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Barreiro - Tomar café com...Victor Capela Baptista
O importante é manter viva a imaginação

Barreiro - Tomar café com...Victor Capela Baptista<br>
O importante é manter viva a imaginação Marcámos encontro com Víctor Capela Baptista, no Café «Chez Nous», ali no começo da Avenida Alfredo da Silva, com o objectivo de nos conhecermos o seu mais recente livro, o seu primeiro romance: «1 conto numa vida de casos».

Vítor Batista aguardava-nos e mal entrámos já tinha na sua mão o livro, com dedicatória para oferecer. Um romance que conta estórias que se movem entre a ficção e o real, diz-nos.
“Sabe o importante é manter viva a imaginação”, comenta Vítor Batista, pega no livro de forma a apaixonada, sente-se o entusiasmo de ter nas suas mãos o seu primeiro romance, numa edição de autor.
“Na Belgráfica deram-me todo o apoio. Foram extraordinários”, comenta.

Uma vida em microcontos

Vítor Batista o ano passado editou, com a chancela da «Chiado» o seu livro «Uma vida em microcontos». Foi quando nos conhecemos no encontro no dia do lançamento desta obra, um conjunto de micro contos, onde “está muito da sua vida”.
Vítor Capela Batista, é natural do Barreiro, onde nasceu a 28 de Setembro de 1949, licenciado em engenharia Quimica, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa. Foi responsável pela fábrica dos Adubos da CUF, a partir de 1 de Fevereiro de 1974, transitando depois para a Quimigal e para a Adubos de Portugal. Está jubilado. E apesar das suas dificuldades de locomoção, não abdica da sua vida social quotidiana. E pela escrita agarra-se ao futuro.

É preciso dar força á imaginação

Vítor Batista, na nossa breve conversa, sublinha a sua paixão pela escrita, o prazer que lhe dá cultivar o conto, o micro conto, a quadra, a trova, e, agora, esta viagem pelo romance que são estória da vida. N a conversa sente-se que vive de forma intensa as personagens. Fala delas como se estivessem ali, ao lado, na nossa mesa, num ameno convivio.
Salientou o gozo que lhe dá criar personagens, dar-lhes vida própria e dialogar com todas elas, nesse fluxo de criatividade – “é preciso dar força á imaginação”.
Uma das modalidades literárias mais cultivada por Vitor Batista são os contos, tendo a o longo de anos conquistado diversos 1º s prémios em Jogos Florais, quer no Brasil, quer em Portugal.

As estórias Roque e da Amiga

Vamos conversando. Vitor pede dois cafés. A funcionária atende-nos e brinca com - «O Senhor Vítor». Troca palavras de familiaridade – “estou por aqui todos os dias”. Ela parte para outro cliente, ele comenta : “É muito gira. Não acha?”.
O café «Chez Nous» é ponto de encontro de tertúlias – “ali fora junta-se o grupo do futebol, mas eu não gosto muito do futebol”, diz Vitor Batista.
Aquele café, ali ao fundo da Avenida Alfredo da Silva, é um recanto onde ainda se respira o ambiente de bairro, aquela marca que faz a identidade barreirense. Todos se conhecem.
Despedimo-nos. Vou ler o seu romance com atenção, digo. “Leia são as estórias Roque e da Amiga””, diz-nos. Abrimos uma página ao acaso onde lemos: “o amor não se compra, conquista-se”. “Vou ler”, comento. O Vitor sorri, um sorriso enigmático.
Saímos para rua, as árvores da Avenida Alfredo da Silva abrem as folhas, pintando a paisagem, com um colorido que anuncia o Outono. Um tom que toca a imaginação. Olhamos para trás e sorrimos. É isso, na vida, o importante é mesmo manter viva a imaginação, isso, é manter a vida a florir.

O Vitor é um homem de genica, nota-se que, de facto, é daqueles que gosta de encher o tempo e não sucumbir, nem desistir, quer manter abertas as asas da imaginação que, afinal, dá-lhe prazer, sentir esse ponto de encontro da criatividade que nasce de casos que se transformam, pela imaginação, num conto que é a vida.

S.P.

20.11.2020 - 00:21

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