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Rui Braga, responsável pela comunicação da Câmara Municipal do Barreiro
Alerta que «notícias falsas» não acontecem por acaso>
. «Perfis falsos» fazem parte da «desinformação»

Rui Braga, responsável pela comunicação da Câmara Municipal do Barreiro<br>
Alerta que «notícias falsas» não acontecem por acaso><br>
. «Perfis falsos» fazem parte da «desinformação»<br>
. Facebook rede social mais presente em Portugal

. RTP órgão que mais confiança merece dos portugueses

Hoje comunicar, não é comunicação interpessoal, não é comunicar de um para muitos, não é a comunicação de massas – “comunicar é tudo isto”, com todas as formas “mediadas” e “não-mediadas”, sublinhou Gustavo Cardoso.

O 4º Seminário CMB/ISCTE, no âmbito do Ciclo "Novos Desafios do Poder Local”, decorreu ontem, dia 10 de Abril, na AURPIL, tendo como tema “Media, Democracia e Cidadania”.

Rui Braga preocupado com notícias falsas

Na abertura do Seminário, Rui Braga, vereador responsável pela área da comunicação da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que este é um tema “sensível” e que existem actualmente “novos meios de comunicação” sendo necessário que existam “estratégias sólidas” para promover a comunicação.
O autarca alertou para o problema das “fake news”, sublinhando que estas “notícias falsas” não acontecem por acaso, assim como os “perfis falsos”, fazem parte da “desinformação”.
Rui Braga, defendeu que “não há democracia sem comunicação”, acrescentando que “é preciso uma imprensa forte” e “uma imprensa credível”.

Propaganda sempre foi uma realidade

Gustavo Cardoso, sociólogo, recordou que em matéria de comunicação “cada um vê de uma determinada perspectiva”, porque cada um tem contextos diferentes.
Sublinhou que vivemos nos dias de hoje momentos de fortes revoluções ao nível das formas de comunicar, com as redes sociais, registou-se uma mudança nas ferramentas, mas os objectivos continuam a ser os mesmos, a propaganda que “sempre foi uma realidade”.

Facebook rede social mais presente em Portugal

Gustavo Cardoso, alertou para os perigos da utilização das redes sociais, onde circulam muitas noticias falsas, e, referiu que a comunicação social está em crise, com “um mercado cada vez mais pequeno”.
Referiu que, no mundo de hoje, a concepção de estar informado alterou-se, hoje, para cada um o importante é saber o que tem interesse em saber.
“O facebook é a rede social mais presente em Portugal”, enquanto o “twitter tem presença residual” disse.

RTP quem mais confiança merece dos portugueses

Recordou que é na ordem dos 44% o número de pessoas que tem confiança nas noticias da comunicação social, mas nas noticias que circulam pelas redes sociais o grau de confiança ronda os 23%.
As noticias divulgadas pela RTP são aquelas que mais confiança merecem dos portugueses, seguindo o jornal «Expresso».
Salientou que – “Portugal é o 2º país no mundo mais preocupado com noticias falsas”.

A comunicação é e sempre foi uma arma politica

Gustavo Cardoso, recordou que vivemos numa sociedade em rede, antes era uma sociedade hierárquica, acrescentou que comunicamos pelo ecrã e cada vez é menor a presença do papel.
Referiu que vivemos numa União Europeia em crise e num mundo em crise – “e cada país tem a sua realidade”.
Sublinhou que não vivemos numa sociedade da informação – “vivemos numa sociedade em rede”, onde, “tudo pode ser utlizado para o bem e para o mal”.
“A comunicação é e sempre foi uma arma politica”, disse.

Deixou de ser possível dizer ver para crer

Sublinhou, Gustavo Cardoso, que mudou o paradigma no modelo de comunicação, as pessoas escolhem como comunicar – “remixam” e alteram o sentido das mensagens, um mundo onde todos temos opinião.
Nos dias de hoje, disse, deixou de ser possível dizer ver para crer, porque vivemos num mundo onde ver não é igual a acreditar.
Hoje comunicar, não é comunicação interpessoal, não é comunicar de um para muitos, não é a comunicação de massas – “comunicar é tudo isto”, com todas as formas “mediadas” e “não-mediadas”.
A comunicação é em rede, em articulação, com pessoas conectadas, em rede – através de blogues, jornais, redes sociais.

Redes sociais vieram democratizar a comunicação

Neste Seminário, Maria João Simões, Chefe de Divisão de Comunicação da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que a autarquia tem uma equipa multidisciplinar na área da comunicação, para responder à necessidade de comunicar e informar, porque é um dever público da Câmara comunicar.
Referiu os vários suportes de comunicação existentes do papel ao digital, sublinhando que o aumento de visualizações demonstra que “estamos no bom caminho”.
Maria João Simões destacou a importância das redes sociais, que colocam as pessoas igualdade, promovem o sentimento de pertença – “as redes sociais vieram democratizar a comunicação”, mas, “são usadas para o bem e para o mal”.
“O problema não está nas redes sociais mas na forma de uso”, disse, acrescentando que – “a tecnologia é neutra de valores”.

Cultura pode ser um contributo para a democracia

Lurdes Lopes, Chefe de Divisão da área da Cultura da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que licenciou-se na área do jornalismo, mas optou por “fazer coisas” e “não falar”.
Salientou que os media acarretam perigos, há visões redutoras, com as mesmas personagens, com as mesmas visões e com os mesmos assuntos.
Defendeu a necessidade de se potenciar a participação dos cidadãos, como essencial para a democracia.
Relativizou o papel das redes sociais, onde predominam os perfis falsos, as noticias falsas e os simulacros de opinião.
Salientou a importância da relação da cultura com a cidade – todos têm direito á cultura – e apontou como linhas de intervenção cultural: a difusão cultural, a criação de públicos e o envolvimento com a comunidade artística.
Defendeu que a cultura tem que chegar ás pessoas, para que todos fiquem a saber que a cultura está a acontecer na cidade – “a cultura pode ser um contributo para a democracia”, disse.

11.04.2019 - 00:04

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