para 2019 contempla obras na Álvaro Velho


Terminal Portuário do Barreiro
Estudo Prévio e Estudo de Impacte Ambiental em consulta pública


ENTREVISTA
Desconstruir aquela ideia do Barreiro coitadinho
Projecto «Start XXI» uma aposta no desenvolvimento económico


Isidro Heitor, líder do Partido Socialista na AM Barreiro
«Estou preocupado com a crispação do debate na Câmara Municipal»


AS EMPRESAS
Setúbal - Tróia Design Hotel prepara réveillon de sonho para toda a família
Numa das mais bonitas baias do mundo


Estão inscritos 46 estabelecimentos comerciais do Concelho do Barreiro num total de 58 montras
XVII Concurso de Montras de Natal


DESPORTO
BRRnightRUNNERS promove 6.ª edição da Caminhada/ Treino Solidário de Natal
Presentes entregues às crianças e jovens da NÓS


Xadrez- Campeonato Nacional Jovens em Pombal
Santoantoniense do Barreiro com dois vice-campeões nacionais
. 3º lugar Coletivo.


Barreiro - Associação de Cicloturismo Fidalbyke
14º Passeio de S. Silvestre em BTT


PERSONALIDADES
Barreiro - Movimento «Solidariedade António Cordeiro»
Total liquido de receitas adquiridas atingiu 30.016,02 Euros


Alexandre Teixeira do Barreiro
Distinguido com o selo de «Mentor Campeão do Ano de 2018»


AS ESCOLAS
Setúbal - Oficina Lu Ban Portuguesa promete ser “inspiração para o mundo”
IPS inaugurou laboratório em Indústria 4.0 em parceria com o Governo


Moita - CURSO TÉCNICO DE SOLDADURA & ESCULTOR PEDRO MARQUES
Criam «BOM VENTO» para exposição na Secretaria Geral da Educação e Ciência


Turma de Comunicação da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça do Barreiro
Comemorou os 125 anos da Imprensa Regional com Jornal Rostos


Concurso público de intervenção artística está aberto até 15 de fevereiro
Politécnico de Setúbal desafia graffiters a criar um mural


REPORTAGEM
Criação do Gabinete de Apoio à Vitima no Barreiro e Moita
Concretiza décima resposta no Distrito de Setúbal na Rede Nacional de Apoio às Vítima


Barreiro - «Sonhos...e ilusões» um livro onde as palavras se cruzam e florescem
Ler e conhecer...«um coração onde muitas marés bateram»


Barreiro - Gala da Diferença
«Prémio Personalidade» atribuído a Angelina Marques
. Uma noite de emoções fortes


Construção de Túnel de 1km para ligar Lavradio ao Montijo
Permite colocar o comboio do Barreiro no aeroporto
. defende Nuno Canta


Terminal de Contentores do Barreiro em debate público
«Do ponto de vista da paisagem a situação não fica resolvida» afirma Rui Lopo


Terminal de Contentores do Barreiro poderá criar até 5000 empregos
Em Janeiro de 2019 entregue Declaração de Impacte Ambiental


MOLDURA
Ação com veleiros no Tejo diz não ao projeto do aeroporto no Montijo
«Montijo com aeroporto, estuário morto»


ESCOLA CONDE FERREIRA - BARREIRO
Apresentação do livro «CONTOS E CANTOS DO RIO E DO MAR»


Moita, Barreiro e Alcochete
Cinco detidos e mais de 1 400 doses de haxixe apreendidas


Barreiro - I Feira de Natal do Lavradio
Neste Natal faça um desvio e faça compras no Lavradio!


AUTARQUIAS
Pista de Gelo Solidária no Barreiro
No Parque da Cidade até dia 6 de janeiro


Barreiro - Escola Básica 1º Ciclo de Palhais
Vencedora do concurso «Figuras de Natal Ecológicas»


Dado primeiro passo para construção do novo Quartel da GNR da Moita
Câmara e Ministério permutam terreno municipal por antigo edifício dos Bom


Seixal reitera a necessidade absoluta de concretização
da Ponte para a Ligação Pedonal e Ciclável entre o Seixal e o Barreiro


Juntas de Freguesia do concelho da Moita vão manter taxas e tarifas
Apesar de não ser cumprida a Lei das Finanças Locais pelo Governo


Assembleia Municipal do Barreiro
Sessão Extraordinária dia 12 de dezembro



Criação do campo sintético de futebol, balneários e bar na Baixa da Banheira
Autarcas visitam obra que está a terminar


OPINIÃO
O TERMINAL DO NOSSO DES(CONTENTAMENTO) - 4
Por Armando Teixeira
Barreiro


A caravana de «invasores» exaustos e famintos
Por Alexandra Serra
Sesimbra


Mobilidade: um problema prioritário
Tiago Sousa Santos
Barreiro


O Terminal de Contentores e o Futuro do Barreiro
Por Augusto Coelho
Barreiro


O Terminal de Contentores do Barreiro
Não nos tomem por «lorpas»!
Por José Encarnação


