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Aida Gomes a Bibliotecária que viu crescer Bruno Vieira Amaral
Naquele tempo a comunidade não tinha nada

Aida Gomes a Bibliotecária que viu crescer Bruno Vieira Amaral<br />
Naquele tempo a comunidade não tinha nada<br />
. Biblioteca foi muito importante para a comunidade do Vale da Amoreira, mas também para o concelho da Moita

Hoje, dia 10 de junho, a Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira, assinalou o seu 32º aniversário e para assinalar esta efeméride foi atribuído a este equipamento o nome do escritor Bruno Vieira Amaral.
“Tinha que estar aqui neste dia”, refere Aida Gomes, a Bibliotecária que viu crescer Bruno Vieira Amaral.

Aida Gomes, desde a abertura da Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira exerceu funções naquele equipamento municipal, esteve ali durante 15 anos, depois da Biblioteca da Baixa da Banheira, actualmente está a exercer funções no Arquivo Municipal da Moita.
Hoje, dia 10 de junho, a Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira, assinalou o seu 32º aniversário e para assinalar esta efeméride foi atribuído a este equipamento o nome do escritor Bruno Vieira Amaral.

Acompanhei aqui na Biblioteca o crescimento dele

Bruno Vieira Amaral, na sua intervenção recordou os tempos de criança que viveu naquele espaço e, entre outros funcionários, recordou a bibliotecária Aida.
Essa referência, levou-nos, no final da cerimónia a trocarmos uma breves palavras com Aida Gomes, quisemos saber estórias do miúdo Bruno.
“Era um miúdo traquina, como eram todos daquela idade. Mas ele, era daqueles que se portava melhor.
Ele era um menino que acatava e sossegava. Foi sempre um menino muito responsável. Acompanhei aqui na Biblioteca o crescimento dele”, recorda Aida Gomes.

Naquele tempo a comunidade não tinha nada.

Na nossa conversa, a bibliotecária Aida Gomes, recordou que esta foi a primeira Biblioteca Municipal, que abriu as portas à comunidade no concelho da Moita, abrindo o espaço de leitura pública.
Eram outros tempos, tempos sem internet e tempos de descoberta de novas relações sociais.
“A Biblioteca quando arrancou, aqui, teve um grande impacto social na comunidade. Naquele tempo a comunidade não tinha nada.
Quando a Biblioteca iniciou a sua actividade, as crianças que na sua maioria, os pais deslocavam-se a trabalhar para Lisboa, saiam de manhã para o trabalho e regressavam à noite, isso dava origem que as crianças viviam aqui o dia inteiro connosco”, recorda Aida, Técnica da Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira.
Nesse tempo acompanhou os primeiros passos de Bruno Vieira Amaral, que desde criança frequentou aquela biblioteca e, hoje, dia 10 de junho, passados 32 anos festeja a efeméride recebendo o nome do escritor, seu antigo leitor.

Na hora de encerrar as crianças não queriam sair

Aida Gomes recorda que a Biblioteca funcionava como «jardim infantil», como «ATL», porque no Bairro do Vale da Amoreira, naquele tempo não existiam nenhum desses equipamentos.
“Nós tínhamos uma actividade polivalente, tínhamos uma sala para actividade com crianças, tínhamos uma sala de jogos, tinha o espaço dos livros, uma área para ver filmes e ouvir música, por isso, eles passavam aqui o dia inteiro, e, muitas vezes, que nós tínhamos que encerrar as portas na hora do almoço, as crianças nem queriam sair, quando reabríamos já estavam à porta de novo.
Por essa razão, recordo que a Biblioteca teve um grande impacto, tanto para as crianças, como também para as pessoas adultas”, sublinha Aida.

Biblioteca ligou-se às escolas

A Técnica da Biblioteca do Vale da Amoreira recorda que, há 32 anos atrás, a população não tinha acesso à informação, as acessibilidades eram difíceis, quer para sair, quer para chegar ao Vale da Amoreira.
“Só havia o autocarro dos TST que ligava à Estação dos Barcos do Barreiro.”, refere.
As pessoas serviam-se da Biblioteca para obter alguma informação – “eramos nós na Biblioteca que ajudávamos a procurar ou um número de telefone, ou um contacto que careciam, eramos esse elo de ligação com o mundo. Nós é que tínhamos telefone.”
De certa forma, refere com um sorriso, as bibliotecárias tinham uma actividade diária polivalente desde educadoras de infância até a assistentes sociais.
“Quando foi criado o projecto Biblioteca Viva, aqui, que ligou a biblioteca às escolas, as crianças visitavam-nos, isso foi muito importante para a comunidade do Vale da Amoreira, mas também para o concelho da Moita”, refere Aida Gomes.

Tinha que estar aqui neste dia

“Vim aqui hoje, muito contente, muito orgulhosa, porque tinha que estar aqui neste dia, porque o Bruno fez parte do crescimento da biblioteca, ele, foi um leitor que se tornou escritor. Ele é uma referência para nós”, sublinha com emoção a bibliotecária que viu Bruno Vieira Amaral crescer, e que Bruno não esqueceu, porque, afirma o Vale da Amoreira fez e fará sempre parte da sua vida, porque ali aprendeu a palavra amor.

S.P.

10.06.2022 - 19:36

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