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Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra, Setúbal e ICNF
Submetida a Candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera

Câmaras Municipais de Palmela, Sesimbra, Setúbal e ICNF <br />
Submetida a Candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera dia 17 de junho a Candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera foi submetida ao Comité Nacional do Programa Man and the Biosphere (Homem e a Biosfera) da UNESCO.

O processo de construção desta candidatura iniciou-se no final do ano de 2016, com a assinatura do protocolo entre a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) e as entidades proponentes desta candidatura – Câmara Municipal de Palmela, Câmara Municipal de Sesimbra, Câmara Municipal de Setúbal e Instituto da Conservação da Natura e das Florestas (ICNF) – e o seu desenvolvimento só foi possível com o empenho e dedicação de toda a comunidade.
A candidatura propõe o reconhecimento e o aprofundamento do território Arrábida como laboratório vivo de sustentabilidade, pelo desenvolvimento harmonioso entre as atividades económicas, sociais e culturais e a salvaguarda, conservação e recuperação de ecossistemas, dentro do riquíssimo bioma mediterrânico que a Serra da Arrábida e o conjunto da região comportam.
“Esta candidatura, que resulta de um anseio das próprias comunidades e que aproveita todo o manancial de conhecimento científico adquirido ao longo de décadas e que suportou antes outras candidaturas, é confiada aos seus promotores, tentando na medida do possível ilustrar o tesouro mundial que jaz nas encostas de uma cordilheira única, confiando que a sua riqueza e a gestão que dela tem sido feita, merecem a sua classificação como Reserva da Biosfera.” (Formulário Candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera. 2024)
Foi um longo caminho percorrido para dar resposta aos requisitos técnicos, científicos e formais da candidatura. Um caminho de aprendizagem e de aprofundamento da articulação e de trabalho conjunto entre as entidades promotoras e os diversos atores da comunidade, que permitiu construir pontes necessárias para o futuro.
Em conferência de imprensa, realizada ontem, no Forte de S. Filipe, em Setúbal, o Presidente do Conselho Diretivo da AMRS, André Martins, reforçou que este “é um projeto de uma visão integrada para o desenvolvimento deste território” e que “é fundamental que haja uma harmonia entre manter as diferentes atividades humanas, reguladas, com a salvaguarda e garantia do património natural de uma riqueza que nos cabe a todos preservar”.
O Presidente do Conselho Diretivo do ICNF, Nuno Banza, reforçou que esta candidatura é “um extraordinário exemplo de como é possível congregar um conjunto de vontades para um objetivo verdadeiramente maior”.
Para o ICNF, o reconhecimento da Arrábida enquanto Reserva da Biosfera, mais do que uma figura de proteção, traduz-se “num valor acrescentado, de maior visibilidade internacional, de integração numa rede de contactos e de intercâmbio com outras áreas congéneres da mesma natureza noutros países e de reforço da imagem do espaço Arrábida enquanto marca de qualidade e de valor”, afirmou Nuno Banza.
O Presidente do Município de Sesimbra, Francisco de Jesus, relembrou que a Reserva da Biosfera da Arrábida “não acrescenta nem retira restrições face ao que já está consagrado nos vários instrumentos de gestão territorial em vigor, mas representa antes, aquilo que pretendemos para este território de valores excecionais, e que está identificado como um grande ativo económico e turístico desta região, porque não queremos que seja adulterado face àquilo que existe”.
O Presidente do Município de Palmela, Álvaro Amaro, valorizou o percurso percorrido e o empenho dos técnicos das entidades proponentes e salientou que a constituição da Reserva da Biosfera da Arrábida faz falta à Região.
A candidatura segue agora os seus procedimentos formais pela mão do Comité Nacional do Programa Man and the Biosphere junto da UNESCO e em setembro de 2025 conheceremos o resultado da candidatura.
O programa científico da Unesco Man and the Biosphere (Homem e a Biosfera) lançado na década de 70, centra-se essencialmente na conservação e preservação da natureza em conciliação com a atividade humana, numa lógica de desenvolvimento económico, social e ambientalmente sustentável e envolvendo de forma ativa e em harmonia as populações locais.

Fonte - AMRS

18.06.2024 - 14:37

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