Conta Loios

conversas de 2 minutos

Candidato do PSD à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro
Víctor Castro- não há uma estratégia de desenvolvimento

Candidato do PSD à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro<br />
Víctor Castro- não há uma estratégia de desenvolvimento Sobre a Quinta do Braamcamp, que é um território central, Victor Castro Nunes sublinha que não se deve desperdiçar aquele território como instrumento e alavanca d desenvolvimento - “tem que haver estratégia”.
Qualquer passo que ali se dê, sem estratégia, só por sorte pode dar certo, não se pode navegar à vista, porque isso é perigoso – podemos colocar em perigo oportunidades

Victor Castro Nunes, natural do Barreiro, 53 anos, advogado, é o candidato do Partido Social Democrata à Presidência da Assembleia Municipal do Barreiro.
O nosso encontro aconteceu no Café Bar da SFAL, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro. Tomámos um café e conversamos fraternalmente.

Sou descendente de barreirenses

Colocamos o desafio inicial, se alguém fizer a pergunta quem é Vítor Castro Nunes, qual a sua resposta a essa pergunta: Quem sou?
Começa por sublinhar que além de ser natural do Barreiro – “sou descendente de barreirenses, uma coisa que eu me orgulho”.
Refere o afecto que sente pelo Barreiro e que tendo sido praticante de desporto no Luso e na CUF, tem um carinho especial pelo seu Futebol Clube Barreirense.
Foi aluno na Escola Mendonça Furtado, na Escola Alfredo da Silva e na ESSA.

Liberdade acima da Igualdade

Salienta que tem a formação académica, mas valoriza a educação que recebeu dos seus pais, pessoas de esquerda – o pai foi eleito em 1976 FEPU nas primeiras eleições autárquica, com Helder Madeira.
Refere que os conhecimentos que adquiriu na faculdade e a estudar em Londres – “fizeram de mim essencialmente um democrata, um democrata para quem o respeito pela individualidade de cada pessoa, de cada ser humano é essencial, pela Liberdade de cada um, que estão acima de tudo”, colocando a Liberdade acima da Igualdade.
Neste contexto considera que o distingue um democrata de esquerda, de um democrata de direita, a pessoa de esquerda valoriza a igualdade, a pessoa de direita valoriza a Liberdade – “sou um social democrata”.

Vivo apaixonado pelos meus dois filhos

Vítor Castro Nunes afirma que toda a sua dimensão da politica nasceu no Barreiro, uma terra onde, hoje não tanto, onde as pessoas conversavam, interessavam-se muito, era uma terra culta em termos políticos, e, na Faculdade de Direito, para onde entrou nos tempos acesos do confronto entre Mário Soares e Freitas do Amarar – “foi uma escola de aprendizagem”. E Londres onde sentiu a multiculturalidade e o viver com os outros.
E, encerra sublinhando que em tudo o que é, para além das recordações dos seus pais – “vivo apaixonado pelos meus dois filhos”.

Assembleia não tem meios para estabelecer pontes com a comunidade

Na segunda reflexão propusemos uma abordagem do conceito “democracia”, dado a Assembleia Municipal ser o espaço de confronto e diálogo democrático.
Salienta que assume como conceito de democracia aquele que ocorre das Constituições Liberais, dos Direitos, Liberdades e Garantias Fundamentais, esses – “que existem nas almas dos povos”, a vontade de autonomia, dignidade e respeito pelo individuo e respeito pela diferença.
Refere que ao nível autárquico as assembleias são os “órgãos parlamentares”, que recorrem de eleições, onde os eleitos tentam interpretar o sentir de quem os elegeu, defender os seus programas e os interesses da população.
Sublinha que não sendo a Assembleia Municipal um órgão profissional, tem dificuldades, porque não tem meios para estabelecer pontes com a comunidade, nesse sentido deixa o apelo a todos que participem no ponto de intervenção do público e apresentem os seus assuntos.

Instalações para a Assembleia Municipal não são uma prioridade

Se for eleito presidente da AMB serei um árbitro, não queria ter protagonismo, respeitaria todos os eleitos por igual, exigiria de todos os eleitos se comportassem com dignidade e que o conflito politico, não fosse para pontos de intervenção, como existiram neste mandato, entre alguns deputados, que não contribuem para o prestigio do órgão.
Refere que seria importante que a Assembleia Municipal estivesse mais presente na vida da comunidade.
Acrescenta que não iria privilegiar a construção de instalações para a Assembleia Municipal, que não são uma prioridade, porque existem outras necessidades mais prementes, como habitação social.
Expressa a importância futura do Poder Local, com as anunciadas descentralização de competências - “não podemos ignorar esse desafio” e “não estamos preparados” para assumir as novas competências – “a assembleia municipal não participou nesses dossiers”.

Implosão da CUF gerou uma vazio económico

A última pergunta foi que nos formulasse qual o seu olhar sobre o Barreiro.
Salientou que – “é uma terra que me orgulho muito”, que todos dizem que tem potencial, mas que não se tem realizado – “tive esperança nos anos 80 e 90”.
Considera que o Barreiro é uma zona naturalmente deprimida em termos económicos depois de ter sido um dos maiores centros industriais da europa, atraia pessoas e cresceu de forma desorganizada.
Sublinha que a implosão da CUF gerou uma vazio económico e gerou um passivo ambiental.
Afirma que o Estado, o Poder central, não tem apostado em dar ao Barreiro infraestruturas suficientes em termos de acessibilidades, nem aqui colocado equipamentos âncora.
Por outro lado, considera que existe uma cultura avessa à iniciativa privada, reflexo a um ideário e da sua cultura de luta contra a repressão, não tem conseguido atrair investimentos.

Não há uma estratégia de desenvolvimento do Barreiro

Sublinha que nestes quatro anos, da actual gestão autárquica, perdemos uma oportunidade grande de renovar – “não há uma estratégia de desenvolvimento do Barreiro, não temos PDM, nem discutimos a estratégia”.
Apostou-se na propaganda, na manutenção do poder, nas rotundas, no betão, e, tem havido muito pouco em termos de qualificação e captação de emprego.
Defende que o Barreiro deve continuar a lutar pelas infraestruturas, atrair investimento e emprego qualificado, reduzir impostos, desburocratizar os serviços, para criar riqueza e construir uma vida mais feliz, e, desta forma evitar a criação de guetos e excluídos.

Quinta Braamcamp tem que haver estratégia

Ainda sobre a Quinta do Braamcamp, que é um território central, sublinha que não se deve desperdiçar aquele território como instrumento e alavanca d desenvolvimento - “tem que haver estratégia”.
Qualquer passo que ali se dê, sem estratégia, só por sorte pode dar certo, não se pode navegar à vista, porque isso é perigoso – podemos colocar em perigo oportunidades.
E, no final, ficamos a conversar sobre vida, sobre o mundo, com serenidade e amizade. Discordando. Concordando. Vivendo a democracia.

António Sousa Pereira

16.09.2021 - 00:32

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2021 Todos os direitos reservados.