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Prova da taça do mundo de natação em águas abertas
Japonês Yohsuke Miyamoto e a brasileira Ana Marcela Cunha venceram Setúbal Bay 2019

Prova da taça do mundo de natação em águas abertas<br />
Japonês Yohsuke Miyamoto e a brasileira Ana Marcela Cunha venceram Setúbal Bay 2019O japonês Yohsuke Miyamoto e a brasileira Ana Marcela Cunha venceram, esta tarde, a Setúbal Bay 2019, prova da taça do mundo de natação em águas abertas, na qual os portugueses Rafael Gil e Angélica André conquistaram posições de destaque.

O nipónico, que ganhou a competição masculina com o tempo de 1h34m44s, mostrou-se “muito contente pelo resultado” e destacou que “a primeira vitória de sempre numa prova da Federação Internacional de Natação” foi em águas com “uma temperatura muito fria”.

A luta entre os homens foi discutida ao sprint, com o favorito alemão Andreas Waschburger a terminar em segundo, com 1h34m45s, a apenas um milésimo de segundo do mais alto lugar do pódio. Em terceiro ficou o argentino Alejandro Moreno, ao completar o percurso em 1h34s48s.

Igualmente emocionante foi a competição feminina, com a tetracampeã mundial, a brasileira Ana Marcela Cunha, a vencer em 1h41m12s, o mesmo tempo da segunda classificada, a italiana Rachele Bruni. Em terceiro ficou a equatoriana Samantha Arevalo, com 1h41m18s.

“Foi um momento importante. Há muito tempo que não tinha uma prova tão renhida e um sprint tão emocionante, em particular porque se tratavam de atletas com muita experiência”, destacou a nadadora brasileira, que atacou a competição logo no início.

Entre os portugueses, Rafael Gil, com um sexto lugar, alcançou a melhor prestação de sempre numa etapa do circuito mundial da maratona aquática, enquanto Angélica André, em quinto, igualou o seu melhor resultado.

Angélica André realizou um sprint fantástico para terminar os 10 quilómetros da terceira etapa da FINA/CNSG Marathon Swim World Series 2019 em 1h49m19s, o mesmo tempo da quarta classificada, a italiana Adrianna Bridi, e a milésimos de segundo de um lugar no pódio.

“Dei tudo nos metros finais. Falhei o pódio por pouco mas não estou frustrada porque sinto que fiz uma grande prova”, afirmou a nadadora portuguesa, ao frisar que o resultado alcançado “é fruto do trabalho” e também “do apoio extra do público” que assistiu à prova a partir do Parque Urbano de Albarquel.

Satisfeita com a prestação, e depois de ultrapassadas as dificuldades de adaptação ao uso do fato isotérmico, obrigatório quando a temperatura da água está abaixo dos 20 graus Celcius, Angélica André mostrou-se confiante para o futuro. “É sempre possível melhorar e vou lutar por isso.”

Rafael Gil, o melhor português entre os homens, terminou com o tempo de 1h35m21s. “A prova correu-me muito bem. Já sabia que ia ser uma competição muito rápida e preparei-me para isso”, adiantou. “O resultado é um bom pronúncio para o campeonato do mundo.”

O nadador português, que optou por uma estratégia de economia nas duas primeiras voltas para, depois, atacar no final, marcou presença em Setúbal pela quarta vez e vincou que o desafio nas águas do Sado é entusiasmante porque “imprevisível e sempre diferente”.

Além de Rafael Gil e Angélica André, a armada portuguesa contou com os juniores masculinos Tiago Campos, no 13.º lugar, Dany Caillé, em 14.º, José Diogo, em 17.º, e, nas mulheres, Cátia Agostinho, em 19.º, e Mariana Mendes, no 21.º posto.

“Estivemos muito próximos de alcançar um pódio. Não foi possível mas, ainda assim, há que destacar a excelente prova dos atletas portugueses”, enalteceu o presidente da Federação Portuguesa de Natação, António Silva, sobre a prestação da armada lusa em Setúbal.

