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Rui Lopo – vereador da Câmara Municipal do Barreiro
«Reiteramos a importância da TTT avançar já em 2011, assim como a ponte Barreiro – Seixal»

Rui Lopo – vereador da Câmara Municipal do Barreiro<br>
«Reiteramos a importância da TTT avançar já em 2011, assim como a ponte Barreiro – Seixal» Em conversa com o ‘Rostos’, Rui Lopo, vereador responsável pelo Planeamento e Gestão Urbana, salientou, do ano que agora termina, os projectos e as matérias aprofundadas pelo Executivo nas mais diversas áreas. O autarca considera, no entanto, que será necessária “perseverança” num ano que se avizinha “bastante exigente”. Ainda assim, Rui Lopo sublinha a importância do investimento público no concelho, recordando a importância da TTT e da ponte Barreiro – Seixal.

Que balanço faz de 2010?

Um ano muito absorvente no trabalho autárquico com reflexos acima da média, se considerarmos que o número de projectos e matérias que se iniciaram, outros que aprofundámos e evoluímos de forma bastante significativa.
Nas matérias de planeamento, gestão urbana, mobilidade e acessibilidades, impulsionámos e coordenámos a equipa intermunicipal que permitiu elaborar o caderno de encargos e o lançamento do concurso público internacional para o Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes, Plano que estudará durante 18 meses a mobilidade integrada do Barreiro, Moita, Seixal, Palmela e Sesimbra. Iniciámos o projecto ‘Rede Ciclável do Barreiro’, que tratará de definir os locais por onde se devem desenvolver no futuro os canais apropriados à circulação em bicicleta. Fomos convidados, enquanto representantes da Associação Nacional de Municípios Portugueses, para fazer parte da equipa interministerial para elaboração do ‘Plano nacional de promoção da bicicleta e outros modos de transporte suaves’. Desenvolvemos, em parceria com a Câmara de Loures, o projecto ‘A pé para a escola – Gestão da Mobilidade em Comunidades Escolares’, projecto que tem como objectivo, promover a sensibilização e mudança comportamental dos alunos da comunidade escolar, no âmbito do transporte urbano e contribuir, através de medidas de gestão da mobilidade, para aumentar as deslocações a pé dos alunos. Acompanhámos com detalhe, os projectos de prolongamento do IC32 e IC21, assim como os projectos do Metro do Sul do Tejo para o Barreiro. Aprofundámos os trabalhos com as equipas da Rede Ferroviária de Alta Velocidade, no sentido de detalhar as alterações que ocorrerão no território por via da amarração da Terceira Travessia do Tejo (TTT), nomeadamente, na definição das linhas mestras e acessibilidades rodoviárias e pedonais à futura Gare do Sul, no Lavradio.
Em matéria dos documentos e planos, que no futuro nos permitirão gerir melhor o território do concelho, é de destacar a evolução para uma fase que podemos considerar final, do Plano de Urbanização da Quimiparque. Plano que está em compatibilização dos interesses e responsabilidades das diferentes entidades que partilham o território e em discussão com a população através de reuniões e sessões de esclarecimentos temáticas sobre, cultura e património industrial, aspectos sociais, económicos e ambientais.
Ainda este ano, é de referir, o ímpeto com que os trabalhos de revisão do Plano Director Municipal (PDM) estão a decorrer, com múltiplas reuniões internas que se estenderam à recolha de reflexões de todos os vereadores, com e sem pelouro, assim como, de todos os presidentes de Juntas de Freguesia.
Acompanhámos a revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) da Área Metropolitana de Lisboa (AML), documento orientador onde, com o nosso acompanhamento, julgamos ter conseguido salvaguardar os interesses, os projectos que consideramos essenciais para o Barreiro dos próximos 15 anos. Já no último quadrimestre, iniciámos o acompanhamento do Plano de Ordenamento do Estuário do Tejo, importante para conseguirmos afirmar a importância das nossas frentes dos Rios Tejo e Coina, aliás, bem marcadas na primeira iniciativa Waterfronts, onde especialistas nacionais puderam debater de forma participada, como é nossa metodologia, ideias e reflexões sobre as nossas zonas ribeirinhas.
Contribuem, ainda de forma muito substancial, em meu entender, para este balanço satisfatório, a aprovação, e o inicio dos primeiros trabalhos de projecto da Candidatura para a Requalificação da Zona Ribeirinha de Alburrica – REPARA, a qual não pode ser dissociada do acompanhamento ao tratamento das águas residuais na ETAR Barreiro / Moita, fundamental para a restituição dos nossos rios à fruição pela população. Destaco ainda os avanços significativos às Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGIS), estando três delas em obra, Rua D. Nuno Álvares Pereira, Quinta do Amassador e Pinhal do Duque.
Por último, o facto de termos sido seleccionados de entre dezenas de municípios portugueses, no âmbito do Quadro de Referência para Cidades Sustentáveis, para fazermos parte da rede de municípios europeus que testarão uma ferramenta informática que tem por objectivo apoiar as cidades a preparar, monitorizar e avaliar estratégias e projectos de desenvolvimento urbano sustentável.



