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Fuzileiro Carlos Mendes natural do Barreiro
No 32º aniversário de sua morte homenageado pela Marinha Portuguesa

Fuzileiro Carlos Mendes natural do Barreiro<br />
No 32º aniversário de sua morte homenageado pela Marinha Portuguesa. Um dos seis mortos daquele que é considerado o maior acidente da história da Marinha Portuguesa, em tempo de paz

Frederico Rosa, Presidente da Câmara Municipal, do Barreiro, encerrou a cerimónia, sublinhando que este “é um dia de emoções, é um dia de gratidão e é um dia de reconhecimento”.

“Nesta cidade de marinheiros, nesta cidade de fuzileiros, recordamos o nosso, o vosso Carlos Alberto Marques Mendes”, sublinhou Valentim Rodrigues, Contra Almirante.

A Marinha Portuguesa promoveu uma homenagem ao barreirense 2º Grumete FZ Carlos Alberto Marques Mendes, um dos seis mortos, daquele que é considerado o maior acidente da história da Marinha Portuguesa, em tempo de paz, a explosão a bordo do NRP António Enes.
A Câmara Municipal do Barreiro foi parceira nesta iniciativa.
Hoje, pela manhã, realizou-se a Missa na Igreja da Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, com a participação do coro e do septeto clássico da Banda da Armada.
Após a missa, no Cemitério do Lavradio foi prestada uma homenagem ao 2º Grumete FZ Carlos Alberto Marques Mendes, com o descerramento de um lápide em sua memória, no túmulo de sua família, onde repousam os seus restos mortais.
De tarde, realizou-se o descerramento de uma placa evocativa de homenagem da Marinha, na Avenida da Praia, junto ao Moinho do Jim, no Barreiro, num cerimonial acompanhado de honras militares.

Mais vidas ceifou em tempo de paz na Marinha

Valentim Rodrigues, Contra Almirante, dirigiu as suas primeiras palavras a D. Lurdes, mãe do 2º Grumete FZ Carlos Alberto Marques Mendes, endereçando a sua saudação e reconhecimento pela presença nesta cerimónia – “à memória de um valoroso camarada de armas que serviu com a maior dignidade e a última entrega a nossa Marinha”.
Recordou que neste dia são assinalados 32 anos daquela que foi a mais trágica ocorrência a bordo de um navio, o NRP António Enes, aquela que mais vidas ceifou em tempo de paz na Marinha, contando seis mortes.
Foi no dia 10 de março de 1987 à entrada do Porto da Horta, nos Açores, referiu.

Um dia que marcou muitas gerações de marinheiros

“Foi um dia que marcou de modo significativo muitas gerações de marinheiros”, salientou.
Sublinhou, que passado estes anos de recolhimento, hoje, na sua terra natal e junto de sua família é prestada uma homenagem ao 2º Grumete Fuzileiro, Carlos Alberto Marques Mendes – “um marinheiro excepcional, que representa o melhor do nosso país, que serviu com distinção e coragem”.
Salientou que foram recordados, um a um, os que perderam a vida no navio António Enes – “nesta cidade de marinheiros, nesta cidade de fuzileiros, recordamos o nosso, o vosso Carlos Alberto Marques Mendes”.
Após a sua intervenção a placa foi descerrada, conjuntamente, por D. Lurdes, mãe do homenageado; Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro e por Valentim Rodrigues, Contra Almirante.

Jamais deixou de ser um deles

Frederico Rosa, Presidente da Câmara Municipal, do Barreiro, encerrou a cerimónia, sublinhando que este “é um dia de emoções, é um dia de gratidão e é um dia de reconhecimento”, referindo que o Fuzileiro Marques Mendes continua nos corações e no pensamento dos seus companheiros – “jamais deixou de ser um deles”.
“Como os Fuzileiros afirmam – Fuzileiro uma vez, Fuzileiro para sempre- e que ninguém tenha dúvidas que este lema é, de facto, praticado com emoção, como o dia de hoje, de resto, é um bom exemplo”, disse.
Dirigindo-se à mãe do Fuzileiro Carlos Marcos Mendes, salientou – “também nós partilhamos uma ligação que sabemos ser profunda, somos do Barreiro, esta terra que é feita de gente das mais diversas origens e proveniências, e que, aqui, vem encontrar uma vida melhor, aqui se fizeram homens e mulheres, aqui criaram os seus filhos, aqui assentaram as suas famílias. A terra da ferrovia, da fábrica, a terra que orgulhosamente é a casa da nossa Escola de Fuzileiros.
Uma terra de rio, que tem esta ligação tão estreita que ele faz parte de nós e da nossa essência, este amor que nos une e que faz de nós os barreirenses, de alma e coração, que não pode estar dissociado do dia de hoje”.

«Barreirense uma vez, Barreirense para sempre»

Frederico Rosa, acrescentou – “Relembramos, por isso, o Carlos Alberto, não apenas como militar, relembramos também como barreirense, que ao serviço de Portugal deu a sua vida.
Com ele lembramos igualmente todos os barreirenses, que dão a sua vida em prol e na defesa de todos nós.
Com este momento reconhecemos a coragem de todos os que nos protegem, com esta homenagem afirmamos que é com memória e tributo ao passado que podemos olhar para o futuro de para o nosso desenvolvimento, e que nunca ninguém duvide, daquilo que nós sabemos bem e que hoje, com todo o sentimento o dizemos, que, tal como os Fuzileiros: “Barreirense uma vez, Barreirense para sempre”.

As iniciativas do programa de homenagem ao barreirense, 2º Grumete Fuzileiro, Carlos Alberto Marques Mendes, encerraram com um Concerto da Banda da Armada, no Auditório Municipal Augusto Cabrita.

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10.03.2019 - 20:29

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