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100 anos do nascimento do poeta da Arrábida
Homenagem a Sebastião da Gama junta pessoas em Setúbal e Azeitão
. Deixou uma obra magistral

100 anos do nascimento do poeta da Arrábida <br />
Homenagem a Sebastião da Gama junta pessoas em Setúbal e Azeitão<br />
. Deixou uma obra magistral Dezenas de pessoas compareceram na tarde e noite desta quarta-feira, em Setúbal, aos vários eventos de homenagem ao centenário do nascimento de Sebastião da Gama, destacando o legado do poeta e professor azeitonense.

Um dos eventos que assinalaram a data dos 100 anos do nascimento do poeta da Arrábida e na qual marcaram presença dezenas de pessoas foi uma conferência do ciclo “Ler Sebastião da Gama”, ao final da tarde, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

“Sebastião da Gama é uma referência fundamental pelo seu amor à Arrábida, pelo seu amor a esta extraordinária terra, Setúbal”, referiu Guilherme d´Oliveira Martins, que já desempenhou diversos cargos ligados à cultura.

O investigador João Reis Ribeiro, da Associação Cultural Sebastião da Gama, entidade que organiza o programa de celebrações do centenário do poeta em conjunto com a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Azeitão, evidenciou as principais dimensões do homenageado, as quais “devem ser tomadas como exemplo” e utilizadas “para alimentar a memória coletiva”.

A primeira das quais, disse, é a dimensão de professor. “Sebastião da Gama deixou uma obra magistral que deveria ser seguida por todos os professores, que deveria ser lida e pensada por todos aqueles que se interessam e se envolvem pela causa da educação”, referindo-se a “Diário”, a qual, considerou, “é hoje, ainda, perfeitamente atual”.

Outra dimensão de Sebastião da Gama, sublinhou, “é a de poeta, um poeta em formação, com uma leitura fortemente apelativa e praticada, com a procura das coisas mais adequadas para se exprimir e, sobretudo, atento às cenas do quotidiano, onde ganha preponderância a questão da natureza”.

O civismo de Sebastião da Gama foi outra das dimensões que João Reis Ribeiro assinalou “ser importante para cultivar a memória” em relação ao poeta e pedagogo, nascido a 10 de abril de 1924 e falecido a 7 de fevereiro de 1952.

“Quando uma pessoa morre aos 27 anos de idade, provavelmente não se espera que tenha feito muitas grandes coisas, mas a verdade é que, se não fosse, nós não teríamos hoje a Mata do Solitário [área de proteção total, na Arrábida]. A verdade é que, se não fosse, nós não teríamos a Arrábida como hoje temos”, sustentou o investigador.

Entre as figuras presentes na conferência estiveram o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, e a presidente da Junta de Freguesia de Azeitão, que já tinham participado, de manhã, numa cerimónia de deposição de flores na base da estátua do poeta, em Vila Nogueira, e visitado um novo mural, elaborado por SAMINA.

A conferência foi antecedida de um momento de leitura de poemas “Quando eu nasci…”, pelo TAS – Teatro Animação de Setúbal, enquanto à noite dezenas de pessoas compareceram na Casa-Memória Joana Luísa e Sebastião da Gama para o lançamento do livro infantil “Sebastião, o menino que nasceu poeta”, de Idalina Veríssimo, com ilustrações de Cristina Arvana.

Fonte - CMS

11.04.2024 - 16:57

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