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Lançamento do livro MATARAM MARIANA…em Setúbal
Sábado, dia 30 de ABRIL, pelas 16.00h, MAEDS

Lançamento do livro MATARAM MARIANA…em Setúbal<br>
Sábado, dia 30 de ABRIL, pelas 16.00h, MAEDS Quase nada sabemos sobre Mariana Torres e António Mendes, os dois operários mortos em 13 de Março de 1911, em Setúbal, pelas balas da recém-criada Guarda Republicana. Porém, essas mortes (cinco meses após o 5 de Outubro) e a imagem das indefesas operárias conserveiras baleadas na Avenida Luísa Todi, quando lutavam pela sua dignidade como operárias e como mulheres, foram um acontecimento marcante para a relação entre a República e o operariado e a própria evolução histórica da 1ª República.

Sábado, dia 30 de ABRIL, pelas 16.00h, MAEDS
Lançamento do livro:
MATARAM MARIANA…
Dos Fuzilamentos de Setúbal
À Ruptura Operariado-República
Em 1911

Autor: Álvaro Arranja
Edição: Centro de Estudos Bocageanos
Apresentação do livro: Daniel Pires e Joaquina Soares


Sobre o livro:
Quase nada sabemos sobre Mariana Torres e António Mendes, os dois operários mortos em 13 de Março de 1911, em Setúbal, pelas balas da recém-criada Guarda Republicana. Porém, essas mortes (cinco meses após o 5 de Outubro) e a imagem das indefesas operárias conserveiras baleadas na Avenida Luísa Todi, quando lutavam pela sua dignidade como operárias e como mulheres, foram um acontecimento marcante para a relação entre a República e o operariado e a própria evolução histórica da 1ª República.

Passados os momentos iniciais da natural euforia revolucionária, imediatamente posterior ao 5 de
Outubro de 1910, o novo regime tem de encarar os problemas do país. O ano de 1911, vai ser preenchido por esse choque com a realidade de um país alheio aos grandes ventos da industrialização que sopram no centroe norte da Europa.

Como Afonso Costa reconheceu em 1929, numa carta a Teixeira Gomes, com um conhecimento proporcionado
pelo exílio e pela derrota, o estado de guerra com as classes trabalhadoras, deu um contributo decisivo para tornar a República incapaz de resistir aos seus opositores e impedir a sua queda. Foi em Setúbal o divórcio se consumou. Os cadáveres de Mariana Torres e António Mendes ergueram-se como um testemunho da ruptura entre o operariado e o poder republicano.
As balas que mataram Mariana na Avenida Todi, mataram também Marianne, símbolo dos ideais republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade.

Sobre o autor:
Álvaro Arranja é historiador e professor. Tem vários trabalhos publicados sobre história do movimento operário em Portugal, a I República e história local de Setúbal. Em 2010 publicou Anarco-Sindicalistas e Republicanos. Setúbal na 1ª República.

Entrada Livre

MAEDS- Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal
Av. Luisa Todi, 162, 2900 Setúbal

11.4.2011 - 13:10

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