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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 15 de Dezembro 2018
Por Maria Helena


Barreiro – Sessão de Entrega das distinções Rostos do Ano 2017
Evento assinala 17 º aniversário do jornal «Rostos»


A (nota) mentos - Barreiro
Uma vila com história transforma-se…num guetto do concelho!


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«Gostava de ver, no Barreiro, um Porto a sério»


Rosto da Semana Carlos Humberto – porque o Barreiro está primeiro

Por dentro dos dias - Barreiro
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COLUNISTAS
Cinquantenaire
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


MONTIJO - ESCOLA PÚBLICA
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Moita - Deputados municipais do Bloco de Esquerda
Grandes Opções do Plano e Orçamento não são apenas números são ideias e propostas


Concelhia do Bloco de Esquerda da Moita
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JSD Barreiro organiza
«Ginjinha de Natal Solidária»


Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal da Moita
Declaração de Voto Grandes Opções do Plano e Orçamento 2019


Posição do PCP quanto ao parecer da CMB
relativo ao EIA da instalação do Terminal de Contentores no Barreiro


Consulta Pública sobre o Terminal do Barreiro
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Barreiro - Situação dos trabalhadores da WashClean Laundries
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Tiago Sousa Santos Presidente da JSD Barreiro
Candidato à liderança da JSD Distrital de Setúbal


CONVERSAS DE 2 MINUTOS
Moita - Eleições na Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros
Miguel Canudo candidato a Provedor


ENTREVISTA
Desconstruir aquela ideia do Barreiro coitadinho
Projecto «Start XXI» uma aposta no desenvolvimento económico


Isidro Heitor, líder do Partido Socialista na AM Barreiro
«Estou preocupado com a crispação do debate na Câmara Municipal»


AS EMPRESAS
Terminal de Contentores de Sines supera record de 2017
Correspondendo a 58% da carga contentorizada movimentada em Portugal.


Estão inscritos 46 estabelecimentos comerciais do Concelho do Barreiro num total de 58 montras
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DESPORTO
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No Pavilhão Municipal Luís de Carvalho - Barreiro
11ª Taça de Natal FabrilTramp
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Equipa de Badminton do Luso Futebol Clube - Barreiro
Conquista 3º lugar no Torneio Regional de Equipas.


BRRnightRUNNERS promove 6.ª edição da Caminhada/ Treino Solidário de Natal
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Alexandre Teixeira do Barreiro
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AS ESCOLAS
Setúbal - ESE/IPS lança Roteiro para uma Educação Antirracista
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Escola Secundária de Casquilhos - Barreiro
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Setúbal - Oficina Lu Ban Portuguesa promete ser “inspiração para o mundo”
IPS inaugurou laboratório em Indústria 4.0 em parceria com o Governo


Moita - CURSO TÉCNICO DE SOLDADURA & ESCULTOR PEDRO MARQUES
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Concretiza décima resposta no Distrito de Setúbal na Rede Nacional de Apoio às Vítima


Barreiro - «Sonhos...e ilusões» um livro onde as palavras se cruzam e florescem
Ler e conhecer...«um coração onde muitas marés bateram»


Barreiro - Gala da Diferença
«Prémio Personalidade» atribuído a Angelina Marques
. Uma noite de emoções fortes


Construção de Túnel de 1km para ligar Lavradio ao Montijo
Permite colocar o comboio do Barreiro no aeroporto
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Terminal de Contentores do Barreiro em debate público
«Do ponto de vista da paisagem a situação não fica resolvida» afirma Rui Lopo


Terminal de Contentores do Barreiro poderá criar até 5000 empregos
Em Janeiro de 2019 entregue Declaração de Impacte Ambiental


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Bombeiros Voluntários do Barreiro - Corpo de Salvação Publica
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Alhos Vedros, Moita, Gaio-Rosário e Sarilhos
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Barreiro - União das Freguesias de Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena
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Moita - Centro de Saúde da Baixa da Banheira
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Pista de Gelo Solidária no Barreiro
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Juntas de Freguesia do concelho da Moita vão manter taxas e tarifas
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Gripe e a sua prevenção
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A DEFESA DOS DIREITOS E PROMOÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DO OSTOMIZADO UM NEGÓCIO DE DÚVIDAS
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Sara Xavier de Oliveira reeleita Provedora da Misericórdia do Barreiro
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Armas e mãos
Por Nuno Santa Clara
Barreiro

Armas e mãos<br />
Por Nuno Santa Clara<br />
BarreiroA questão das armas e das mãos é tema recorrente nos EUA, tendo vindo novamente à baila com o último massacre numa escola secundária.

