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Oumuamua - «o mensageiro de longe que chega primeiro»
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro

Oumuamua - «o mensageiro de longe que chega primeiro»<br />
Por Carlos Alberto Correia<br />
Barreiro Oumuamua - (palavra havaiana que significa “o mensageiro de longe que chega primeiro”, designação dada pelos astrónomos ao objeto em causa.)

Duas perguntas assolam os seres humanos, provavelmente, desde a sua tomada de consciência como seres pensantes: “o que é a vida?” e “estaremos sós no Universo?” As respostas vão variando consoante os tempos, a ciência e as crenças. Certezas só de fé porque as ciências e as filosofias ainda não conseguiram resposta cabal a qualquer destas incógnitas.

Interrogar-se-ão os leitores sobre a razão que me leva a, num tempo em que os problemas abundam na nossa sociedade, estar a queimar o vosso e o meu tempo com coisas que, podendo ter interesse para alguns não o terão, ou serão de somenos importância, para a maioria. Dar-lhes-ia razão não fosse este ser um pensamento errado. Com efeito conhecer a origem e a finalidade(s) da vida e se somos a única espécie senciente no Universo são questões que, a serem sabidas e compreendidas poderão alterar substancialmente os nossos propósitos e a forma de vivermos o tempo de vida que nos cabe.

Não me debruçarei agora sobre a primeira questão “o que é a vida?” e vou interessar-me apenas na segunda. Há mais vida no Universo? E poderão existir outras civilizações?

Comecemos por referir Carl Sagan quando declarava não poder afirmar a existência de vida inteligente em outros lugares, mas considerar a sua inexistência como um desperdício. Por isso, coloco já, em evidência a minha posição. Estou convicto da existência de vida em muitos planetas de distantes estrelas e, quase aposto, em bastantes deles terem aparecido, ou existem ainda, civilizações em vários estádios de desenvolvimento. Por tal crer, durante muitos anos, participei no programa da Universidade de Berkeley - SETI (sigla em inglês para Search for Extraterrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre).

Peço, a quem tiver a pachorra de continuar a ler, que não me coloque no grupo daqueles que, em tudo e nada, veem a mão de extraterrestres e ÓVNIS em toda a parte.

No entanto um aparecimento insólito no nosso sistema solar, em setembro de 2017, traz as comunidades de astrónomos, astrofísicos e parelhos em agitada discussão. Nessa data e pelo período de onze dias entrou, à velocidade de 168.000 Km/hora, no sistema solar um objeto proveniente do espaço extrassolar. Toda a gente foi apanhada desprevenida e todos os telescópios do mundo foram apontados para a “anomalia”, a qual, pelas excentricidades demonstradas, tiveram dificuldades de catalogar. Primeiro consideraram-no um cometa, a seguir, observadas discrepâncias de comportamento, foi classificado como asteroide. Porém por pouco tempo. Dado não preencher as características necessárias a essa classificação, voltaram, por falta de hipóteses a cobrirem o comportamento do objeto, a considerarem-no, de novo, um cometa. No entanto, a forma, o movimento, a modificação do sentido orbital, em conjunto com a impossibilidade de detetarem a coma ou a cauda característicos de um cometa (possibilitadoras de explicar a mudança de direção), voltaram a pôr tudo aos gritos e a aparecer, como melhor hipótese, a de ser um objeto fabricado, sonda ou lixo espacial, de alguma civilização interstelar.

O astrónomo-chefe da Universidade de Harvard, o conhecidíssimo Avi Loeb - e a sua equipa - defensor acérrimo do objeto não natural, publicou, sobre o assunto, um livro muito interessante: “Extraterrestres”, editado em Portugal pela Oficina do livro, cuja leitura recomendo vivamente. Por minha parte “devorei” o livro, procurei informação de todos os lados, ouvi opiniões, vi vídeos e decidi, rusticamente, construir uma matriz numérica que me orientasse no meio da balbúrdia. As conclusões, claro possíveis de serem outras se as características notadas ou os seus valores forem alterados, mostrou-me a possibilidade percentual de estarmos perante o produto de um inteligência intra ou extragalática na ordem dos 64%.

E mais não acrescento. Tirem as vossas conclusões, façam, se interessados, a vossa pesquisa.

Carlos Alberto Correia




08.07.2021 - 22:03

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