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Na Escola Profissional do Montijo
«Jaula de Ferro – A prisão económica da maioria» o novo livro de Alcídio Torres

Na Escola Profissional do Montijo<br />
«Jaula de Ferro – A prisão económica da maioria» o novo livro de Alcídio TorresAlcídio Torres apresenta no dia 11 de Julho, pelas 18h30, na Escola Profissional do Montijo, o seu último livro: “Jaula de Ferro – A prisão económica da maioria”.

Como prova de que a política de austeridade nas novas condições históricas do capitalismo tem como objectivo máximo repor a disciplina do capital e evitar, ao máximo, uma forte destruição do capital acumulado, o livro introduz, na sua apresentação, o exemplo paradigmático do Furacão Katrina, para demonstrar que o capitalismo utiliza, inclusive, as catástrofes naturais para aumentar as suas taxas de lucro.

O objectivo desta obra é mostrar que o actual sistema capitalista e o seu modo de produção utiliza as crises económicas, as catástrofes naturais e a desfavorável correlação de forças para reforçar a disciplina do capital nas economias capitalistas contemporâneas. Ao utilizarem todos os meios ao seu alcance para implementar essa política de Estado, os governos procuram, acima de tudo, recuperar as taxas de lucro das empresas capitalistas, seja pela redução directa dos gastos públicos sociais, seja pela redução indirecta do salário real no sector privado.
Com este trabalho, Alcídio Torres defende que as políticas de austeridade empobrecem os povos e os países, desrespeitam os direitos humanos fundamentais e matam vidas humanas, como oportunamente denunciou o Papa Francisco.

Os capitalistas, segundo o autor, compreenderam, na actualidade, que podiam multiplicar o seu lucro explorando a imaginação dos trabalhadores, os seus dotes organizativos, a sua capacidade de cooperação, assim como todas as virtualidades da sua inteligência. Com esse objectivo desenvolveram a tecnologia electrónica e os computadores, e remodelaram os sistemas de administração de empresas, implantando-se o toyotismo , a qualidade total e outras técnicas similares de gestão.

A destruição da natureza, o desperdício alimentar, a existência de fome no mundo, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, as desigualdades, o aniquilamento dos direitos sociais e laborais, a concentração de rendimento nas mãos de poucos, a militarização da vida social, a “obsolescência planeada”, são desumanidades que revelam o “genocídio silencioso” e a barbárie da crise “rastejante

Assim, como o fundamentalismo se manifesta em torno da verdade única e, em nome dela, provoca o terror e a morte, o neoliberalismo, segundo Alcídio Torres, actua em nome da verdade única da austeridade, provocando a pobreza e matando em nome da ordem, dos tratados e das leis.
Também em Portugal, a repartição do rendimento entre capital e trabalho alterou-se profundamente entre 1975 e 2005 (dois anos antes da crise de 2007). Se em 1975 a parte salarial na riqueza produzida (PIB) correspondia a 60%, em 2005 a fatia salarial descia para os 52% da riqueza produzida.

A origem da crise está, em essência, no actual modo de produção (apostado no máximo lucro) e na sua tendência para gerar enormes massas de trabalhadores desempregados.
É este modo de produção orientado para o lucro máximo que gera os paraísos fiscais e não os paraísos fiscais que geram este modo de produção, fomentador de profundas desigualdades.

Alcídio Torres, pretende demonstrar na sua obra, que o suprime, a corrupção e outros fenómenos tidos por muitos como a origem da crise não são mais que fenómenos decorrentes da própria origem da crise. E a origem da crise, segundo o autor, está na violenta da contradição entre o carácter social da produção e a apropriação privada capitalista dessa mesma produção. No modo de produção actual, o aparecimento de crises tem origem na divergência entre as condições de produção e as de realização.

O capitalismo produz uma quantidade de meios de consumo excedentária face à capacidade de poder de compra da maioria da população. Quando a oferta é superior à procura o capitalista não consegue reaver as suas margens de lucro, uma despedem, outros são obrigados a reduzir substancialmente a sua capacidade de produção, o que leva ao desemprego e à continuada incapacidade de consumo das grandes massas. É aí que entronca as crises.

01.07.2019 - 10:48

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