Para os mais novos, e para os mais esquecidos, a questão das armas e das mãos pode parecer nova. Mas não é.
Entre nós, durante os idos do PREC, houve vários desvios de armas de guerra, não para o mercado paralelo, como agora, mas para fins políticos. Na altura, ficou célebre a frase de um dos implicados nessa distribuição pouco ortodoxa: as armas “estavam em boas mãos”.
Por estranho que pareça, quase todas essas armas voltaram ao legítimo proprietário, quer dizer, ao Estado, na figura das arrecadações das Forças Armadas. E não parece ter havido acréscimo de crime violento pela utilização desse armamento.
Seria que estavam mesmo em boas mãos?

Portugal foi, durante séculos, um país em armas. Tinham armas as unidades regulares, os Regimentos de Infantaria, Cavalaria e Artilharia, da chamada 1.ª linha; tinham armas as unidades de Milícias, chamadas de 2.ª linha, compostas por pessoal licenciado, enquadradas por oficiais a meio soldo; tinham armas as unidades de Ordenanças, chamadas de 3.ª linha, comandadas por morgados e outros chefes locais, armas que podiam ir do mosquete e da caçadeira à foice e ao mangual, mas que deram boa conta de si durante as Invasões Francesas.

Não foi por isso que Portugal se tornou num país violento; era mais conhecido pelos seus “brandos costumes”.
Esta proliferação de armas só acabou no século XIX, quando as Milícias e Ordenanças, que tão relevantes serviços tinham prestado contra os franceses, se viram transformadas em Guardas Nacionais, à francesa (menos o jacobinismo). A sua politização levou a que passassem a ser, não a reserva da Nação, mas o braço armado de partidos políticos, e daí a sua dissolução.

A I República intentou copiar o sistema miliciano suíço, e falhou redondamente, porque a Guarda voltou a ser o braço armado dos partidos, como no século anterior.
O Estado Novo, pela mão de Carneiro Pacheco, Ministro da Educação Nacional e fundador da Mocidade Portuguesa, reintroduziria a instrução militar no escalão etário mais elevado deste organismo, a chamada Milícia. Recorde-se que eram nela incorporados os estudantes do ensino secundário com mais de 18 anos, quando a maioridade só era atingida aos 21 anos. Dada a sua origem, o sistema faleceu de morte natural.

Ora, o sistema suíço, inspirador da I República, tem raízes muito profundas. A primeira confederação suíça data de 1291 (ano próximo do nosso Tratado de Alcanizes, que fixou a fronteira portuguesa), abrangendo apenas um núcleo duro com os cantões de Uri, Unter Walden e Schwitz (de onde o nome do país). A formação da atual Suíça só terminou após o período napoleónico, mas o princípio aglutinador foi sempre o mesmo: a vontade popular e a rejeição do sistema senhorial. A afirmação da “cidadania” (avant la lettre) implicava o uso e porte se arma pela gente comum, o que era negado pelo sistema feudal. E foi um povo em armas que conquistou e garantiu a sua neutralidade e independência, mesmo durante o turbulento século XX.

