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Barreiro Terra de solidariedade e multiculturalidade
«A diversidade não é um problema é uma riqueza»

Barreiro Terra de solidariedade e multiculturalidade<br />
«A diversidade não é um problema é uma riqueza»<br />
Hoje à tarde, no Largo de Santa Cruz, no Barreiro, foi inaugurada a Casa-Mãe do Festival de Encontros Cores, Sons, Sabores e Saberes, que irá realizar-se entre 8 e 10 de Maio.

“Estamos a 5 mil Km da nossa terra” – recordou Rodica Gherasim, presidente da MIORITA da Moldávia, acrescentando – “o Barreiro é a nossa terra também”.

“Porque quando não nos entendemos através da língua, entendemo-nos através dos sentimentos”, salientou Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

A inauguração da Casa-Mãe do Festival, hoje à tarde, enquadrou-se na celebração do «Dia Internacional das Línguas Maternas», na cerimónia para além de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, marcou presença o embaixador da República da Moldávia, Valério Purea; Regina Janeiro, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pelas áreas cultural e social; Manuela Filipe, em representação da União de Freguesias Barreiro e Lavradio; Augusto Sousa, da Rumo e Rodica Gherasim, presidente da MIORITA (Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos).

Uma única história, uma única cultura, pela multiculturalidade

Rodica Gherasim, salientou que os três pilares base de uma nação são a terra, a história e o povo – “qualquer nação tem a sua história e as suas raízes”.
Sublinhou que vivemos no mundo para nos encontramos e todos os presentes encontraram-se “aqui em Portugal”, vindos de vários países, para no Barreiro fazermos – “uma única história, uma única cultura, pela multiculturalidade”.
Recordou que entre os presentes estavam oriundos de diversas nações da Moldávia, de Moçambique, de Cabo Verde, de Angola, do Brasil, que simbolizam – “as raízes da multiculturalidade”.

O Barreiro é a nossa terra

Rodica Gherasim, sublinhou que não conhece outros presidentes de Câmara, mas – “o nosso presidente é o melhor”.
“Estamos aqui porque os portugueses nos receberam” e “abriram as vossas casas”.
“Estamos a 5 mil Km da nossa terra” – recordou, acrescentando – “o Barreiro é a nossa terra também”.

Diversidade não é um problema é uma riqueza

Augusto Sousa, do CLDS +, salientou que este dia, com a inauguração da Casa- Mãe, é o resultado de – “um trabalho que tem vindo a ser feito pelas pessoas das associações, um trabalho conjunto, que criou condições para as pessoas se encontrarem”.
“A diversidade não é um problema é uma riqueza”, sublinhou Augusto Sousa.

Entendemo-nos através dos sentimentos

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que os portugueses são um povo de emigração por essa razão, porque sabem o que é viver distantes do seu país, também sabem receber os que vieram de mundos distantes.
O autarca referiu que a inauguração da Casa-Mãe do Festival, no «Dia Internacional das Línguas Maternas», simboliza o reconhecimento da importância das línguas onde – “assenta a cultura e diversidade de saberes” e provar que a língua – “não é um elemento que nos separa”.
“Porque quando não nos entendemos através da língua, entendemo-nos através dos sentimentos”, salientou o autarca.

Vivermos uns com os outros e partilhar as diferenças

Carlos Humberto, referiu que não sermos todos iguais – “é uma grande riqueza” e a “língua é sinónimo de pátria”.
“Ser patriótico não é antagónico”, é ter uma “visão internacionalista” e de “respeito pelas outras pátrias”.
“Neste momento que se agudizam alguns conflitos no mundo, por raças e credos, com esta iniciativa queremos dizer que é possível vivermos uns com os outros e partilhar as diferenças” – salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“É este um dos grandes desafios que se coloca à humanidade, que o Barreiro seja esse exemplo”, disse – “uma terra de solidariedade e multiculturalidade”.

Exposição Raízes na Casa Mãe

Após as intervenções foram oferecidas fotografias – produzidas pelo Clube de Fotógrafos do Barreiro – a famílias de diversas nacionalidades que residem no Barreiro.
Seguiu-se a inauguração da exposição “RAÍZES”, com objectos representativos das associações de imigrantes do Concelho, que pode ser visitada, na Casa Mãe, na Praça de Santa Cruz, no edifício que foi a primeira sede dos Paços do Concelho do Barreiro e também onde funcionou a prisão, conhecida pelos barreirenses por «o 50».
O convívio a marcar a apresentação do Festival Encontro de Culturas - Cores, Sons, Sabores e Saberes continuou com as actuações de vários grupos de música e cantares africanos, nomeadamente de Angola, Cabo-Verde e Moçambique, Grupo de Dança Tradicional Moldava e da América Latina.
A inauguração da Casa-Mãe e a realização do Festival são uma organização da Câmara Municipal do Barreiro em colaboração com as Associações de Imigrantes do Concelho (Miórita – AC Imigrantes Moldavos; Associação dos Filhos e Amigos da Ilha das Galinhas – “GHAM-ATHÉ”; Associação de Filhos e Amigos de Bachil; Associação Africana do Barreiro; Cooperativa RUMO e CLDS + Barreiro) e inserem-se no projeto “Identidades – Encontro de Culturas”.

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21.02.2015 - 23:26

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