Era uma vez … uma promessa, um centro de saúde, mais médicos e a credibilidade …
Por Nuno Miguel Fialho Cavaco
Moita


A DEFESA DOS DIREITOS E PROMOÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DO OSTOMIZADO UM NEGÓCIO DE DÚVIDAS
Por Vitor Bento Munhão
Barreiro


ASSOCIATIVISMO
Luso Futebol Clube – Barreiro
Festa Natal da Secção Patinagem Artística


Contrato de Comodato cede Ateliê Municipal.
ao Clube de Fotógrafos do Barreiro


ROTARY CLUB DO BARREIRO
Campos de Férias na Europa – Seleção de candidatos


LIVROS
Barreiro - Escritor Carlos Alberto Correia
Publica «URBI - poemas datados»


POSTAIS
Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar
Há vários interessados no Terminal do Barreiro
. Empresas Chinesas


Terminal de Contentores do Barreiro
Câmara Municipal dá parecer positivo
. PS e PSD votam a favor - CD abstenção


Vão ser colocados no Barreiro
Mais 800 contentores para recolha reciclável


Rotary Club do Barreiro integra primeira mulher
Inês Costa escreve uma página na história


Barreiro - Coral TAB 25 ANOS
Uma vida de marcada pela formação musical de gerações


Barreiro – Arte Viva leva a cena peça infantil «Pinóquio»
Uma peça hilariante que envolve o público – crianças e adultos


Novas instalações da Junta de Freguesia da Moita
Rigor e poupança abrem caminho para o arranque das obras no terreno


ARTES
Barreiro - Exposição de Pintura e Escultura
Francisco Moura «Estados de Espírito»


EUROPA
ABERTURA DE CANDIDATURAS PDR 2020
26 de outubro a 8 de fevereiro 2019


Comissão Europeia regista iniciativa
sobre «Cidadania Permanente da União Europeia»


colunistas rostos.pt - o seu diário digital

Falar de mim
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro

Falar de mim<br />
Por Carlos Alberto Correia<br />
BarreiroA edição deixou de ser sinónimo de gosto, de bem escrever e passou a estar disponível para quantos, tendo o necessário poder de compra, entreguem os originais nesses mercadores de folhas agrupadas. Por isso nunca se publicou tanto, tão mau e cada vez mais se rarefaz o mercado dos livros.

Não se importam de parar um pouco o coro de protestos? Certo! Parece muito desplante de qualquer meco utilizar o espaço do jornal e a paciência dos leitores, com a arrogância de um discurso sobre si próprio, isto como se cada escrito, cada crónica, por muito que aparente distância do autor não fosse, de outra forma, o seu reflexo no espelho. Que mais não seja porque, escrevendo-se sobre coisa diversa, continuamente se estará a escrever nos moldes em que pensa o mundo, a partir de si, das suas experiências, gostos e decisões. Já lá dizia Barthes, “quem fala, fala-se”, ou, traduzindo para o assunto em causa, quem escreve, sempre se escreve.

Se aguentaram até aqui a discursata em que me envolvi, terão o direito absoluto a exigirem-me as razões da mesma. E o anterior pedido de acalmia nos protestos nasce do reconhecimento de que têm esse poder. Vou, pois, por ínvios caminhos, ao assunto.

Pertenço ainda à geração do livro! Neste momento, certamente, o coro de protestos recrudescerá em bastos, também eu, também eu! Sei muito bem ser isso verdade. Para ser sincero a maior parte de nós faz parte dela. Lembro-me de quando, em início de adolescência, conseguia uns cobres para comprar algum livro cobiçado desde há muito, correr para casa, agarrar num corta-papéis e entre emoção e nervosismo, abrir as páginas, deixando sobre a mesa as raspas de papel sobrantes ao sacrifício da abertura original. Nesse tempo o livro era assim! Comportava um ritual desvirginador garantindo, a quem o comprava, ser o seu único e primeiro possuidor. Estão a ver a semelhança com os rituais núbeis? Pois, em sociedade as coisas não só se tocam como vão mudando com os tempos. A tradição é uma grande mentira securizante!

O que foi de gritos e destemperos (estou a exagerar) quando os livros começaram a aparecer aparadinhos, folhinhas abertas a todos e certinhas no corte, nunca sabendo o comprador quantos mais teriam passado os dedos molhados na língua e os olhos ávidos pelas suas páginas. Os brados lancinantes, os anátemas garantidos, não mudaram o produto industrial e, vejam lá, estenderam-se às relações amorosas. A virgindade deixou de ter sentido absoluto tornando-se o objeto livro, ou a pessoa feminina, valores por si próprios, independentemente de terem, ou não, sido primordialmente tocados por outras mãos. É o efeito do tempo, a mudança de valores, a acompanhar e a produzir serventias técnicas e sociais diferenciadas. Os conservadores bramiram por muito tempo o descontentamento, mas a tradição foi-se tornando outra, fortificando, ganhando raízes, obrigando pela omnipresença à diminuição paulatina dos bramadores do antes é que estava bem.

