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Barreiro - Nos passes «comprados pela primeira vez» há um aumento de 32%
Na AML existiam 4.200 passes agora existem apenas 45 passes

Barreiro - Nos passes «comprados pela primeira vez» há um aumento de 32% <br />
Na AML existiam 4.200 passes agora existem apenas 45 passes<br />
. É falso que o canal da ponte destinada ao Metro Sul do Tejo corresponda ao canal da Ponte Pedonal

. Foi determinante que o governo PSD tivesse olhado para os TCB

“Os TCB com uma gestão que olhou para frente, soube criar condições para ter capacidade financeira, com uma visão estratégica, que permitisse a total renovação da frota”, disse Rui Lopo.

Carlos Humberto, salientou que depois do Passe Social criado em 1976, esta medida do novo passe na AML, é a medida mais radical no sistema de transportes.

Nas instalações do Sporting Clube Lavradiense, ontem à noite, realizou-se- um «Debate CDU» cujo tema foi «Transportes e Mobilidade».
Eduardo Vieira, membro do Executivo da DORS e do Comité Central do PCP, recordou que no ano de 1997, o Partido Comunista Português apresentou na Assembleia da República a proposta de criação do passe social na Área Metropolitana de Lisboa, envolvendo todo os operadores, que não mereceu apoio, de novo em 2016, voltou o PCP a apresentar uma proposta semelhante que foi reprovada com os votos do PS, PSD, CDS e abstenção do BE.
Salientou que a proposta foi agora materializada, fruto da luta de utentes da luta do PCP e dos eleitos da CDU nos órgãos autárquicos dos 18 municípios da AML.

Somos pais do montante aprovado que permite concretizar

“Vários anos foi dito que isto não era possível, agora foi possível com a nova correlação de forças”, disse Eduardo Vieira.
Referiu que nos acordo com o Partido Socialista, esta medida dos transportes, não constava esta como uma medida para concretizar – “não somos pais da solução, somos pais do montante aprovado que permite concretizar”.
O membro do Executivo da DORS, salientou a necessidade de ser reforçada a oferta nos transportes, que se continue a apostar na melhoria dos transportes públicos, que seja reposto o que foi cortado em 2012.

Fruto de um trabalho persistente

Carlos Humberto, 1º Secretário da Área Metropolitana de Lisboa, sublinhou que a aplicação desta medida do passe na AML, é um exemplo que “vale a pena lutar”.
Sobre o que muito se diz, acerca da paternidade da medida, de quem é o pai da criança, sublinhou que esta é uma preocupação que não se justifica, ela foi concretizada por 18 Presidentes de Câmara da AML, com o apoio do Governo, que apresentou a proposta na Assembleia da República que aprovou.
Salientou que “chegar aqui não foi fácil”, disse, “juntar pessoas de diferentes forças politicas à volta de uma proposta”, e, ter-se conseguido isto, foi fruto de um trabalho persistente que demorou muito tempo.

Esta medida trás mais rendimentos ás famílias

O 1º Secretário da Área Metropolitana de Lisboa, salientou que o essencial é que esta proposta vai ter efeito sobre o rendimento das pessoas.
Recordou, se aumento do salário mínimo nacional, dá um rendimento de mais 20 euros. esta medida dá um aumento de rendimentos de mais de 20 euros, há casos que é mais de 50 euros, e até há situação de rendimentos de 100 euros.
Sublinhou que eram cerca de 900 mil pessoas na Área Metropolitana de Lisboa que não estava integrados no passe, “havia partes do concelho do Barreiro que não estavam no sistema”.
“Esta medida trás mais rendimentos às famílias”, disse.

Medida mais radical no sistema de transportes.

Carlos Humberto, salientou que depois do Passe Social criado em 1976, esta é medida mais radical no sistema de transportes.
Referiu que na AML existiam 4.200 passes, agora ficam a existir apenas 45 passes.
Sublinhou que este é um novo paradigma para as nossas vidas, deslocamo-nos com menos custos e melhora o nível da qualidade de vida.

Aumento de 32% de novos passes

Carlos Humberto alertou, para a necessidade de serem criadas condições para melhorar a oferta, salientou que no registo de passes já adquiridos, há um aumento de 32% de novos passes – “comprados pela primeira vez”, sendo metade destes “novos passes para pessoas com mais de 65 anos”.
Defendeu a necessidade de melhorar o sistema de informação aos utentes, bem como que sejam tomadas medidas para a gestão metropolitana dos transportes, criando uma equipa que tenha uma visão integrada da mobilidade.

Processo das privatizações interrompido

Rui Lopo, vereador na Câmara Municipal do Barreiro e membro do Conselho Nacional do PEV, recordou que esta medidas que vão ser implementadas, contrariamente ao que foi defendido há cinco anos atrás, que só se falava em privatizar os transportes em todas a AML, hoje, com este processo das privatizações interrompido pelo PS com o apoio da esquerda, verifica-se a importância dos transportes como elemento de coesão social e territorial.

Foi determinante que o governo PSD tivesse olhado para os TCB

Rui Lopo, recordou como os TCB foram prejudicados em muitos milhões de euros, por não terem o apoio do Estado, até 2013.
Referiu que apesar de todas estas dificuldades os TCB foram geridos com eficácia e foi determinante que o governo PSD tivesse olhado para os TCB, atribuindo apoio a partir de 2014, a indemnização compensatória.
Salientou que os TCB com uma gestão que olhou para frente, soube criar condições para ter capacidade financeira, com uma visão estratégica, que permitisse a total renovação da frota, abrindo caminho para realizar o maior investimento de sempre da Câmara Municipal do Barreiro.
Os TCB desenvolveram contactos constantes como o governo PSD e PS para que fossem criadas linhas de fundos comunitários que permitiram avançar com candidaturas.
Rui Lopo, a propósito da viatura a gás que esteve no Barreiro, para ser entregue a chave por António Costa, disse, que – “veio cá para a fotografia, porque ainda não existe o posto de abastecimento de gás nos TCB, a viatura vai voltar para onde veio”.

Rui Lopo, referiu igualmente como os TCB foram percursores ao alargar a rede a outros concelhos, criando esta visão com o alargamento ao concelho da Moita.
Isto foi importante para criar nos TCB esta lógica de prestador de serviço regional.
“Nós temos visão estratégica, os que estão hoje na autarquia não têm visão estratégica”, disse.
Sublinhou que nas politicas de mobilidade tem que existir estratégia para todos os modos de transporte, por isso, disse, desenvolvemos a rede de bicicletas integrada no passe.

Criação de uma rede ciclável ribeirinha.

Referiu, igualmente, que nestas politicas de mobilidade, foi definida uma estratégia na AML, que aponta para a criação de uma rede ciclável ribeirinha.
Salientou que foi isto que o Secretário de Estado e o governo defendeu, ontem aqui no Barreiro.
É por isso, disse, que não bate a bota com a perdigota, entre as opções locais do Barreiro, de não querer avançar com a ponte pedonal e as opções estratégicas do governo.
Rui Lopo, afirmou que é falso que o canal da ponte destinada ao Metro Sul do Tejo, corresponda ao canal da Ponte Pedonal que estava prevista, no acordo entre o Barreiro e o Seixal, com verbas aprovadas pelos fundos comunitários, e, cuja decisão de não avançar, ainda terá que ser avaliada pelo Conselho Metropolitano da AML.

30.03.2019 - 17:19

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