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Cada aumento na fatura de água tem uma origem, as políticas do PS e do PSD.
Por Nuno Cavaco
Moita

Cada aumento na fatura de água tem uma origem, as políticas do PS e do PSD.<br />
Por Nuno Cavaco <br />
Moita Quando chega a fatura da água, muitos utentes pensam que estão a pagar mais pelo consumo. Mas basta olhar com atenção para a conta para perceber a realidade, a água é a componente de menor peso na fatura. O saneamento e a gestão de resíduos urbanos custam mais do que a própria água consumida.

Foi o PS que criou e consolidou o modelo que transformou a fatura da água numa verdadeira fatura multisserviços, fazendo recair sobre um bem essencial a cobrança de um conjunto crescente de taxas e tarifas. Afirmam estar a aplicar os princípios de quem usa paga e de quem polui paga. Em vez de garantir um financiamento mais justo para estes serviços, optaram por concentrar os custos
Enquanto todos pagam mais, só alguns lucram. A privatização da EGF pelo PSD/CDS transformou a gestão dos resíduos num negócio para a Mota-Engil, sem que o serviço melhorasse. Na fatura da água devia estar claramente identificado quem recebe cada parcela. Assim, todos perceberiam que uma parte significativa do que pagam não fica nos municípios, mas é entregue à AMARSUL e a outras entidades. E, com as orientações seguidas pela entidade reguladora dadas pelos sucessivos governos, a regra mantém-se, os lucros ficam para os mesmos de sempre e os custos acabam sempre por ser pagos pelas populações.

Na Península de Setúbal, foi a CDU que investiu durante décadas nas redes públicas de abastecimento de água e saneamento. A água na região foi por várias vezes considerada como a melhor do país e a mais barata. Uma autentica água engarrafada a sair das nossas torneiras.
Agora, o PSD, no governo novamente com o CDS aprovou uma nova fórmula de cálculo da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) que vai fazer aumentar ainda mais a fatura de água para muitas pessoas.
Setúbal é um exemplo claro. Foi a CDU que recuperou a gestão pública da água após a privatização promovida pelo PS, baixando a fatura e reinvestindo na melhoria do serviço. Bastaram poucos meses da nova de Dores Meira para inverter esse caminho e voltar a fazer aumentar os custos para as populações e empresas.

A realidade de muitos concelhos da região de Setúbal hoje governados pelo PS é esclarecedora. As redes que continuam a servir as populações assentam, em grande medida, no investimento estruturante realizado pela CDU. Onde o PS governa há vários mandatos, falta a visão estratégica e o compromisso com o investimento público, muitas vezes até se queixam de terem de fazer manutenção ao que herdaram da CDU. Durante anos o PS desvalorizou a obra da CDU, mas, quando assumiu a gestão, investiu menos nas infraestruturas essenciais. O resultado está à vista, em vez de melhorar, deixou degradar, em vez de reduzir o preço a pagar pelas pessoas, aumentou-o.

A água é um direito, não um negócio. Baixar a fatura exige devolver a EGF, de que faz parte a AMARSUL, à gestão pública, pondo fim a um modelo que obriga as populações a pagar o serviço e os lucros privados. Exige também uma maioria na Assembleia da República que coloque o interesse público acima dos interesses económicos. Só a CDU tem defendido, de forma coerente, a recuperação da gestão pública da EGF como condição para tarifas mais justas e um serviço de melhor qualidade.

Nuno Miguel Fialho Cavaco
Deputado Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal

08.07.2026 - 20:09

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