colunistas
A arte de mal se desculpar
Por Jorge Fagundes
Barreiro
Seja qual for o município português a recolha do lixo constitui um problema no dia a dia.Noa anos quarenta quando me fixei como barreirense o lixo era recolhido por trabalhadores da Câmara. Não existiam sacos de plástico para o efeito, nem contentores, nem ilhas. Lembro-me de minha Mãe dizer-me para colocar o balde de lixo à porta.
O lixo creio que era recolhido para carroças e levado para uma enorme montureira ao ar livre na antiga Quinta dos Arcos, mais ou menos em frente da actual Casa dos Rapazes,
Para os rapazitos da Telha aí íamos apanhar umas espécies de pequenas lagartas que se utilizavam como isco para armar as ratoeiras.
Pássaros não faltavam, em especial os bandos de putinas a quem íamos enxotando até aos locais das ratoeiras. Também haviam calhandras e lavandiscas que tinham a técnica de comer o isco pela parte de trás das ratoeiras, nunca nelas caindo.
Posteriormente na recolha dos lixos passaram a ser utilizados contentores e ilhas.
E aqui surge um problema corrente: há muito boa (?) gente que leva os sacos de lixo sem os depositar nos locais adequados. Deve dar muito trabalho!
Assim e por exemplo é frequente haver sacos cheios de garrafas que são colocados ao lado do contentor e montes de sacos com lixo à volta dos contentoras ou das ilhas!
Se for pedida explicação a esses maus utilizadores a resposta normal é de que isso é trabalho da Câmara. Pois é mas a educação dos munícipes também deve contar-
Ainda nos anos quarenta no hoje chamado Barreiro Velho não havia rede de esgotos, pelo que os habitantes iam depositando as fezes em recipientes próprios de barro que eram colocados às portas. Por aí passava a chamada “carroça da pipa” e depois “camioneta da pipa”, mas não me recordo onde se faziam os despejos.
Jurge Fagundes
10.12.2025 - 17:39
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