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Portugal - um País seguro
Por José Caria
Montijo

Portugal - um País seguro<br />
Por José Caria<br />
Montijo Foi publicado o Relatório Anual de Segurança Interna 2020.

O principal facto a assinalar é a descida muito acentuada em 2020, relativamente ao ano anterior, da criminalidade participada, quer a criminalidade geral (-36 817 participações, a que corresponde uma variação de -11%), quer a criminalidade violenta e grave (-1929 participações, o que corresponde a uma variação de -13,4%).

Neste contexto muito especial, criado pela pandemia, registámos os mais baixos índices de criminalidade desde que existe o Relatório Anual de Segurança Interna, isto é, desde 1989.

Neste ano muito especial a criminalidade geral teve uma redução de cerca de 11% e a criminalidade violenta e grave teve uma redução superior a 13%.

Tivemos um registo marcado por uma generalizada redução dos tipos criminais, e mesmo no mais registado em Portugal, a violência doméstica, tivemos uma redução de cerca de 6% no ano de 2020.

Durante uma Pandemia SARS/CoV2/COVID 19 , no primeiro período de estado de emergência, de março a maio de 2020, houve uma redução de 28,9% na criminalidade geral e de 27% na criminalidade violenta e grave, e no segundo, de novembro ao final do ano de 2020, houve uma redução de 15% na criminalidade geral e de cerca de 20% na criminalidade violenta e grave.

Portugal registou uma redução da sinistralidade rodoviária, acima de 20% quer no número de mortos, quer de feridos graves, quer de acidentes, superior à redução da circulação rodoviária, dado que o consumo de combustíveis, que é o verdadeiro indicador da circulação rodoviária, teve uma redução de cerca de 14%.

Quanto a incêndios rurais, consolidou-se o terceiro ano consecutivo de número de ocorrências muito abaixo da média dos últimos 10 anos. Tivemos menos 50% de ocorrências e menos 51% de área ardida do que na média dos último 10 anos.

O crime informático, em geral, mas designadamente crimes como a burla informática, tiveram um crescimento significativo.

Merecem o nosso reconhecimento o empenho e capacidade de resposta das forças e serviços de segurança e o seu contributo, mesmo nestes tempos tão difíceis em que, para além de dar pleno cumprimento às suas funções tradicionais, responderem empenhadamente nas várias dimensões que os períodos de estado de emergência determinaram em 2020.

José Caria

10.04.2021 - 18:09

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