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Susana Talete escreveu «Histórias do Advento»
Um encontro com o lugar…onde as pessoas estão a aprender a ser felizes.

Susana Talete escreveu «Histórias do Advento»<br>
Um encontro com o lugar…onde as pessoas estão a aprender a ser felizes.<br>
O livro de Susana Talete é uma pérola, uma escrita que sente-se, na verdade, só podia ter nascido nessa força que é o amor, na construção dos dias com os outros – a família, os amigos. Nada mais belo.

Um dia, num dos nossos encontros habituais, que fazem parte da sua vida profissional, disse-lhe : “Ainda não escrevi o texto que gostava de escrever sobre o teu livro”.
Hoje, dia 27 de Setembro, é o dia do seu aniversário. Procurei o seu livro, que, na altura li num instante, saboreando e deliciando-me com as aventuras do “Pequeno Duende”, do Rudolfo, ou, até do Joãozinho.

Então, neste dia de seu aniversário, decidi escrever, e, portanto, aqui ficam as breves notas que rabisquei, enquanto viajava pelos céus no trenó da imaginação, consciente dessa certeza – como dizia o poeta – que o Natal é sempre que um homem quiser, sempre, principalmente, nesse dia que cada um de nós festeja, para assinalar o começo de um caminho. A vida.

E, na verdade, na vida, um dos grandes desafios que cada um de nós tem pela frente, é esse espelhado de forma maravilhosa na primeira ‘estória’ do livro de Susana Talete. Sim, é o livro «Histórias do Advento» que motiva este meu texto, prometido e adiado, que, hoje, quero partilhar, porque a vida só faz sentido imenso com partilha. É nisso que, afinal, o Natal é vivido todos os dias.

A primeira ‘estória’ do livro de Susana Talete, dizia, é mesmo essa, o grande desafio da vida de todos nós – descobrir o nosso talento, viver o nosso talento. A nossa maior felicidade está nesse viver fazendo o que gostamos e integrando uma equipa, para tal, o primeiro passo é nunca desistirmos. Por muito que nos digam que não conseguimos, por muito que repitam que somos pequeninos, o principal é acreditarmos que somos capazes. Nunca esquecer que uma pequena semente dá uma árvore.
Sim, construir a felicidade dá trabalho, muito trabalho, mas quando trabalhamos e sentimos que o nosso trabalho ajuda a fazer um mundo melhor – isso é a felicidade!
Esta é a primeira lição que vivi ao ler o livro de Susana Talete.

A segunda lição, essa tocou dentro do coração, uma história que, na sua simplicidade veio dizer-nos que por vezes, na vida e no mundo de hoje, ficamos apaixonados por novas tecnologias – pode ser o robot, ou uma rede social – e, ao descobrir o novo somos levados a esquecer o velho. Um novo amigo faz esquecer o velho amigo. Os amigos virtuais parece que contam mais que os amigos que nos tocam olhos nos olhos.
Uma ‘estória’ que toca o coração, que nos motiva a reflectir sobre o sentido da palavra amizade. Podemos fazer novos amigos. A vida e as novas tecnologias podem, por vezes, encantar-nos, mas, de certeza aquelas amizades forjadas na vida, com amor e partilha, com beijos feitos de cravos, em liberdade, essa amizade nunca podemos esquecer, porque está no coração. É isso, nunca abandones o ‘ursinho de peluche’ que acalenta os dias escritos com a palavra – amizade!

O livro de Susana Talete, as ‘estórias inventadas’ que contava aos seus filhos, na ternura do adormecer, estão escritas com a pureza da sua forma de estar e viver, procura passar despercebida, discreta, como discreta é a sua escrita. Ser discreta não significa ser ausência. Não. O livro «Histórias do Advento» é um cântico ao amor, à amizade, ao trabalho de equipa, ao encontro de cada um de nós com os dias. Sim, cada dia é um advento.

Uma ‘estória’ que gostei e achei fascinante foi aquela do «nascer» da árvore de Natal, que foi construída naquela aldeia onde viviam pessoas tristes e zangadas, até ao dia, que no centro foi erguida a árvore de natal, enfeitada de bolas e luzes.
E foi aquela árvore que trouxe luz, colorido e alegria, às ruas cinzentas, por onde vagueavam pessoas zangadas e tristes, que, afinal, ao ser erguida iluminou a vida quotidiana com a mensagem de alegria que faz pessoas felizes.
Hoje, na aldeia as pessoas estão a aprender a ser felizes.
No mundo de hoje, onde há tantos a cultivar o ódio e a intolerância, fico a pensar, que, na verdade, é pena que as pessoas só falem em humanismo, nas cidades, naqueles dia Natal.
Tens razão Miguel - a árvore de Natal foi uma boa ideia… agora, aprendam a ser felizes.

O livro de Susana Talete é uma pérola, uma escrita que sente-se, na verdade, só podia ter nascido nessa força que é o amor, na construção dos dias com os outros – a família, os amigos. Nada mais belo.
Talvez, por isso, de facto, o presente certo, que cada um de nós pode receber e dar, é aquele que abre a porta ao convívio, aos relacionamentos que permitem construir memórias, fazendo futuro no presente. Pode ser mesmo um sabonete – que pode perfumar, limpar, permitindo que nos sintamos bem connosco, e, que os outros se sintam bem ao nosso lado e nós com os outros. A vida é mais bela quando partilhada por dentro de ‘estórias’ perfumadas de amor.
Obrigado Susana Talete. Parabéns.

António Sousa Pereira

Histórias do Advento
Susana Talete
Ilustrações Ricardo Fernandes
Chiado Books
1ª edição Junho 2018

27.09.2019 - 17:40

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