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Na Oficina de Teatro Mário Pereira - Teatro de Ensaio do Barreiro
Apresentação do livro «Júlio de Melo Fogaça na organização comunista»

Na Oficina de Teatro Mário Pereira - Teatro de Ensaio do Barreiro<br />
Apresentação do livro «Júlio de Melo Fogaça na organização comunista» A historiadora Maria Filomena Rocha Lopes irá fazer a apresentação do seu primeiro livro "Júlio de Melo Fogaça na organização comunista", no próximo sábado, dia 28 de Novembro, pelas 17 horas, na Oficina de Teatro Mário Pereira - Teatro de Ensaio do Barreiro.

Texto de Maria Filomena Rocha Lopes

Júlio de Melo Fogaça tenta reatar as ligações entre o PCP e a IC mas esta preferia os contatos com o grupo de Vasco de Carvalho. Para o PCP em reorganização, o restabelecimento desta ligação era fundamental porque o partido não tinha sequer fundos para se manter. Júlio Fogaça vai utilizar o prestígio de José Rodrigues Miguéis na comunidade americana para restabelecer os contatos com a IC.
Segundo António Ventura, Júlio Fogaça escreve uma carta a José Rodrigues Miguéis, jornalista, escritor, membro do PCP desde os anos trinta e emigrante nos EUA desde 1935, dizendo-lhe que lhe envia uma segunda carta destinada à IC. Na carta datada de 15 de julho de 1941, Fogaça escreve em nome de um PC desacreditado pedindo a sua interferência para ligação à IC. Nesse sentido Fogaça nomeia Miguéis representante do PC junto do PCEU liderado por Earl Browder para restabelecer as ligações entre os reorganizadores e a IC . Em pleno processo de reorganização este descreve as dificuldades e os erros da anterior direção, mas trata-se de uma tentativa de credibilização do novo PC e também a necessidade de dotar o partido de fundos monetários, para promover a propaganda partidária.
Júlio Fogaça utiliza um membro do PC espanhol ligado às Ediciones Europa-América em Barcelona, um dos canais utilizados para a ligação à IC, para enviar à IC um relatório sobre o PCP, originando uma grande celeuma nas vésperas do VII Congresso da IC na delegação portuguesa que se deslocara a Moscovo: Bento e Manuel Roque Júnior .

Júlio Fogaça aproveita esta carta que envia à IC por intermédio de Miguéis, para esclarecer mal entendidos entre os elementos do secretariado presos em 1935: Bento Gonçalves, José de Sousa e ele próprio . Na carta que Fogaça escreve à IC durante o processo de reorganização de 41 afirma que a IC dissolvera o PCP. José Gregório/«Alberto» esclarece no IV Congresso que a IC dissolve o PCP por considerar que este está minado de provocadores.
O Grupo Clara Zetkin era o elo de ligação de Miguéis aos comunistas portugueses e Fogaça contacta-o para que este servisse de «referente» com o PCEU. Este grupo utiliza os marinheiros da marinha mercante americana que aportavam Lisboa como elos de ligação para a correspondência internacional. O PCP já recebera ajuda financeira através deste Grupo Clara Zetkin, informação que sairia no jornal Avante dos reorganizadores, de 1 de agosto de 1941, série VI.

19.11.2015 - 23:41

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