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conversas de 2 minutos

Candidato do BE à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro
Francisco Alves - TCB – devem ser o polo da intermunicipalização dos transportes

Candidato do BE à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro<br />
Francisco Alves - TCB – devem ser o polo da intermunicipalização dos transportes<br />
. Bloco de Esquerda não quer construção na Braamcamp

O Bloco de Esquerda defende a TTT – Terceira Travessia do Tejo, assim como a construção das duas pontes de ligação Barreiro – Seixal – “a rodoviária tantas vezes prometida e que não sai do papel”, e a pedonal-ciclável que estava acordada e preparada para se dar caminho, refere Francisco Alves.

Marcámos um café com todos os candidatos à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro para uma breve conversa neste tempo de eleições autárquicas. O ponto de encontro é o Café Bar da SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro, esses espaços de democracia e liberdade.
A primeira conversa foi com Francisco Alves, candidato à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, pelo Bloco de Esquerda.

A minha marca é ser dirigente sindical

Francisco Alves, 66 anos, nascido em Belém, Lisboa, vive no Barreiro há mais de 20 anos.
Começou a sua vida profissional como Operário, na empresa Mompor, ligada à CUF e depois Quimigal, posteriormente passou a Técnico Administrativo.
Recorda que desde o 25 de Abril rem estado envolvido na vida sindical – “a minha marca, o ser dirigente sindical, delegado sindical, membro da Comissão de Trabalhadores, é essa a minha marca”.
É na vida sindical que tem desenvolvido a sua actividade política.
Refere que foi eleito durante dois anos na Assembleia Municipal de Lisboa, tendo integrado nas últimas autárquicas, em 2017, a lista do Bloco de Esquerda para a Assembleia Municipal do Barreiro.
“Fiz este mandato de quatro anos e aprendi, as diferenças que existem, entre um mini parlamento, que é a assembleia municipal de Lisboa, e, a assembleia municipal do Barreiro”, salientou.

Importante fazer crescer a cidadania e a participação

Interrogámos sobre o seu olhar sobra a democracia nos dias de hoje, Francisco Alves, considera que na perspectiva da democracia, da intervenção e da transparência e da participação das pessoas, que é aquilo que o Bloco de Esquerda defende, é, importante “fazer crescer a cidadania e a participação”.
Recorda que este mandato autárquico foi afectado pela pandemia, e sublinha que a democracia na Assembleia Municipal do Barreiro foi positiva, existiu ligação entre as diferentes forças politicas, particularmente, na conferência de representantes – “onde quase sempre conseguimos arranjar consensos”.
Refere que o Regimento da Assembleia Municipal “foi positivo”, mas, acrescenta “é preciso melhorá-lo”.
“Se formos eleitos, como esperamos ser, temos propostas teremos propostas para melhorar o regimento, em função de melhorar também a democracia”, afirma.

Disputa exacerbada do PS e da CDU

Francisco Alves, salienta que nas sessões da assembleia, com toda a gente, com todos os deputados – “a marca que nós temos é o desnecessário ping-pong entre o PS e a CDU, desnecessário porque não valeu para as pessoas, não valeu para melhorar o Barreiro”.
Sublinh que na assembleia municipal deve discutir-se politicas, marcar as diferenças, mas, não se pode perder o sentido que a politica faz-se para as pessoas – “na assembleia devemos fazer isso”.
Na sua opinião o órgão assembleia municipal do Barreiro funcionou, tivemos actas a tempo e horas – “formalmente funcionou”, acrescentando que – “a única peca é essa disputa exacerbada do PS e da CDU”.

Preocupação séria com forças que defendem medidas antidemocráticas

O candidato à presidência da assembleia municipal do Barreiro, expressa “uma preocupação séria, que é o aparecimento de forças que defendem medidas antidemocráticas, forças antidemocráticas, é disso que se trata, temos essa preocupação que surjam representadas nos órgãos da assembleia e das freguesias posições retrógradas, xenófobas, representadas por partidos que nós não reconhecemos como democratas, numa terra com os pergaminhos que o Barreiro tem do antifascismo”.

Não vimos nada que impulsione emprego no Barreiro

A finalizar sugerimos que, Francisco Alves, nos desse qual o seu olhar sobre o Barreiro.
Recorda que conheceu o Barreiro nos tempos da indústria, um tempo com muito emprego, mas, nesse tempo a leitura que se fazia era que era uma terra cinzenta, afectada pela poluição – “vivia-se no Barreiro, porque se tinha trabalho no Barreiro”, não se vivia com a qualidade necessária.
Com o desmantelamento da Quimigal e a criação da Quimiparque, nessa fase considera que existiram expectativas, com a instalação de algumas pequenas e médias empresas, pensou-se que poderia nascer um bom espaço para criar emprego, que permitiria alavancar o desenvolvimento do Barreiro, trazendo população mais nova – “tivemos essa esperança”.
Hoje sentimos que em relação a esse território não há nenhuma medida, não propostas concretas para o território da Baía do Tejo.
Considera que não sendo a Câmara a responsável podia influenciar a tomada de decisões – “não vimos isso”.
Recorda o projecto do Terminal de Contentores que não veio, e, não existe nenhum projecto estruturante para aquele território.
Sublinha que não basta abrir a estrada, ainda no anterior mandato, ou com criação do mural do Vihls, agora aquela obra que derrubou o muro das Cordoarias, mas, considera que – “estruturalmente não vimos nada que impulsione esta ideia tão forte de criar emprego no Barreiro” e atrair jovens.

Defende TTT e ligação ao Seixal

Francisco Alves sublinha que o Bloco de Esquerda defende a TTT – Terceira Travessia do Tejo, assim como a construção das duas pontes de ligação Barreiro – Seixal – “a rodoviária tantas vezes prometida e que não sai do papel”, e a pedonal-ciclável que estava acordada e preparada para se dar caminho.

Não ao aeroporto no Montijo

O candidato do Bloco de Esquerda salienta – “outra coisa que não queremos para o Barreiro é o aeroporto do Montijo”.
“Queremos que a Câmara do Barreiro está a ficar cada vez mais isolada na sua posição, quando até o presidente da Câmara de Lisboa, que é PS, já defende a descontinuidade da Portela e a opção Alcochete”.
“Isto é importante para o Barreiro e para a região”, afirma.

Bloco de Esquerda não quer construção na Braamcamp

Francisco Alves, sobre o território da Quinta de Braamcamp, sublinha que o Bloco de Esquerda, não quer construção na Braamcamp, em cima do rio – “esta não é uma ideia para o século XXI”.
A nossa ideia para aquele território é que deve ser para usufruto da população e devemos ter arte e engenho para trabalharmos nesse sentido.

TCB – devem ser o polo da intermunicipalização

Numa nota final, referiu que o Bloco de Esquerda valoriza os TCB – Transportes Colectivos do Barreiro que devem ser o polo de desenvolvimento da intermunicipalização dos transportes, com os concelhos da Moita, Palmela e Seixal.

António Sousa Pereira

14.09.2021 - 00:14

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