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Carência de investimento na região um dos fatores de discriminação negativa da Península de Setúbal
afirma Nuno Maia, Diretor-geral da AISET

Carência de investimento na região um dos fatores de discriminação negativa da Península de Setúbal<br>
afirma Nuno Maia, Diretor-geral da AISET . Em causa está o investimento no digital, no talento e na descarbonização

O Diretor-geral da AISET, Nuno Maia, convidado da conferência “Portugal que faz” promovido pelo Novo Banco e Global Group, apontou a carência de investimento na região como um dos fatores de discriminação negativa da Península de Setúbal.

O Diretor-geral da AISET, Nuno Maia, convidado da conferência “Portugal que faz” promovido pelo Novo Banco e Global Group, apontou a carência de investimento na região como um dos fatores de discriminação negativa da Península de Setúbal.

O investimento foi muito reduzido nos últimos 10 anos numa das zonas mais fortemente industrializada e com algumas das maiores exportadoras do país. Associado e esta falta de investimento, estão os desafios que as empresas enfrentam em virtude da recuperação dos efeitos da pandemia.

A região, "tem um bem escasso em Portugal: tem capital humano, tem pessoas jovens que são mais digitais e que podemos aproveitar para fazer a necessária revolução industrial.

Muitas empresas precisam de descarbonizar, e muitas outras precisam de digitalizar e isto requer grande capacidade de investimento. Precisamos de investir em equipamentos com grande incorporação tecnológica", afirmou Nuno Maia.

O Diretor da AISET informou que, recentemente, a AISET deu conhecimento ao governo, que os Industriais investiriam 2,5 mil milhões de euros em cinco anos na Península de Setúbal caso as empresas recebessem 1,2 mil milhões de apoios através do Programa de Recuperação e Resiliência. A proposta ainda não obteve resposta. Nuno Maia lembrou que há cerca de 200 mil pessoas que se deslocam todo os dias para a margem norte do rio Tejo e que, com o investimento certo, "podemos desenvolver este ecossistema empresarial e torná-lo numa referência, retendo aqui as pessoas. Com a FCT e o Politécnico de Setúbal, as empresas têm um "importante viveiro de quadros" disponível, e um importante atrativo para as multinacionais se instalarem. Por exemplo, a Hovione vai fazer um campus de saúde no Seixal, nos terrenos da antiga Siderurgia Nacional. É uma nova valência que vamos receber na região e que pode dar origem até a um novo cluster".

Na conferência “Portugal que Faz”, que decorreu em Setúbal, António Ramalho, CEO do Novo Banco, abriu o evento, seguido pelo economista-chefe da instituição financeira.

No painel do debate, moderado por Joana Petiz, diretora do Dinheiro Vivo, participaram, além de Nuno Maia, Machado, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, o presidente da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal, e ainda, o gerente e enólogo da Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões.

Fonte - AISET

14.04.2021 - 11:53

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