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Barreiro - Na Região de Setúbal serão assinalados 96 anos do CNE – Corpo Nacional de Escutas
Preparar os jovens para as profissões que ainda não existem

Barreiro - Na Região de Setúbal serão assinalados 96 anos do CNE – Corpo Nacional de Escutas<br />
Preparar os jovens para as profissões que ainda não existem<br />
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. Prevê-se quebra de 36% da população

. O jovem tem que ser o actor do seu desenvolvimento

. Fazer a construção da cidade

Ivo Faria, Chefe Nacional do CNE – Corpo Nacional de Escutas, ontem à noite, no decorrer do colóquio integrado nas comemorações dos 83 anos do escutismo no concelho do Barreiro, divulgou que a celebração dos 96 anos do CNE, ao nível nacional, este ano, terão como palco a região de Setúbal.

O Chefe Nacional do CNE sublinhou a importância da ligação dos agrupamentos de escuteiros às comunidades locais e manter uma estreita cooperação – “com as comunidades que nos acolhem”.
Referiu o exemplo do Barreiro que ao longo de 83 anos tem mantido uma relação com os agrupamentos de escuteiros, salientando que sendo importante a rrealização de actividades ao ar livre, também é necessário que existam actividades que contribuam para ligar o CNE às comunidades locais.
Ivo Faria, divulgou que as comemorações nacionais da fundação da CNE, em 2019, ano que celebra 96 anos, vai ter como palco a região de Setúbal.

O jovem tem que ser o actor do seu desenvolvimento

Ivo Faria, que participava como prelector no Colóquio tendo como tema . “Escutismo – movimento educativo e inclusivo”, sublinhou a importância da participação das crianças e jovens no escutismo, como caminho de educação não formal, onde são trabalhadas competências, nas áreas da comunicação, liderança, resolução de problemas, relações interpessoais, desenvolvimento de conhecimentos e atitudes.
“O jovem tem que ser o actor do seu desenvolvimento”, referiu.
Ivo Faria, sublinhou que através do “método de aprendizagem escutista”, o jovem “aprende fazendo” e desenvolve as suas competências através do trabalho dinamizado em equipa e privilegiando a dimensão da comunicação.

Somos um país de gente talentosa

O Chefe Nacional da CNE, na abertura da sua intervenção, recordou alguns dados relativos ao posicionamento de Portugal, em ranking internacionais, por exemplo, disse, que Portugal ocupa o 46º lugar, ao nível da inovação, investigação, e desenvolvimento, uma área onde investe, mas “não colhe” os resultados.
Referiu que no ranking de talentos, ocupamos a 29ª posição ao nível mundial.
“Somos um país de gente talentosa” sublinhou, acrescentando que “os talentos que nós criamos são utlizados por outros países”.
Alertou para o facto de 50% dos activos, em Portugal, ao nível de escolaridade apenas contam com o Ensino Básico, e, com o Ensino Superior são 26% dos activos.

Preparar os jovens para as profissões que ainda não existem

Ivo Faria, alertou para o facto de Portugal estar classificado em 2º lugar ao nível do “risco de automação”, ou seja, as profissões que nos próximos anos correm o risco de serem substituídas por máquinas.
Referiu que em 2030, perspectiva-se ao nível mundial que 50% das actuais profissões não vão existir, e, simultaneamente, irão existir profissões que ainda não existem nos dias de hoje – “é preciso preparar os jovens para as profissões que ainda não existem”.
Alertou para as lacunas existentes na colaboração entre as Universidades e as empresas, ocupando Portugal a posição 36º no ranking que avalia esta cooperação.

Prevê-se quebra de 36% da população

O Chefe Nacional do CNE, sublinhou aspectos relacionados, com as quebras demográficas, prevendo-se uma quebra de 36% da população.
Referiu que este é um problema porque reduz o nível de activos e gera problemas no garantir as reformas, aos que deixaram o mundo activo.
Na sua intervenção, sublinhou aspectos relacionados com os desafios da internacionalização da economia, a abertura da economia portuguesa ao mundo.
Recordou que são cerca de 23.500 empresas que estão a dinamizar as exportações, registando-se um aumento de mais de 40%, sendo o Turismo, a actividade económica responsável por metade das exportações.
A nossa economia, disse, “sobrevive à custa dos serviços”.

Fazer a construção da cidade

Ivo Faria, referiu que ao nível de integração de recursos humanos nas empresas, nas entrevistas são avaliadas as capacidades de liderança, de comunicação e de trabalho em equipa, sendo estas ferramentas reconhecidas com essenciais.
Salientou que neste cenário de mudanças e de exigências, é, aqui que entra a importância do escutismo na formação dos jovens, é esta a “diferenciação” com o ensino formal – “o escutismo trabalha estas competências”, contribuindo para a “integração natural na vida social”.
Ivo Faria, salientou que o movimento educativo que nós somos ajuda os nossos jovens a descobrir a comunidade, a ganhar mais consciência dos interesses de todos e fazer a construção da cidade.

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12.01.2019 - 20:52

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