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O povo é quem mais ordena?
Por Jorge Fagundes
Barreiro

O povo é quem mais ordena?<br />
Por Jorge Fagundes <br />
Barreiro Como é sabido, depois do inédito chumbo do Orçamento Geral do Estado para o ano de 2022, realizaram-se eleições gerais com término no passado domingo.
Contrariando todas as sondagens, palpites de mesa do café e estudos mais ou menos matizados pela cor do emblema da lapela dos autores, o Partido Socialista venceu e com maioria absoluta.

Resultado inesperado mas curiosamente combatido mesmo muito antes de suceder e que, aliás, continua a ser objeto de variadas e doutas opiniões.

Opiniões essas que vão desde o tom moderado de quem, não gostando da dita maioria absoluta, a aceita na expectativa e ver como esta será exercida, aos tons irritados e coléricos daqueles que a consideram, no mínimo, uma grande desgraça!

Ora, desde a marcação destas eleições gerais antecipadas, era praticamente unânime o receio de quem, designadamente por culpa da pandemia,a abstenção fosse a maior de todos os tempos.
E com críticas pontuais ao Governo por nada fazer para que tal não acontecesse.

Assim, e oriundos de todos os quadrantes políticos, e não só, foram os apelos para que os portugueses não deixassem de exercer o seu dever cívico de votar.

Aconteceu que a abstenção foi muito menor do que era previsto e os portugueses votaram.
Mas, segundo os que perderam e aqueles que ganharam muito menos do que pretendiam, votaram mal!
Ou seja: o povo será quem mais ordena, sim...mas só na canção do Zeca Afonso!

Jorge Fagundes

02.02.2022 - 12:59

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