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A desindustrialização em Portugal, em especial na Península de Setúbal e o caso de Alhos Vedros
Por Nuno Miguel Fialho Cavaco
Moita

A desindustrialização em Portugal, em especial na Península de Setúbal e o caso de Alhos Vedros<br />
Por Nuno Miguel Fialho Cavaco<br />
MoitaA Península de Setúbal foi particularmente castigada, porque passou de 65 834 trabalhadores por conta de outrem em 1985 para 31 100 em 2009.

Nos últimos 25 anos, houve períodos em que a nossa taxa de desindustrialização foi cerca de três a quatro vezes superior à taxa média europeia.

A desindustrialização em Portugal, em especial na Península de Setúbal e o caso de Alhos Vedros

Entre 1985 e 2009 as maiores quebras no trabalho por conta de outrem no conjunto de todas as indústrias transformadoras abrangeram, em termos absolutos, os seguintes distritos: Lisboa, menos 86 414 trabalhadores; Porto, menos 71 378; Setúbal, menos 34 734, Braga, menos 9149; Castelo Branco, menos 5829; Coimbra, menos 5234.
Entre 1985 e 2009 o número de trabalhadores por conta de outrem nas indústrias transformadoras passou de 833 299 para 619 821, o que corresponde a uma quebra de cerca de 26%.

A Península de Setúbal foi particularmente castigada, porque passou de 65 834 trabalhadores por conta de outrem em 1985 para 31 100 em 2009.
Nos últimos 25 anos, houve períodos em que a nossa taxa de desindustrialização foi cerca de três a quatro vezes superior à taxa média europeia.

No Concelho da Moita o exemplo mais representativo é Alhos Vedros, sendo a Norporte a situação mais conhecida e falada. Em Agosto de 1999 e depois de alguns episódios negativos relacionados com a gestão da fábrica, foi assumido pelo Governo, um governo do Partido Socialista, o compromisso de viabilizar a empresa, chegando mesmo o governador civil de Setúbal, em plena campanha eleitoral, prometer aos trabalhadores que os problemas da Norporte seriam resolvidos. Registe-se que a Norporte, com os seus 480 trabalhadores chegou a faturar 20 milhões de euros. Bem equipada e dispondo de moderna tecnologia, a empresa viu os problemas avolumarem-se por opções de gestão e por inépcia do governo que muito prometeu e nada fez, deixando desamparados centenas de trabalhadores e milhares de pessoas que viviam do fruto do seu trabalho.

A Norporte, bem como outras empresas, encerraram, não pagando salários em atraso, nem as respetivas indemnizações aos trabalhadores. Assistimos neste concelho a um espetáculo infame, que consistiu na carga policial do Corpo de Intervenção da GNR sobre os trabalhadores que, na defesa do seu emprego, procuravam impedir a saída das máquinas da empresa.
Alhos Vedros, uma Vila como tantas outras, vibrava à hora de almoço com a saída dos trabalhadores das fábricas. Os trabalhadores davam vida à Vila histórica do comcelho da Moita.

Hoje quando passamos pelas fábricas encerradas e pelos restos degradados dos edifícios onde os trabalhadores pulsavam com energia e faziam o país avançar com a sua força de trabalho, só podemos ficar tristes.

Eu, mais tristo fico, sabendo que estas consequências foram originadas por a tal politica de direita que PS, PSD e CDS praticaram e praticam e que estas empresas, na sua grande maioria foram liquidadas ou nos anos a seguir ao 25 de Abril por opção política ou perto de 2000 com governos do Partido Socialista com a benção do Presidente da República também deste partido, o Sr. Jorge Sampaio … ah, o primeiro-ministro era António Guterres que abandonou o governo depois de ter colocado Portugal num pântano.
Coisas que não esqueço …

Nuno Miguel Fialho Cavaco
Miltante do Partido Comunista Português

22.10.2019 - 18:11

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