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Comissão Europeia aprovou a candidatura do Politécnico de Setúbal
24 novas Universidades Europeias reforçam o Espaço Europeu da Educação

Comissão Europeia aprovou a candidatura do Politécnico de Setúbal <br />
24 novas Universidades Europeias reforçam o Espaço Europeu da Educação As Universidades Europeias são alianças transnacionais de instituições de ensino superior de toda a UE que se unem em benefício dos estudantes, dos professores e das sociedades. A Comissão Europeia revelou hoje as 24 Universidades Europeias adicionais que se irão juntar às primeiras 17 alianças de instituições de ensino superior selecionadas em 2019.

Dotada de apoio financeiro a título dos programas Erasmus+ e Horizonte 2020, esta iniciativa reforça a qualidade, a inclusão, a digitalização e a atratividade do ensino superior europeu.

Margaritis Schinas, Vice-Presidente da Promoção do Modo de Vida Europeu, declarou: «Hoje a Comissão dá uma resposta forte ao pedido dos estudantes de maior liberdade para estudar em toda a Europa, ao pedido dos professores e investigadores de melhorar a partilha de conhecimentos e ao pedido das instituições de ensino superior de juntar recursos. Com 41 Universidades Europeias, envolvendo 280 instituições e apoios no valor de 287 milhões de EUR do orçamento da UE, o Espaço Europeu da Educação está a tornar-se uma realidade tangível para muitos.»

Mariya Gabriel, Comissária responsável pela Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, afirmou: «Constato com grande satisfação que um leque diversificado de instituições de ensino superior de todos os Estados-Membros e outras regiões do mundo participa atualmente nas 41 Universidades Europeias. A pandemia de COVID-19 demonstrou que uma cooperação mais estreita transfronteiras, transdisciplinar e transcultural é a única forma de recuperar da crise e aumentar a resiliência.
Estas Universidades Europeias constituem um pilar essencial do Espaço Europeu da Educação.»
Escolhidas entre 62 candidaturas, as 24 Universidades Europeias recentemente selecionadas incluem 165 instituições de ensino superior de 26 Estados-Membros e de outros países participantes no programa Erasmus+ . Estas universidades permitirão aprofundar a cooperação entre as respetivas instituições, os seus estudantes e pessoal, e partilhar recursos físicos e em linha, cursos, conhecimentos especializados, dados e infraestruturas. Graças a uma colaboração mais estreita, reforçarão a sua capacidade para superar os desafios enfrentados durante e após o período de recuperação e promoverão uma transição ecológica e digital inclusiva em benefício dos seus estudantes e de todos os europeus.
Universidades Europeias apresentam os primeiros resultados

A Comissão realizou recentemente um inquérito sobre as 17 Universidades Europeias já existentes, selecionadas no ano passado. Os resultados mostram que 96 % das instituições consideram que estariam mais bem preparadas para enfrentar a pandemia do coronavírus se a sua Universidade Europeia já estivesse plenamente operacional (estas universidades só começaram há 6-9 meses). Mais de 60 % dos inquiridos consideram que fazer parte de uma Universidade Europeia já foi útil para resolver as atuais dificuldades relacionadas com a crise. Os bons exemplos incluem a criação de campus interuniversitários virtuais, oferecendo cursos mistos conjuntos e unidades didáticas comuns integradas nos programas de todas as universidades participantes. As Universidades Europeias também pretendem a apoiar a aprendizagem ao longo da vida, proporcionando aos discentes de todas as idades a oportunidade de obter microcredenciais, atribuídas após concluírem cursos ou módulos de curta duração.

As Universidades Europeias incluem diferentes tipos de instituições de ensino superior, desde centros de ciências aplicadas, institutos técnicos e escolas de cinema e comunicação social até universidades com cursos nos vários domínios e programas avançados de investigação. A iniciativa envolverá cerca de 280 instituições de ensino superior de todos os Estados-Membros e outros países, localizadas não só nas capitais, mas também nas regiões europeias mais remotas. Cada aliança é composta, em média, por sete instituições de ensino superior. Embora algumas alianças sejam abrangentes e cubram todas as disciplinas, outras incidem, por exemplo, no desenvolvimento sustentável, na saúde e no bem-estar, na digitalização e inteligência artificial, na arte, na engenharia ou no espaço.

No total, está disponível um orçamento até 287 milhões de EUR para estas 41 Universidades Europeias. Cada aliança recebe até 5 milhões de EUR do programa Erasmus+ e até 2 milhões de EUR do programa Horizonte 2020, por um período de três anos, para começar a executar os seus planos e preparar o caminho para outras instituições de ensino superior em toda a UE.
O financiamento proveniente de ambos os programas constitui um passo importante para uma maior interação entre o Espaço Europeu da Educação e o Espaço Europeu da Investigação. Os progressos alcançados por cada aliança são atentamente monitorizados.

No âmbito do próximo orçamento de longo prazo da UE para 2021-2027, a Comissão propôs-se implementar as Universidades Europeias no quadro do programa Erasmus, em sinergia com o Horizonte Europa e outros instrumentos da UE.
Contexto

A Comissão Europeia propôs a iniciativa das Universidades Europeias aos líderes da União Europeia, antes da Cimeira Social de Gotemburgo, em novembro de 2017, como parte de uma visão global para a criação de um Espaço Europeu da Educação até 2025. A iniciativa foi aprovada pelo Conselho Europeu em dezembro de 2017, que apelou à criação de, pelo menos, 20 Universidades Europeias até 2024. O conceito de «Universidades Europeias» foi desenvolvido sob a orientação da Comissão Europeia, em estreita cooperação com os Estados-Membros, as instituições de ensino superior e as organizações de estudantes.

09.07.2020 - 14:57

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