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Barreiro – Carlos Alberto Correia Encontros «O autor e os livros»
A poesia nasceu como forma de indignação

Barreiro – Carlos Alberto Correia Encontros «O autor e os livros»<br />
A poesia nasceu como forma de indignaçãoNasceu em Évora, em 29 de Setembro de 1944, vive no Barreiro desde 1980.
O seu primeiro livro de poesia foi editado em 1974, ficou impresso precisamente no dia 25 de Abril. “O Silêncio mordido”.

No ano 2015 editou o seu romance “Concerto para Sanca João” que, disse, “é o meu livro mais importante”.

O «Ciclo de Encontros» tendo como tema «O Autor e os livros» prosseguiu, este sábado, na Sala Multiusos da Biblioteca Municipal do Barreiro, dedicado a Carlos Alberto Correia.
Esta uma iniciativa da Tertúlia de Escritores e Autores do Barreiro em colaboração com a Biblioteca Municipal do Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, e, com o apoio do jornal «Rostos».
O objectivo deste Ciclo de Encontros é divulgar as obras e os autores barreirenses, naturais ou aqui residentes.

Escrevo desde que aprendi a ler

Este foi o segundo encontro, que proporcionou uma conversa aberta com Carlos Alberto Correia, que para além da sua obra deu a conhecer um pouco de si, e do seu percurso de vida.
Nasceu em Évora, em 29 de Setembro de 1944, vive no Barreiro desde 1980.
É Licenciado e, Antropologia pelo ISCTE. Exerceu funções de Administrador de Empresas e Gestor de Recursos Humanos. Reformou-se em 2007.
O vicio de escrever, recordou, adquiriu em pequenino, na Escola Primária, onde escrevia as redacções e recebia a distinção da melhor.
“Foi nesse tempo que nasceu o bichinho da escrita. Escrevo desde que aprendi a ler”, disse.

Poesia nasceu como forma de indignação

Carlos Alberto Correia, sublinhou que o seu encontro com a poesia nasceu – “como forma de indignação”.
O seu primeiro livro de poesia foi editado em 1974, ficou impresso precisamente no dia 25 de Abril. “O Silêncio mordido”, com uma edição de 2.000 exemplares, com capa de Kira.
Em 1980, publicou o segundo livro de poesia- “Penélope e outras esferas”, igualmente com capa de Kira, cujo lançamento decorreu no Estúdio de Augusto Cabrita, no Barreiro.

O meu livro mais importante

No ano 2015 editou o seu romance “Concerto para Sanca João” que, disse, “é o meu livro mais importante”.
Um romance que reflecte vivências desde o fim da II Guerra Mundial, até ao 25 de Novembro, uma obra que retrata o homem e o contexto, a ética de uma vida, os caminhos percorridos por uma geração, com um componente intensa em torno da guerra colonial e o regime fascista.

A ambiguidade do discurso amoroso

Em 2018, editou o romance – “Momento para inventar o amor”, uma edição e-book.
Uma história de amor, que explora a ambiguidade do discurso amoroso, o sentimento do amor, do matar por amor, a relação amor-ódio.

Poema tem validade no presente e no futuro

Já este ano, 2019, regressou à edição de poesia, em e-book, com a obra “Urbi – poemas datados”.
Uma obra onde explora a ironia da validade do poema, o poema data que é ultrapassado, ou o poema que tem validade no presente e no futuro – “o poema contra o seu real”.

Vivências no mundo do teatro

Carlos Alberto Correia, recordou as suas vivências no mundo do teatro, como actor e dramaturgo. Integrou o Grupo de Teatro Projéctor.
Escreveu duas peças de teatro – “O Medo e a Ira” e “Raivar que este é outro jogo”.
Participou na escrita de uma peça de recriação do Auto da Barca de Gil Vicente, e, na peça “Nem Romeu, nem Julieta”.

«Rosto do Ano- Escritor»

Carlos Alberto Correia, é presidente da Liga Nacional de Karaté de Portugal, Coordenador Técnico da UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro.
Foi membro do Conselho Consultivo do Instituto Politécnico de Setúbal, colaborou na Rádio Comercial, no Suplemento Juvenil do “Diário de Lisboa” e “República”.
No ano 2015 foi eleito «Rosto do Ano- Escritor».

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13.05.2019 - 11:33

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