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Caminhada Solidária no Polis do Barreiro
Mais de meia centena de participantes alertam para doença Alzheimer

Caminhada Solidária no Polis do Barreiro<br />
Mais de meia centena de participantes alertam para doença Alzheimer<br />
. «Cuidadores Informais» não recebem qualquer tipo de apoio

“Não pode haver doenças malditas, que nós esquecemos e só nos lembramos quando nos tocam”, salientou Carlos Moreira, presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena.

Maria dos Anjos, representante da «Alzheimer Portugal» recordou que foi feito um pedido ao executivo da Câmara Municipal do Barreiro, já há algum tempo, no sentido de ser criado no Barreiro o «Café Memória» - “não tivemos qualquer resposta ao nosso pedido”.

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que – “o mais importante para viver em comunidade é nunca deixar de intervir”.
“Eu também fui cuidador da minha mulher”, recordou emocionado.

Uma manhã de domingo, ambiente ameno. Num espaço agradável, como o Rio Coina em pano de fundo.
Pelo terceiro ano consecutivo a «Alzheimer Portugal» trouxe o evento nacional à margem sul.
António Marques, do executivo da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, responsável pela área social, salientou que esta iniciativa há três anos que se realiza, aqui, no Polis da Verderena, associando-se à «Alzheimer Portugal» que promove esta acção em diversas cidades do país.
O autarca agradeceu a presença de todos os que aderiram e salientou que – “somos mais que o ano passado”.
Recordou a parceria do jornal «Rostos», na divulgação desta Marcha Solidária.

Havia que fazer alguma coisa na Margem Sul

Maria dos Anjos, da «Alzheimer Portugal», hoje pela manhã, na abertura do «Passeio da Memória», promovido com o objectivo de sensibilizar para a temática da doença de Alzheimer , referiu que este é o terceiro ano que, aqui, no Barreiro se realiza este evento.
“Havia que fazer alguma coisa na Margem Sul e começámos com esta iniciativa” em colaboração com a União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena.
Recordou que – “as pessoas têm medo da doença, não gostam de divulgar”.

Cuidadores Informais não têm apoio

Maria dos Anjos, salientou que está a decorrer uma petição que visa promover o debate sobre a importância de serem criados mecanismo de apoio aos «Cuidadores Informais» - “não há qualquer tipo de apoio”.

Criar no Barreiro o «Café Memória»

A representante da «Alzheimer Portugal» saudou a presença de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro – “é inédita a presença do Presidente da Câmara”.
Recordou que foi feito um pedido ao executivo da Câmara Municipal do Barreiro, já há algum tempo, no sentido de ser criado no Barreiro o «Café Memória» - “não tivemos qualquer resposta ao nosso pedido”.

No próximo vamos encher esta Avenida

Carlos Moreira, presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, salientou que – “o ano passado estivemos aqui na Marcha e falámos uns com os outros, este ano já tivemos que montar uma aparelhagem, espero que no próximo ano consigamos encher esta Avenida”.
O autarca referiu a importância da “solidariedade” com os portadores da doença e a necessidade de serem - «criados apoios aos ‘cuidadores’ que não têm apoio algum».

Não pode haver doenças malditas

“Não pode haver doenças malditas, que nós esquecemos e só nos lembramos quando nos tocam”, salientou Carlos Moreira.
Neste contexto, referiu a importância destas iniciativas para sensibilizar as pessoas, assim como para a necessidade de se intervir na defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde.

Eu também fui cuidador da minha mulher

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que – “o mais importante para viver em comunidade é nunca deixar de intervir”.
Sublinhou que em matéria de saúde há muitas questões – “hoje há novas doenças, mas também há novos caminhos”.
O edil sublinhou que “a vida de hoje é muito absorvente” e isso, por vezes, afasta-nos de intervir.
“Temos que fazer um esforço para defender os nossos direitos e a nossa qualidade de vida”, disse.
Notou-se, no olhar do autarca, alguma emoção, quando recordou que viveu pessoalmente, na sua vida, a doença de Alzheimer.
“Eu também fui cuidador da minha mulher”, referiu emocionado e suspendendo, por momentos as palavras.
Carlos Humberto, lançou o repto aos presentes para nunca deixarem de intervir – “não devemos abandonar o caminho de construção da felicidade possível”.

Uma caminhada solidária

Eram jovens, idosos, pessoas de diferentes áreas sociais, mais de meia centena, que hoje, nesta manhã de domingo, na zona do POLIS, uniram-se, num gesto solidário, juntando-se aos milhares que, em diversas cidades do país, ergueram-se para caminhar no sentido de sensibilizar e alertar para os problemas desta doença que afectam a vida de famílias e da comunidade.

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18.09.2016 - 13:13

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