Quais as perspectivas para 2011?

O próximo ano será um ano muito exigente, pelas dificuldades que terão o seu primeiro reflexo nas pessoas, nos munícipes, e nas disponibilidades da autarquia. Num segundo plano, irá também dificultar o equilíbrio entre as necessidades de gestão municipal e a pressão exercida pela população, por melhores e mais serviços, mais eficácia e apelos a apoios sociais que todos esperamos não virem a ser necessários.
Perseverança é a palavra de ordem, almejando o reforço do investimento, público e privado, no concelho, em contra-ciclo com o que se perspectiva para o país. Requer esforço e foco na procura de empresas disponíveis para se fixarem no concelho, para gerarem emprego, produção e riqueza. Requer capacidade de diálogo e reivindicação junto da Administração Central para que haja investimento no concelho. Só assim, podemos agir estruturalmente.
Sou por natureza um optimista e considero que estamos a criar condições para que algo aconteça, para que haja de facto investimento no concelho. Temos de concretizar, sabendo que não dominamos todas as variáveis e que o momento retrai muitas destas oportunidades, situações que já sentimos dos contactos que fomos fazendo em 2010.
Reiteramos a importância da TTT avançar já em 2011, assim como a ponte Barreiro – Seixal e restantes acessibilidades rodoviárias, cumulativamente, o Plano de Urbanização da Quimiparque e a sua visão estratégica, que nos possibilite a fixação de investimento, empresas que invistam no concelho, que apostem, por exemplo, em matérias energéticas que visem a sustentabilidade ambiental e a empregabilidade.

Qual, ou quais, os assuntos que considera mais relevantes a nível do concelho?

Apesar de ser um desafio difícil, não destaco um assunto, mas sim dois pontos.
Em primeiro lugar os Transportes Colectivos do Barreiro (TCB), os seus trabalhadores e os seus utentes. Num ano animicamente difícil, marcado por um momento triste e atípico na história dos nossos transportes, acumulado com dificuldades orçamentais extremas, por ausência dos apoios, que a Administração continua a conceder a empresas privadas de transportes deixando os TCB de lado, os nossos Transportes Colectivos resistem, os seus utentes, passageiros, resistem, conservam a fidelidade na utilização do transporte colectivo que é de todos, reconhecido como um exemplo de qualidade na prestação do serviço e na gestão.
Em segundo lugar, durante este ano, estiveram em obra e concretizaram-se inúmeras creches, jardins-de-infância e escolas do concelho, assim como se instalaram no concelho duas unidades comerciais de grande dimensão. Estas iniciativas, que contribuíram para a criação de empregabilidade no concelho, obrigaram a um rigoroso acompanhamento que este tipo de obras obriga a desenvolver, quer pelas infra-estruturas que entregam para utilização pelos barreirenses, (águas, saneamento, arruamento, etc.), quer pela gestão do equilíbrio entre a verificação do cumprimento dos projectos e a salvaguarda dos interesses da população que, infelizmente, sente muitas vezes no dia-a-dia, os incómodos destas obras. Mas acreditamos que são obras e incómodos em prol de um Barreiro melhor, com melhor qualidade de vida, um Barreiro para Trabalhar, Viver e Usufruir.

Vanessa Sardinha

28.12.2010 - 16:24

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