Decerto há sempre quem queira importar e aplicar receitas de outras paragens. Normalmente dá mau resultado, porque cada povo tem a sua história, as suas virtudes – e os seus vícios. A nossa importação do sistema suíço por decreto só podia falhar – e falhou. O exército suíço, composto por milicianos, existiu sempre para combater o inimigo externo, e nisso foi eficaz. Ao ponto de muitos suíços terem enveredado pela profissão de mercenários, em guerras alheias, coisa que se manteve até ao século XVIII, à exceção da Guarda Suíça do Papa, que ainda hoje perdura.
De modo que o atual exército da Suíça continua numa base de milicianos, em que apenas 5% dos efetivos são profissionais, tendo sido reduzido em 2003 de 400,000 para 200,000 homens (as mulheres podem prestar serviço em voluntariado), englobado os cidadãos desde os 19 aos 34 anos.

O curioso é que os militares levam para casa o armamento e equipamento, e até as munições (até 2007), dentro do enraizado espírito de Nação em Armas. Ora, nenhum outro país se atreveria a manter cerca de 10% da população armada e equipada nas suas residências, durante todo o ano…
Não se registando na Suíça um número anormal de crimes violentos, apesar da profusão de meios para tanto, temos que concluir que as armas estão em boas mãos.
A questão das armas e das mãos é tema recorrente nos EUA, tendo vindo novamente à baila com o último massacre numa escola secundária.

Duas coisas convergem na atitude americana quanto às armas. Uma, o preceito constitucional do direito ao uso e porte de armas pelos cidadãos – e aqui há uma convergência com o sistema suíço. Outra, a tradição do “Espírito de Fronteira”, constantemente invocado por políticos de diversos quadrantes, mas sempre no sentido de “Avançar para o Oeste”, antes no sentido restrito de conquista, hoje no de outras fronteiras, como a tecnológica. E na fronteira ganhava o mais forte e mais rápido no gatilho.
Nos filmes do Far West, a lei era feita no local, e a quente. O sheriff era muitas vezes corrupto, e cabia ao herói derrotá-lo – normalmente a tiro, bem como a outros malfeitores. O juiz, ou não havia, ou era o último a saber. E gerações de americanos foram embaladas nesta cultura.

Aqui residem as grandes diferenças: os suíços armaram-se para se defender dos senhores feudais, na maioria estrangeiros; os americanos armaram-se para se expandir, à custa de índios e mexicanos. Os suíços criaram e mantiveram instituições legais; os pioneiros do Oeste faziam a justiça por suas próprias mãos. Ainda hoje há um resquício disso, quando se diz “menos Lei, e mais Ordem”.

De modo que algo do ancestral continua, de modo subliminar, a condicionar o comportamento dos americanos. E desde a fundação: durante a Guerra de Independência, o capitão William Lynch manteve a ordem pública pelo recurso à execução sumária dos presumíveis culpados, com o apoio da multidão. Como estes eram adversários da independência, não restam dúvidas sobre o critério político das execuções. E foi assim que surgiu a “Lei de Lynch”, e a expressão “dêem-me uma corda, que eu próprio o enforcarei”.
Veio agora o atual Presidente dos EUA, defensor do atual status das armas, dizer que o problema não é das armas, é das mãos.
Por uma vez, teve razão: as armas não disparam sozinhas.

Mas, como resolver o problema das mãos? Da análise das quase duas centenas de massacres com armas de fogo registados na América nos últimos anos, poucos foram os imputáveis ao terrorismo islâmico, o arqui-inimigo de Donald Trump. Alguns foram mesmo perpetrados por apoiantes seus. Eram boas mãos?
Na retórica do Presidente, são casos de doença mental. Não se pode duvidar: ninguém saudável comete um massacre indiscriminado (em tempo de paz e no seu próprio país, claro!).

Mas para identificar os doentes (milhões de suspeitos!) e neutralizá-los seria necessário algo como o descrito no “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, ou no “1984”, de George Orwell.
Não sendo assim, só há dois caminhos: ou se corta nas armas, restringindo a sus posse, ou se manietam as mãos, educando o povo, até ao padrão suíço.

Dado que o tempo não é compressível, seria mais indicado rever o preceito constitucional do uso e posse de armas – até porque os índios quase desapareceram, e os mexicanos estão do outro lado de um muro já mais falado do que o de Berlim…

Nuno Santa Clara

17.02.2018 - 13:49
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