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Agrupamento de Escolas de Santo André
No 2nd European Education SUMMIT: Teachers First
. Dia Europeu das Línguas

Agrupamento de Escolas de Santo André<br>
No 2nd European Education SUMMIT: Teachers First<br>
. Dia Europeu das Línguas. Ser professor não é uma profissão a meio termo, mas uma verdadeira vocação.

A docente Rosário Santos do Agrupamento de Escolas de Santo André, Barreiro, esteve presente no evento, inserida num grupo de 180 professores europeus, convidados diretamente pela EU Comission, num painel de cerca de 300 participantes nesta segunda edição da cimeira europeia sobre educação.

No Dia Europeu das Línguas, 26 de setembro, decorreu, em Bruxelas, o 2nd European Education Summit 2019, centrado no tema «Teachers first: Excellence and Prestige for the European Education Area».

A docente Rosário Santos do Agrupamento de Escolas de Santo André, Barreiro, esteve presente no evento, inserida num grupo de 180 professores europeus, convidados diretamente pela EU Comission, num painel de cerca de 300 participantes nesta segunda edição da cimeira europeia sobre educação.

Durante este dia, as várias apresentações e discussões centraram-se em torno da profissão do professor e de como se pode aumentar a sua formação, motivação e prestígio social, sabendo que, para que isto aconteça, de acordo com os intervenientes, se tenha de manter a Educação no topo da agenda política europeia, como fundação do futuro, assim como, se deva crer na premissa de que o professor tem a mais importante profissão de todas para que aconteça a evolução do conhecimento e da sociedade.

O anfitrião deste evento, Tibor Navracsics (Comisário Europeu para a Educação, Juventude, Desporto e Cultura) abriu a cerimónia referindo que é necessário ter “empowered teachers” e que estes profissionais “não são um mero tijolo no muro da educação” mas “são a pedra angular de nossas escolas, centros de formação e universidades”, daí que “tenhamos de apoiar os professores e tornar a profissão do professor mais atrativa”, pois estes profissionais são indispensáveis e relevantes no futuro do mundo.

Das diversas apresentações e grupos de discussão é de destacar o testemunho do Global Teacher, Christoph Schiebold, que aos 20 anos teve o diagnóstico de Esclerose Múltipla que determinou a sua forma de viver. Este professor declarou que não desistiu dos sonhos e da vida e hoje, casado e com 2 filhos, desenvolve as suas aulas e a sua vida olhando para “o que pode fazer” e não para “o que não pode fazer”. Realçou também, a importância de dar tempo aos alunos para desenvolverem o raciocínio e o entendimento deles próprios e, referiu ainda que, como professor, ele próprio faz parte da equação que permite aos alunos tornarem-se “tomadores de decisão”, criativos, pensadores críticos e cidadãos participativos e solidários no mundo.

Durante o evento foi apresetado o Monitor da Educação e Formação na Europa (2019) que investiga a situação profissional do ensino e dos professores, e aproveita os resultados mais recentes dos dados da Pesquisa Internacional de Ensino e Aprendizagem da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre outras pesquisas. Nesta divulgação, o Comissário Europeu, realçou as necessidades relatadas por 6 milhões de professores europeus e que passam pela obtenção de melhor formação no ensino-aprendizagem das competências digitais, assim como, na formação no ensino-aprendizagem com alunos com necessidades educativas especiais (37,8% dos alunos europeus) e com turmas multiculturais/multilingues (23,5% das turmas europeias). Este relatório revela ainda que a maioria dos professores europeus sente que não é valorizado pela sociedade. O Comissário Europeu realçou que é preciso melhorar as condições de trabalho dos professores e conferir-lhes perspetivas de carreira e que, para além dos salários, o prestígio social e o respeito têm um papel fundamental a desempenhar na valorização desta profissão. Ainda analisando os resultados do relatório, o Comissário Europeu realçou que ainda há trabalho a fazer no melhoramento das competências básicas (leitura, matemática e ciências) para que ninguém fique para trás (1 em cada 5 europeus é incapaz de ler e escrever adequadamente) e que a sociedade seja mais inclusiva. Em suma, é necessário investir mais na educação e nos professores e que este investimento é indispensável para garantir que a educação chegue verdadeiramente a todos e ao que será a sociedade do futuro, com cidadãos benevolentes. Ser professor não é uma profissão a meio termo, mas uma verdadeira vocação.

Rosário Santos
Professora de Artes Visuais
Coordenadora dos Projetos em Desenvolvimento do AESAndré , Barreiro

13.10.2019 - 17:49

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