Sobre o quinto lugar de Angélica André, adiantou que é o “resultado da evolução na disciplina da natação em águas abertas desta atleta”, em relação à qual espera “que continue nesta trajetória” e consiga o “objetivo de marcar presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020”.

Nesta matéria, António Silva antevê boas possibilidades de Setúbal voltar a receber a prova de qualificação olímpica na natação em águas abertas, “a única de apuramento olímpico que se realiza em Portugal” e que já se realizou na cidade sadina em duas ocasiões, em 2012 e em 2016.

Para já, adiantou, “há duas candidaturas, a de Setúbal e a da cidade japonesa de Fukuoka”. Acrescentou que, “pelo histórico da capacidade de organização demonstrada e pelas condições naturais de Setúbal, as hipóteses são positivas, mas ainda nada está decidido”.

Com 46 nadadores em representação de 20 nações, a Setúbal Bay “é um dos principais eventos desportivos da cidade, que se vai manter nas águas do rio Sado pelo menos até 2021”, frisou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.

A competição, organizada pela Federação Portuguesa de Natação, pela Federação Internacional de Natação e pelo município setubalense, “é um evento de referência nas águas abertas, que tira partido das excelentes condições naturais e confere visibilidade a Setúbal”, destacou a autarca.

“Esta é a maior competição de águas abertas realizada em Portugal”, exaltou Maria das Dores Meira, ao reforçar o “sentimento de missão cumprida” por ter a prova de natação em águas abertas em Setúbal durante treze anos. Uma competição que, acrescentou, “as pessoas já se habituaram a apreciar”.

A edição 2019 da Setúbal Bay foi marcada por apontamentos comemorativos do Dia Mundial dos Oceanos, assinalado a 8 de junho, bem como por uma homenagem a Dennis Miller, falecido recentemente e uma das figuras mais relevantes na natação em águas abertas.

O circuito mundial da FINA/CNSG Marathon Swim World Series 2019, com um total de nove etapas e que reúnes atletas dos cinco continentes, foi iniciado a 16 de fevereiro, em Doha, no Catar, a que se seguiu Seicheles, a 12 de maio, e, agora, Setúbal, Portugal, a 8 de junho.

A maratona aquática passa ainda por Balatonfüred, na Hungria, a 15 de junho, e segue para o Canadá, com provas no Lac St.Jean, a 21 de julho, e no Lac Megantic, a 3 de agosto. Prossegue em Ohrid, na Macedónia, a 24 de agosto, Nantou, Taiwan, a 7 de setembro, e culmina em Chun’An, na China, a 29 de setembro.

OPEN CHALLENGE

A par da prova principal, na parte da manhã realizou-se um evento de caráter popular, o Open Challenge FINA/CNSG Marathon Swim World Series 2019, para várias idades e destinado à promoção da modalidade de natação em águas abertas, nas distâncias de 200, 600 e 2000 metros.

Na prova de 2000 metros, o triunfo coube a Pedro Silva, da Associação Desportiva e Recreativa Colégio Integrado Monte Maior, com 25m27s. Em segundo ficou Rafael Nunes, do Sport Lisboa e Benfica, com 25m28s, enquanto José Sampaio, a título individual, com 25m34s, ficou em terceiro.

Nas mulheres, a vitória foi de Beatriz Freixieiro, do Clube de Natação de Rio Maior, com 29m04s. Em segundo ficou Beatriz Carvalho, igualmente do Clube de Natação de Rio Maior, com 29m04s, enquanto Maria Fernandes, a título individual, ficou em terceiro com 29m06s.

O Open Challenge contou ainda com provas em distâncias de 200 metros, na qual Ruben Franco, dos Nadadores Estoris, e Beatriz Reis, do Clube de Natação de Rio Maior, foram vencedores, e de 600 metros, ganha por Tiago Jorge, do Clube de Natação de Rio Maior, e por Luciana Moura, de A Onda Azeitão.

09.06.2019 - 00:06

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