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Bruno Vieira Amaral escritor do Barreiro
«Uma ida ao motel» - tudo que somos...até ao último dos dias.

Bruno Vieira Amaral escritor do Barreiro<br>
«Uma ida ao motel» - tudo que somos...até ao último dos dias.<br>
Nestas páginas sentimos a Margem Sul e Lisboa, a vida real a pulsar nas palavras, que podem ser de um jornalista, de um cronista, de um poeta – o mundo real, a vida real. A humanidade, em todas as sua perfeições e imperfeições.

O livro «uma ida ao motel» de Bruno Viera Amaral é uma colectânea de «contos» que nos proporcionam uma viagem por dentro de tudo que é humano. Um texto marcado de oralidade, que vamos lendo como quem escuta uma sucessão de histórias, que, afinal são fragmentos de cidade, de vida. A vida pura e dura. A vida que faz rir, que faz chorar, a vida que sentimos nasce e morre entre as duas margens do Tejo, em desejos, em paixões. Sentimos que estamos ali, nós e os outros. Uns e os outros.

A vida é um motel, que encontramos em devaneios nos encontros e desencontros nas redes sociais, no tempo que percorremos em busca de sonhos. O casamento. O emprego. O chefe. A precariedade de emprego. A tragédia humana. Uma obra marcada de ambientes sociais, palavras escritas com ternura, com silêncios. Uma obra que é um laboratório para desenvolver um estudo antropológico – social, cultural, filosófico.

As relações humanas. A luta pela vida, pelo viver e pelo sobreviver. Uma obra que nos fazer sentir o microcosmos e o macrocosmos.
Uma obra que tem uma linha que nos conduz na leitura e no pensar – o tempo. As marcas do tempo. As recordações.
A tristeza. O amor. A dor. As paixões e os vicios. O sobrenatural. O sexo. As desilusões. A Liberdade.

Nestas páginas sentimos a Margem Sul e Lisboa, a vida real a pulsar nas palavras, que podem ser de um jornalista, de um cronista, de um poeta – o mundo real, a vida real. A humanidade, em todas as suas perfeições e imperfeições. A doença. A sorte. A morte.
São contos crónicas, que no seu conjunto são um verdadeiro romance feito de muitas personagens, que mergulham por dentro de si, no seu ser e ter, nos medos, na maldade, no amar e no assassinar. Talvez por isso mesmo, ficamos com a sensação que a vida é uma ida ao motel, porque, afinal, cada texto é um fragmento de cidade, um entrar pelas janelas e ir ao encontro do tempo e do mundo que vivemos.

Percorremos as páginas como quem percorre por dentro de um puzzle, bocados de vida, que parecem ser histórias desligadas entre si, mas, que, afinal, têm de comum – o tempo, as percepções. A cidade. As relações humanas.

Um texto que não impõe interpretações, que não aponta dogmas, que não tem ideologia, que não tem fé, um texto que nos diz apenas – nada do que é humano me é estranho. O eu. O nós. O individuo. A sociedade. Os comportamentos humanos levados ao limite do amor e do ódio. A pureza de sentimentos. A brutalidade dos sentimentos. Tudo que somos...até ao último dos dias.

Um texto que nos envolve, ternamente, que nos motiva a sentir os desejos, o proibido – um texto psicológico e sociológico. Que faz rir e pensar. Um texto que cada leitor sente com a sua experiência de vida, na sua interioridade e na sua sociabilidade.

António Sousa Pereira

Sobre a obra
«Uma ida ao motel – e outras histórias»
Bruno Vieira Amaral
Editora Quetzal
1ª edição – Abril 2020
Nasceu no Barreiro, no ano de 1978.
Prémio José Saramago no ano 2015.

25.07.2020 - 20:17

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