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Belezas naturais e paisagísticas da Arrábida - Setúbal
Região dada a conhecer no circuito «Bus Tour»

Belezas naturais e paisagísticas da Arrábida - Setúbal<br>
Região dada a conhecer no circuito «Bus Tour»As belezas naturais e paisagísticas da Arrábida, a produção de vinho e o fabrico artesanal de azulejos são algumas das potencialidades da região dadas a conhecer no circuito “Bus Tour”, a funcionar desde sábado.

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal fez questão de embarcar na viagem inaugural da segunda edição desta iniciativa, promovida pela Autarquia, em parceria com as empresas “Mil Andanças” e TST. Durante uma breve paragem num dos miradouros da Serra da Arrábida, Maria das Dores Meira, salientou a importância do “Bus Tour” como forma de tirar partido do melhor que existe em Setúbal.

“Que todos possam usufruir do sentimento que eu acho que estamos todos a ter. Falta-nos o fôlego”, realçou Maria das Dores Meira, tendo como cenário toda a beleza natural da Serra da Arrábida, candidata a Património Natural da Humanidade.

O privilégio em ter uma “paisagem e um município tão bonitos” convida, segundo a autarca, a conhecer e a divulgar lá fora. Convite que turistas, residentes locais e comunicação social desfrutaram nesta viagem turística, com mais de três horas.

Com partida marcada para as 10h00, junto do Esperança Centro Hotel, na Avenida Luísa Todi, o autocarro com vista panorâmica começou por percorrer a zona ribeirinha da cidade, entrando na Serra da Arrábida, para, através do Vale da Rasca, rumar a Azeitão.

Acenos e buzinas dos automóveis foram distribuídos por transeuntes ao longo do percurso. “É uma surpresa para as pessoas que passam pelo autocarro”, referiu Ana Vilhena, da operadora turística “Mil Andanças”, que, durante a viagem apresentou os locais de interesse cultural, histórico, natural e económicos da região.

“No ano passado, pessoas de Setúbal foram as primeiras a fazer este passeio e disseram que ficaram com outra perspectiva do que já conheciam”, salientou.

O Parque Urbano de Albarquel, equipamento que deu novo contacto com o rio Sado, a Comenda, o Vale da Rasca, propício à agricultura e à pastorícia, e a coudelaria Xavier de Lima, dedicada à criação do cavalo lusitano, foram alguns dos pontos de passagem, comentados pela operadora, que chamou a atenção para as “diferenças de temperatura, cheiros, cores e todo o meio envolvente”.

Após a subida do Alto das Necessidades, os elementos arquitectónicos renascentistas da Quinta da Bacalhoa anunciaram a entrada em Azeitão, seguindo-se a primeira paragem obrigatória, a “S. Simão Arte”.

Nesta oficina de fabrico artesanal de azulejos, com 28 anos, os visitantes ficaram a conhecer todos os processos da produção, destinada em 30 por cento aos Estados Unidos.

Cerca de 60 por cento da produção fica em Portugal, nomeadamente no Sul do País, já que o azulejo propicia casas mais frescas.

Do estender a argila, passando pelo corte do “biscoito” e pela secagem nas prateleiras – seis meses no Inverno e mês e meio no Verão –, até ao forno agora eléctrico, outrora a lenha, onde após 16 horas, a mais de mil graus, sai azulejo, foram as etapas mostradas do fabrico deste artefacto que constitui um património da região.

As técnicas de vidragem e de pintura do azulejo foram também ensinadas aos passageiros do “Bus Tour”, principalmente aos estrangeiros, que saíram satisfeitos com a tradução personalizada para inglês.

“Não estavam à espera que a visita fosse comentada e traduzida”, revelou Ana Vilhena, que acha fundamental esta atenção para com os visitantes.

Já nas caves José Maria da Fonseca, no centro de Vila Nogueira de Azeitão, terra onde viveu o poeta Sebastião da Gama, Isolete Azevedo, setubalense e residente no Luxemburgo há 40 anos, mostrou-se “muito satisfeita” com a iniciativa.

A emigrante, que comprou na “S. Simão Arte” algumas recordações para oferecer, disse que este circuito turístico é necessário. “Os turistas apreciam mais do que nós”, referiu Isolete Azevedo, exemplificando com a satisfação da amiga do Luxemburgo que a acompanha.

O “Periquita”, vinho que Isolete Azevedo mencionou ter muita saída no Luxemburgo, e o “Moscatel de Setúbal” foram dois produtos destacados nas caves onde são produzidos.

A história José Maria da Fonseca, empresa familiar fundada em 1835, conta-se na sala-museu, onde se expõem fotografias, documentos e muitas medalhas, como a primeira ganha em 1855, em Paris, com o conhaque moscatel, que permitiu, a partir daí, a exportação.

Actualmente, por ano, a produção é de sete milhões de litros de vinho, 30 mil por hora, em três linhas diferentes de engarrafamento, sendo 75 por cento para exportação, assumindo-se os Estados Unidos, o Brasil e a Suécia como os principais mercados.

A saída das caves José Maria da Fonseca deu-se por volta das 12h45, com destino a Setúbal, mas não sem antes contemplar o verde da Serra da Arrábida, as praias, a Península de Tróia e a baía de Setúbal, que integra o Clube das Mais Belas Baías do Mundo.

Já na cidade, o percurso turístico aproximou-se do fim, com passagem pela Doca dos Pescadores.

Visivelmente satisfeitos, os passageiros desembarcaram junto do Esperança Centro Hotel, local de início e fim da rota do “Bus Tour Arrábida”, a funcionar todos os sábados a partir das 10h00, com vontade de usufruir dos novos circuitos de comboio e bicicletas que vêm complementar as várias ofertas do Concelho.

A par dos autocarros turísticos para a Arrábida e para Palmela, este último percurso com início a 7 de Agosto, as bicicletas, que entram em funcionamento a partir desta semana, fazem trajectos pelo centro da cidade, enquanto os comboios, a funcionar nos próximos dias, destinam-se a Azeitão e à cidade, com viagens entre o Parque Urbano de Albarquel e o centro histórico.

A presidente da Câmara Municipal afirmou que este é um investimento da Autarquia, em colaboração com operadores turísticos, “há muito ansiado pela restauração, pela hotelaria e por empresas da área do turismo”.

A possibilidade de prolongar os autocarros pelo ano inteiro foi referida pela autarca, uma hipótese que está a ser vista com os TST.

Em relação aos comboios, estes são para funcionar diariamente durante todo o ano, com excepção dos meses de Inverno, em que os circuitos são apenas aos fins-de-semana.

19.7.2010 - 15:48

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