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PDX – Muitas histórias, muitos títulos, muita gente
28 anos de Plano de Desenvolvimento do Xadrez no concelho do Barreiro

PDX – Muitas histórias, muitos títulos, muita gente<br />
28 anos de Plano de Desenvolvimento do Xadrez no concelho do Barreiro . Uma experiência que alargou ao país e a Espanha

. Nas escolas do Ensino Básico do concelho actualmente estão envolvidas cerca de 1100 crianças.

Hoje, dia 2 de Outubro, são assinalados 28 anos do arranque do PDX – Plano de desenvolvimento do Xadrez, um projecto que no ano 1992, foi motivo de assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Federação Portuguesa de Xadrez.

Sérgio Rocha, Mestre Internacional de Xadrez, um dos rostos que esteve envolvido no arranque do PDX – Plano de Desenvolvimento do Xadrez, num breve diálogo com o jornal «Rostos», sublinhou que, neste dia, era essencial deixar “uma palavra para António Bravo, porque foi ele o pensador e o criador deste plano”.
“Eu tenho 48 anos, desses foram 28 anos que dediquei ao PDX, obviamente que, no dia de hoje, sinto-me feliz.
São muitos anos, são muitas histórias, foi muita gente envolvida.
Hoje, há alguns que estiveram, como crianças, nesse arranque do PDX, que estão a acabar, ou já acabaram teses de doutoramento. Uns estão no país, outros estão fora”, comentou Sérgio Rocha, que, notámos, estava emocionado ao recordar todo o tempo vivido com paixão ao Xadrez e ao desenvolvimento da modalidade.

Título de vice-campeões europeus de escolas

“Esta foi uma experiência que, no Barreiro, foi onde, pela primeira vez no país a actividade desenvolveu-se nas escolas do Ensino Básico.
Já tinha existido um Plano em Loures e também existia em Almada, que é mais antigo que o nosso. Mas este trabalho de um plano de formação, com base em 85 núcleos de Xadrez, a funcionar nas escolas do 1º ciclo, envolvendo 1.600 crianças. Foi inédito e o primeiro no país.
Nós promovíamos o inter-escolas, que era um momento anual único de encontro do Xadrez, no Pavilhão do Fabril, no Pavilhão Municipal.
Nesse tempo chegámos a conquistar o título de vice-campeões europeus de escolas. Trouxemos para Portugal a medalha de prata.
Esta nossa experiência, foi exportada inicialmente para o Porto, depois foi seguida por outros concelhos do país. E, mesmo aqui ao lado, na Extremadura, em Espanha, este projecto do PDX foi implementado. Estive lá a acompanhar a implementação”, sublinhou Sérgio Rocha.

Continuamos com cerca de 1.100 crianças

Sérgio Rocha salienta que, ainda nos dias de hoje, antes do inicio da pandemia do COVID, funcionavam no concelho do Barreiro, 80 a 90 núcleos nas escolas do ensino básico, envolvendo cerca de 1.100 crianças.
Recordou que com a implementação das AEC’s – Actividades Extra Curriculares registou-se uma diminuição de praticantes nas escolas, mas, foi possivel adaptar e estabelecer protocolos e envolver o Xadrez nas AEC’s.
Sublinhou que os tempos de hoje são diferentes dos anos que o PDX arrancou, hoje as crianças têm muito mais actividades, há a internet, e tudo mudou – “mas apesar disso tudo, nós continuamos com cerca de 1.100 crianças nas escolas”.

Todos os anos títulos nacionais

Sérgio Rocha, no decorrer da conversa com o jornal «Rostos» referiu que umas das dificuldades actualmente é motivar as crianças a participar em provas ao nível federado.
Recordou que em tempos existiram no concelho oito clubes federados, hoje são três, Ferroviários e Barreirense, ambos com títulos de campeões nacionais, por equipas, e, Santoantoniense, com títulos de campeões nacionais, individuais.
“Os resultados do trabalho desenvolvido através do PDX são visiveis anualmente, quando da entrega das medalhas pelo municipio, estão lá sempre títulos nacionais de Xadrez.”, refere Sérgio Rocha.


02.10.2020 - 20:19

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