Perguntar-me-ão de novo, para que serve tudo isto? Porque estou a perder o meu tempo a ler este tipo? Pois, a curiosidadezinha, o querer saber para onde os quero, docemente, conduzir. A desagradável e fria resposta é a enunciada no título: a mim!

Então porque fala de livros, de virgindades e absurdos congéneres? Porque, meus amigos, lhes vou dar uma notícia em primeira mão. Claro, ela importa sobretudo ao próprio, mas, para além do egoísmo demonstrado, pode ser que, por algum modo, vos venha também a interessar. Sabem, o escritor é um autocentrado megalómano. Parte do princípio que o escrito não só tem quem o procure e espere, como poderá alterar comportamentos, modos de pensar, estilos de vida. Esteja embora por provar, não deixa o escriba de, mesmo não o confessando abertamente, ter lá, muito no fundo, este bichinho de esperança a roer-lhe a expectativa.

Pois a notícia, estão a ver como eu estendo o mistério buscando que a curiosidade do leitor supere o tédio do discurso, é que vou mudar de paradigma!

Pressinto os vossos olhos a abrirem-se de admirados, na boca um sopro irónico, a pergunta desencantada: que quer ele dizer e o que tenho a ver com isto? Com mais um pouco de paciência, lá chegaremos.

No tempo dos livros abertos com espátula eram eles objetos caros, raros, valiosos. Não existiriam no país muitos editores. Conseguir a publicação “do Livro” exigia um percurso de artigos em revista, jornais, referências académicas e mais um rol de coisas de aborrecida enumeração. Chegados lá, porém, seria a consagração. Era assim como erigir um farol ou um altar. Haveria dissidentes? Certamente! Mas o feito estava firme nas montras das livrarias, nas estantes das bibliotecas, nos suplementos da imprensa, nos ensaios a respeito. Com o livro aparadinho chegou maior facilidade de publicação. A técnica passou da tipografia ao “offset”, as chapas podiam guardar-se para novas edições, os preços diminuíam. Muito mais gente começou a publicar e livros e autores dominaram a praça publica. Nessa altura o Editor era ainda uma figura respeitada e interessada que, escolhida a obra, a acompanhava desde a releitura e correção, passando pela impressão, divulgação e distribuição do livro. Este era o seu trabalho! A ele se dedicava a tempo inteiro, pugnando pelo êxito da obra.

Os tempos e as técnicas continuaram a mudar. Tornou-se fácil editar fosse lá o que fosse. O Editor dedicado transformou-se num funcionário, muitas das vezes a recibos verdes e pelo tempo de duração de um estágio, que, na ótica do patrão, procura menos, ou quase nada, a qualidade do texto, visando meramente o cálculo de quanto pode render. Tais empresas de serviços, arvoradas em editoras, fazem livros como poderiam fazer tijolos ou ensacar feijões, caso tais atividades se revelassem mais remuneratórias. Assim, em grande parte, exigem ao autor o pagamento de edição, contra a aposição de uma chancela que liberte o livro da menoridade de edição de autor, e, recebido o dinheiro, produzem meramente o número de exemplares requeridos pelo consumo imediato e declarado, deixando o autor sozinho, não distribuindo nem divulgando o livro. A edição deixou de ser sinónimo de gosto, de bem escrever e passou a estar disponível para quantos, tendo o necessário poder de compra, entreguem os originais nesses mercadores de folhas agrupadas. Por isso nunca se publicou tanto, tão mau e cada vez mais se rarefaz o mercado dos livros. Claro que outros factos haverá – tudo é mais complexo do que aparenta – mas estas são as principais razões a apontarem para a revelação que, desde inicio, vos prometo.

Farto de consultar e discutir com os novéis editores as condições de aparição de cada uma das obras, obrigando-me embora a perder o contacto com o objeto físico, deixando de parte a sensualidade de sentir o ruge-ruge do passar das folhas, aceitando o caminho de desmaterialização a impor-se a muitas atividades, com alguma mágoa, confesso, decidi partir para nova experiência. Retirei da Editora o meu romance “Momentos para inventar o amor” e entreguei-o, para ser publicado como ”e-book”, a uma parceria de grande credibilidade – “escritores online” – entre a Associação Portuguesa de Escritores e a CLEPUL, organização da Faculdade de Letras de Lisboa.

Esta era mudança que vos queria comunicar. Lutando contra o hábito de ter o escrito corporizado em objeto físico vou entrar pelo caminho, que prevejo como o futuro, do livro a existir numa nuvem informática sabendo que, para os amantes dos livros será decisão desilusória, mas, por outro lado, fundado em organizações credíveis, saber da possibilidade de chegar a outro público, interessado, informado e, acrescendo, pelo preço que custará (2,95 euros) a possibilidade de alargar a fruição do texto a quantos não podem esportular a dezena de euros de uma publicação impressa.

Falei de mim, confessei aderir ao futuro, espero não me desiludir, nem desiludir os putativos leitores. Façam um esforço! Alterem hábitos! Não o podendo garantir reconheço que pode valer a pena.

Carlos Alberto Correia

09.11.2017 - 17:39
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